A Origem dos Povos
14/03/2010 milerfreitas Ver comentários Comentar
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Antigos Habitantes
Depois do dilúvio, Noé profetizou acerca do destino e distribuição dos descendentes de seus três filhos: Sem, Cão e Jafé (Gn 9.25-27). Os jafetitas se dirigiram para o Ocidente, povoaram todas as ilhas do Mediterrâneo, a Europa e parte da Ásia. Hoje, estão espalhados pelos quatro cantos da terra, detendo a cultura mundial, desenvolvendo as artes, as indústrias e as ciências. Os descendentes de Cão se espalharam pela Etiópia, Egito, imediações do Mar Cáspio.
Cuche, filho mais velho de Cão, foi pai de Ninrode, chefe da primeira coligação de povos da Mesopotâmia. Canaã, o filho mais novo de Cão, foi pai dos cananeus, dos fenícios e de outros pequenos povos destruídos pelos semitas.
Hete, um dos filhos de Canaã, deu origem aos heteus ou hititas, um império perdido cuja literatura decifrada esclareceu muitos pontos obscuros da antiga civilização. Os descendentes de Sem deram origem aos assírios, aos cal-deus, aos hebreus, lídios, arameus.
HABITANTES DA PALESTINA
Amonitas
Eram aparentados com os israelitas por meio de Ló, e não se opuseram à sua marcha rumo à Terra Prometida.Atacaram-nos depois, no tempo dos juízes e do rei Saul. Davi tomou a capital dos amonitas, atual Amã, assumindo o controle do país. Salomão deixou-se influenciar pela religião dos amonitas e seguiu a Milcom, deusa do povo (1Rs 11.5). Após o exílio, o amonita Tobias interferiu na obra de Neemias (Ne 4.3).
Cananeus
Estavam espalhados pelo território distribuído entre as tribos de Manas-sés, Efraim, Zebulom, Aser, Naftali e Dã. Nunca foram exterminados pelos israelitas (Jz 1.30-36; 3.1-6). Muitos séculos depois da ocupação da terra, são mencionados nas Escrituras, por ocasião do recenseamento feito por Davi (2Sm 24.7). Casaram-se com os israelitas (1Cr 2.3). Um dos apóstolos era cananeu (Mt 10.4). Receberam benefícios diretos de Jesus durante seu ministério (Mt 15.21-28).
Os principais portos eram Tiro, Sidom, Beirute e Biblos, de onde exporta-vam-se madeira de cedro, óleo, vinho e outras mercadorias para o Egito, Creta e Grécia. A língua dos cananeus era semelhante à hebraica e, talvez, fosse a mesma.
Edomitas (Nm 20.14-21)
Habitavam no Monte Seir (Gn 32.3). Eram, também, parentes chegados dos israelitas, descendentes de Esaú. Alguns eram comerciantes e outros, trabalhavam nas minas de cobre e na agricultura. Durante o êxodo, recusaram passagem pelo seu território (Nm 20.18-21). No período dos juízes, chegaram a invadir o território de Israel. Somente durante o reinado de Davi foram dominados. Mas durante o reinado de Salomão ganharam a independência (2Sm 8.13,14; lRs 11.14-22). Salomão utilizava seu porto no mar Vermelho, Eziom-Geber (Elate). No período macabeu, fizeram nova investida contra Israel, chegando a penetrar até Betzur, território de Judá, mas foram repelidos pelos macabeus. Houve várias profecias contra eles (Is 63.1-6; Ez 25.12-14; Am 1.11,12; Ob 1; MI 1.1-5). Herodes, o Grande, que reinou quase quarenta anos sobre a Palestina, era um mestiço de edomita e judeu, natural da Iduméia.
Fenícios
Uma das suas antigas cidades era Biblos, onde se desenvolvia grande comércio marítimo, por volta do século XVIII a.C. Nos dias de Salomão, a Fenícia fornecia madeira de lei, ouro e artesãos habilitados para a construção do templo e dos palácios em Jerusalém, além de marinheiros e navios para a frota real. Depois da divisão entre os reinos do Norte e do Sul, a Fenícia manteve a supremacia dos mares por muito tempo. O rei Acabe casou com a filha de um rei de Sidom e a religião fenícia entrou em Israel: adoração a deuses estranhos, como Baal (1Rs 16.29-34). Quando Elias teve de fugir para o estrangeiro, provavelmente dirigiu-se a Tiro, cidade considerada o empório do mundo. Em seu mercado, uma espécie de feira internacional de amostras, havia artigos de todas as partes do mundo (Ez 27). Jesus também visitou os lados de Tiro e Sidom e ali curou a filha da mulher sirofenícia. Também falou do julgamento final daquelas cidades (Mt 15.21-28; Mt 11.21,22). A antiga Fenícia corresponde ao atual Líbano.
Filisteus (Gn 10.14)
O nome Palestina deriva-se de Filístia. No tempo dos juízes até os dias de Davi, os filisteus representavam uma ameaça a Israel. Seu território era dividido politicamente em cinco partes, cada uma com sua capital, sendo Asdod a capital federal da confederação. Parece que eram de linhagem semita e não grega, pois traziam as características e crenças religiosas dos semitas. O Antigo Testamento dá nomes semíticos aos deuses filisteus: Dagon, Baalzebub, Astarte. Os filisteus foram os mais ferrenhos inimigos de Israel e nunca foram completamente vencidos, por causa do enfraquecimento moral e espiritual de Israel. Sansão foi um dos juízes que lutou contra eles. O gigante Golias, com quem se confrontou o jovem Davi, era filisteu.
Gibeonitas
Também chamados de heveus, eram ainda conhecidos como amorreus, descendendo da mesma linhagem cananéia, isto é, do ramo camita. São inúmeros os acontecimentos históricos relacionados com Gibeão e referidos na Bíblia (Js 21.17; 2.12; 20.1-13; 1Rs 3.1-15; Ne 7.25).
Girgaseus (Gn 15.19,20)
Na Bíblia, são citados como um dos habitantes da Palestina por ocasião da conquista da terra (Gn 10.16; Dt 7.1). Provavelmente, ocupavam uma região à margem ocidental do Jordão, pois foi perto de Jericó que os israelitas os encontraram pela primeira vez (Js 24.11).
Heteus ou hititas (Êx 3.8)
Eram habitantes da Palestina quando Abraão ali chegou (Gn 15.20,22). Ocupavam também a Ásia Menor, onde se encontram monumentos erguidos por eles. Possivelmente, foi entre esse povo que se verificou o acontecimento narrado em Atos 14.11-18. Travaram algumas lutas com o Egito, com Israel e com a Assíria. Eles também desenvolveram sua própria escrita hieroglífica. Não foram totalmente expulsos pelos israelitas, pois encontramos referências a eles no tempo de Davi. Urias era heteu (1Sm 26.6; 2Sm 11.3). Salomão casou-se com diversas princesas hititas para estender seu domínio e conservar a paz com o povo; depois do cativeiro ainda estavam lá (Ed 9.1). De 1500 a 700 a.C., desem-penharam um papel importante na história da Ásia Menor e da Síria. O império hitita desapareceu sob os ataques dos “povos do mar” (filisteus).
Jebuseus (Gn 10.16)
Habitavam em Jerusalém e na região montanhosa que se chamava Jebus (Gn 15.21), pois seus colonizadores foram os filhos de Jebus. Era um povo muito forte e possuía, na vizinhança de Jerusalém, uma grande fortaleza, que só no tempo de Davi foi destruída (Jz 1.8; 15.8; 2Sm 5.6-16). Apesar de os israelitas terem dominado a região, os jebuseus não foram completamente dizimados. A área em que Salomão erigiu o templo foi comprada por Davi de um jebuseu (2Sm 24.18-26; 2Cr 3.1).
Midianitas (Gn 25.2)
Descendiam de Midiã, um dos dois filhos de Abraão com Quetura. Quando Moisés fugiu para a região de Mídia, e ali permaneceu durante quarenta anos, acredita-se que ele tenha preferido esta região em virtude do parentes-co com seu povo. Supõe-se que habitavam o deserto de Parã e a região do Sinai, pois antes de morrer Abraão separou os filhos de Quetura e os mandou para o Oriente (Gn 25.1-11). Dedicavam-se especialmente ao comércio e foram esses mercadores que venderam José para o Egito (Gn 37.25, 28, 36). Foi o último povo com o qual Moisés lutou antes de ser chamado por Deus (Nm 31.1,2). No período dos juízes, habitavam no lado oriental do Jordão. Chegaram a invadir a Israel e a praticar vários atos de vandalismo. Foi por esse tempo que surgiu Gideão com seus 300 valentes e desbaratou o numeroso acampamento midianita. Depois da estrondosa vitória de Gideão, não voltaram a invadir o território de Israel (Is 9.4; Sl 83.9).
Moabitas
Ocupavam a região de Moabe, lado ocidental do mar Morto. Eram descendentes de Ló (Gn 19.37) e parentes dos israelitas. Talvez, por causa deste parentesco, Moisés não quis guerrear contra eles, quando passavam pelo deserto (Dt 2.9). Alarmados com a aproximação dos israelitas, Balaque, rei de Moabe, mandou chamar a Balaão para maldizer os filhos de Israel (Nm 22.2-6). Por causa disso, os israelitas não permitiram sua entrada na congregação, mesmo depois da décima geração (Dt 23.3-6). Houve conflitos entre os moabitas e os israelitas, ao longo de sua história. Os profetas os consideravam inimigos do reino de Deus e contra eles profetizaram (Is 15 e 16; Jr 9.26; 25.21; Ez 25.8-11; Am 2.1,2; Sf 2.8-11).
A história de Noemi e Rute, a moabita, revela a amizade que havia entre os dois povos, apesar das lutas e desentendimentos (Rt 1.1-18). No tempo de Davi, pagaram-lhe tributos. Sua fé num deus que agia na história era semelhante à fé de Israel (Nm 21.10-15; Jz 11.17; 1Sm 14.47; 2Sm 8.2,12; 2Rs 13.20).
Perizeus ou ferezeus (Êx 3.8)
Habitavam nos lugares montanhosos (1s 11.3). Suas cidades não eram muradas e sua principal atividade era a agricultura. Estavam espalhados entre os cananeus, entretanto, as regiões que ocupavam não são bem definidas pelas informações disponíveis (Gn 13.7; 34.30). Quando os israelitas voltaram do cativeiro, ainda havia perizeus na terra (Ed 9.1; Ne 9.8).
Queneus (Gn 15.19)
Era um povo nômade, habitava na região do Sinai e tinha parentesco com os amalequitas. Mantinha amizade com Israel, possivelmente pela afinida-de que tinham, pois Jetro, sogro de Moisés, era queneu. No tempo dos juízes chegaram a fixar residência em Gadesh, perto de Meron (Jz 4.11; Nm 10.29). Quando Saul guerreou contra os amalequitas, avisou aos queneus que se reti-rassem do meio deles, o que evidencia a amizade existente (1Sm 15.6). Durante o reinado de Davi, havia um grupo deles ao sul de Judá (1Sm 27.10; 30.29). Dos queneus descendia outro povo nômade, os recabitas.
domingo, 28 de março de 2010
Descendentes de Noé
Noé
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nota: Se procura a visão islâmica deste personagem, consulte: Nuh. Ainda, se procura a sura que leva seu nome, consulte: Nuh (sura).
Noé
Nome hebraico ou grego נח
Pais Lameque
Filhos Sem, Cam e Jafé
Anos de vida 950 anos
Livros Gênesis 5:29 - 9:29
Noé ou Noach (do hebraico נח, "descanso, alívio, conforto" ) é o nome do heroi bíblico que "recebeu ordens de Deus para a construção de uma arca, para salvar a Criação do Dilúvio". De acordo com o Pentateuco, os cinco primeiros livros do tradicional velho testamento da Bíblia escritos por Moises, Noé era filho de Lameque, que era filho de Matusalém, que era filho de Enoque, que era filho de Jarede, que era filho de Malalel, que era filho de Cainan ou Quenã, que era filho de Enos, que era filho de Sete, que era filho de Adão que era filho de Deus.
Seus três filhos mais conhecidos eram Sem, Cam ou Cã e Jafé.
A mulher de Noé (Gênesis 6:18; 7:7, 13; 8:16, 18), segundo a tradição judaica não bíblica, é chamada de Noéma ou Naamá (Na'amah - cheia de beleza) uma mulher cananita. Há quem a identifique como proveniente da descendência de Caim, sendo irmã de Tubalcaim que era filho de Lameque. Por ter sido considerada de menor importância o seu nome, não vem mencionado do Pentateuco ou no Torá, na história de Noé. No livro dos Jubileus, o seu nome é conhecido por Enzara e seria sobrinha do Patriarca.
Índice
[esconder]
* 1 O nascimento de Noé (segundo livro de Enoque)
* 2 História bíblica
o 2.1 O Dilúvio
o 2.2 O repovoamento da Terra
o 2.3 Longevidade de Noé
o 2.4 Descendentes de Noé
* 3 A visão Muçulmana
* 4 Similariedades
* 5 Paralelismo
* 6 Referências bíblicas
[editar] O nascimento de Noé (segundo livro de Enoque)
O nascimento de Noé é relatado no apócrifo de Enoque e relata a história de uma estranha criança. Conta a história que Matusalém escolheu uma esposa para o seu filho Lameque e esta ficou grávida de um filho. Quando este nasceu repararam que era um bebê muito diferente dos outros e o seu pai teve medo. Ao ter medo dirigiu-se ao Matusalém para lhe contar o sucedido e disse-lhe: "Eu tive um filho estranho, diferente de qualquer homem, e a sua aparência é como a dos filhos de Deus do céu; e a sua natureza é diferente e não é como um de nós." (Enoque 106:7)
Matusalém ouvindo isto viajou para longe, ao encontro de Enoque e contou-lhe o sucedido e este ouvindo tudo lhe respondeu: "O senhor fará algo de novo na terra, porque na geração de meu pai Jared, alguns dos Anjos do Senhor transgrediram a palavra de Deus e a sua lei, e uniram-se pecaminosamente com as filhas dos homens e tiveram filhos. Estes filhos resultantes desta união foram gigantes, não de acordo com o espírito mas de acordo com a carne. Por isto, Deus destruirá a terra com um grande dilúvio e haverá grande destruição e castigo. E este filho que nasceu de teu filho será salvo, e os seus filhos com ele. E toda a humanidade restante morrerá." (Enoque 106:13-17)
Os livros de Enoque e esta história não foram aceitos pelos Judeus, porque, segundo a sua doutrina, os Anjos não se poderiam misturar com as mulheres comuns. Além disto, Matusalém não poderia ter feito qualquer menção a respeito de Noé a Enoque, pois este já não podia ser encontrada mesmo alguns anos antes do nascimento de Noé, conforme a Bíblia, no capítulo 5 do Livro de Gênesis, versículos 21 a 29.Afirma-se entretanto que a origem deste episódio, estaria na Bíblia, em uma das interpretações para os versículos 1 e 2 do capítulo 6 do livro de Gênesis.
[editar] História bíblica
Noé amaldiçoando seu neto Canaã, gravura de Gustave Doré (1832-1883).
A história de Noé encontra-se no livro de Gênesis, sendo seu nome mencionado pela primeira vez em 5:29, encerrando com sua morte, em 9:29, com 950 anos. O relato conta que Noé era descendente da linhagem de Sete, e viveu numa época em que as outras linhagens humanas (a partir dos descedentes de Caim e dos próprios parentes de Noé, provavelmente) mostraram-se corrompidas.
[editar] O Dilúvio
Ver artigo principal: Dilúvio
O livro de Gênesis diz que "E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente." (Gênesis 6:5) e decidiu eliminar a população provocando uma grande inundação. Porém, resolveu poupar a vida de Noé e de sua família, o qual era um homem justo e achou graça aos olhos do senhor (Gênesis 6:8).
Deus, então, falou com Noé, ordenando-lhe a construção de uma grande embarcação, onde ele reuniria todos os animais da Terra (do hebraico "ארץ" = Eretz. significa região) pelos 40 dias de dilúvio. Noé então reuniu um casal de cada espécie e abrigou sua família no interior da arca. A arca teria repousado nos Montes Ararat (Urartu), atual Turquia, por um período de quase 8 meses até que Deus confirmou o momento que poderiam descer da arca.
[editar] O repovoamento da Terra
A Noé e seus descendentes coube a tarefa de povoar a região. A fonte extra-bíblica de Flávio Josefo detalha em pormenores a descendência de Noé, e quais povos cada um de seus filhos e netos teria dado origem. A vida de Noé após o dilúvio, porém, é curiosamente deturpada pelo alcoolismo. Em certa altura, embebedara-se com o vinho produzido de sua própria videira de tal modo que encontrou-se nu em sua tenda. Seu filho Cam o viu e faz saber aos que estavam fora. Seus irmãos sabendo entraram na tenda de costas para cobrirem Noé sem o ver nu. Quando recobrou a consciência, Noé amaldiçoou seu filho Cã e seu neto Canaã, porém abençoando seus outros filhos, Sem e Jafé.
A história de Noé tem forte significado simbólico sobre boa parte da história de Israel, principalmente durante o período da conquista de Canaã narrada no livro de Josué. A maldição de Noé certamente foi usada pelos povos semitas (ou seja, descendentes de Sem, cujos hebreus fazem parte) como justificativa para a conquista da terra de Canaã (ocupada pelos cananeus, alegadamente descendentes de Canaã, neto amaldiçoado de Noé).
[editar] Longevidade de Noé
De acordo com o texto bíblico, Noé teria vivido 950 anos. Tinha 500 anos quando gerou a Sem, Cam e Jafé. Com a idade de 600 anos, enfrentou o dilúvio e ainda viveu mais três séculos e meio, o que significa que poderia ter falecido nos dias de Abraão, já na décima geração de seus descendentes.
Idades dos patriarcas nome ↓ idade ao ser pai ↓ idade ao morrer ↓
Adão 130 930
Sete 105 912
Enos 90 905
Cainan 70 910
Mahalalel 65 895
Jarede 162 962
Enoque 65 365
Matusalém 187 969
Lameque 182 777
Noé 500 950
Sem 100 600
Arpachade 35 438
Selá 30 433
Éber 34 464
Pelegue 30 239
Reú 32 239
Serugue 30 230
Naor 29 148
Terá 70 205
Abraão 100 175
Isaque 60 180
[editar] Descendentes de Noé
Nações bíblicas descendentes dos filhos de Noé Sem ↓ Cam ↓ Jafé ↓
Hebreus Cananeus Gregos
Caldeus Egípicios Trácios
Assírios Filisteus Citas
Persas Hititas
Sírios Amorreus
Os descendentes de Sem eram chamados semitas. Os descendentes de Cam estabeleceram-se em Canaã, no Egito e na África. Os descendentes de Jafé estabeleceram-se, em sua maioria, na Europa e Ásia Menor.
[editar] A visão Muçulmana
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nota: Se procura a visão islâmica deste personagem, consulte: Nuh. Ainda, se procura a sura que leva seu nome, consulte: Nuh (sura).
Noé
Nome hebraico ou grego נח
Pais Lameque
Filhos Sem, Cam e Jafé
Anos de vida 950 anos
Livros Gênesis 5:29 - 9:29
Noé ou Noach (do hebraico נח, "descanso, alívio, conforto" ) é o nome do heroi bíblico que "recebeu ordens de Deus para a construção de uma arca, para salvar a Criação do Dilúvio". De acordo com o Pentateuco, os cinco primeiros livros do tradicional velho testamento da Bíblia escritos por Moises, Noé era filho de Lameque, que era filho de Matusalém, que era filho de Enoque, que era filho de Jarede, que era filho de Malalel, que era filho de Cainan ou Quenã, que era filho de Enos, que era filho de Sete, que era filho de Adão que era filho de Deus.
Seus três filhos mais conhecidos eram Sem, Cam ou Cã e Jafé.
A mulher de Noé (Gênesis 6:18; 7:7, 13; 8:16, 18), segundo a tradição judaica não bíblica, é chamada de Noéma ou Naamá (Na'amah - cheia de beleza) uma mulher cananita. Há quem a identifique como proveniente da descendência de Caim, sendo irmã de Tubalcaim que era filho de Lameque. Por ter sido considerada de menor importância o seu nome, não vem mencionado do Pentateuco ou no Torá, na história de Noé. No livro dos Jubileus, o seu nome é conhecido por Enzara e seria sobrinha do Patriarca.
Índice
[esconder]
* 1 O nascimento de Noé (segundo livro de Enoque)
* 2 História bíblica
o 2.1 O Dilúvio
o 2.2 O repovoamento da Terra
o 2.3 Longevidade de Noé
o 2.4 Descendentes de Noé
* 3 A visão Muçulmana
* 4 Similariedades
* 5 Paralelismo
* 6 Referências bíblicas
[editar] O nascimento de Noé (segundo livro de Enoque)
O nascimento de Noé é relatado no apócrifo de Enoque e relata a história de uma estranha criança. Conta a história que Matusalém escolheu uma esposa para o seu filho Lameque e esta ficou grávida de um filho. Quando este nasceu repararam que era um bebê muito diferente dos outros e o seu pai teve medo. Ao ter medo dirigiu-se ao Matusalém para lhe contar o sucedido e disse-lhe: "Eu tive um filho estranho, diferente de qualquer homem, e a sua aparência é como a dos filhos de Deus do céu; e a sua natureza é diferente e não é como um de nós." (Enoque 106:7)
Matusalém ouvindo isto viajou para longe, ao encontro de Enoque e contou-lhe o sucedido e este ouvindo tudo lhe respondeu: "O senhor fará algo de novo na terra, porque na geração de meu pai Jared, alguns dos Anjos do Senhor transgrediram a palavra de Deus e a sua lei, e uniram-se pecaminosamente com as filhas dos homens e tiveram filhos. Estes filhos resultantes desta união foram gigantes, não de acordo com o espírito mas de acordo com a carne. Por isto, Deus destruirá a terra com um grande dilúvio e haverá grande destruição e castigo. E este filho que nasceu de teu filho será salvo, e os seus filhos com ele. E toda a humanidade restante morrerá." (Enoque 106:13-17)
Os livros de Enoque e esta história não foram aceitos pelos Judeus, porque, segundo a sua doutrina, os Anjos não se poderiam misturar com as mulheres comuns. Além disto, Matusalém não poderia ter feito qualquer menção a respeito de Noé a Enoque, pois este já não podia ser encontrada mesmo alguns anos antes do nascimento de Noé, conforme a Bíblia, no capítulo 5 do Livro de Gênesis, versículos 21 a 29.Afirma-se entretanto que a origem deste episódio, estaria na Bíblia, em uma das interpretações para os versículos 1 e 2 do capítulo 6 do livro de Gênesis.
[editar] História bíblica
Noé amaldiçoando seu neto Canaã, gravura de Gustave Doré (1832-1883).
A história de Noé encontra-se no livro de Gênesis, sendo seu nome mencionado pela primeira vez em 5:29, encerrando com sua morte, em 9:29, com 950 anos. O relato conta que Noé era descendente da linhagem de Sete, e viveu numa época em que as outras linhagens humanas (a partir dos descedentes de Caim e dos próprios parentes de Noé, provavelmente) mostraram-se corrompidas.
[editar] O Dilúvio
Ver artigo principal: Dilúvio
O livro de Gênesis diz que "E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente." (Gênesis 6:5) e decidiu eliminar a população provocando uma grande inundação. Porém, resolveu poupar a vida de Noé e de sua família, o qual era um homem justo e achou graça aos olhos do senhor (Gênesis 6:8).
Deus, então, falou com Noé, ordenando-lhe a construção de uma grande embarcação, onde ele reuniria todos os animais da Terra (do hebraico "ארץ" = Eretz. significa região) pelos 40 dias de dilúvio. Noé então reuniu um casal de cada espécie e abrigou sua família no interior da arca. A arca teria repousado nos Montes Ararat (Urartu), atual Turquia, por um período de quase 8 meses até que Deus confirmou o momento que poderiam descer da arca.
[editar] O repovoamento da Terra
A Noé e seus descendentes coube a tarefa de povoar a região. A fonte extra-bíblica de Flávio Josefo detalha em pormenores a descendência de Noé, e quais povos cada um de seus filhos e netos teria dado origem. A vida de Noé após o dilúvio, porém, é curiosamente deturpada pelo alcoolismo. Em certa altura, embebedara-se com o vinho produzido de sua própria videira de tal modo que encontrou-se nu em sua tenda. Seu filho Cam o viu e faz saber aos que estavam fora. Seus irmãos sabendo entraram na tenda de costas para cobrirem Noé sem o ver nu. Quando recobrou a consciência, Noé amaldiçoou seu filho Cã e seu neto Canaã, porém abençoando seus outros filhos, Sem e Jafé.
A história de Noé tem forte significado simbólico sobre boa parte da história de Israel, principalmente durante o período da conquista de Canaã narrada no livro de Josué. A maldição de Noé certamente foi usada pelos povos semitas (ou seja, descendentes de Sem, cujos hebreus fazem parte) como justificativa para a conquista da terra de Canaã (ocupada pelos cananeus, alegadamente descendentes de Canaã, neto amaldiçoado de Noé).
[editar] Longevidade de Noé
De acordo com o texto bíblico, Noé teria vivido 950 anos. Tinha 500 anos quando gerou a Sem, Cam e Jafé. Com a idade de 600 anos, enfrentou o dilúvio e ainda viveu mais três séculos e meio, o que significa que poderia ter falecido nos dias de Abraão, já na décima geração de seus descendentes.
Idades dos patriarcas nome ↓ idade ao ser pai ↓ idade ao morrer ↓
Adão 130 930
Sete 105 912
Enos 90 905
Cainan 70 910
Mahalalel 65 895
Jarede 162 962
Enoque 65 365
Matusalém 187 969
Lameque 182 777
Noé 500 950
Sem 100 600
Arpachade 35 438
Selá 30 433
Éber 34 464
Pelegue 30 239
Reú 32 239
Serugue 30 230
Naor 29 148
Terá 70 205
Abraão 100 175
Isaque 60 180
[editar] Descendentes de Noé
Nações bíblicas descendentes dos filhos de Noé Sem ↓ Cam ↓ Jafé ↓
Hebreus Cananeus Gregos
Caldeus Egípicios Trácios
Assírios Filisteus Citas
Persas Hititas
Sírios Amorreus
Os descendentes de Sem eram chamados semitas. Os descendentes de Cam estabeleceram-se em Canaã, no Egito e na África. Os descendentes de Jafé estabeleceram-se, em sua maioria, na Europa e Ásia Menor.
[editar] A visão Muçulmana
As 7 dispensações e aianças
AS SETE DISPENSAÇÕES E AS ALIANÇAS DE DEUS
História Bíblica Dispensacional
Apostila FAETEL 2000
AS SETE DISPENSAÇÕES
1. DISPENSAÇÃO DA INOCÊNCIA
ALIANÇA EDÊNICA
Em Gn l .28, começa a "Primeira Dispensação". Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina.
O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das conseqüências da desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberadamente, Ef l. 10; I Tm 2.14. Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julgamento e a expulsão do casal, Gn 3.24. Nesta Dispensação o homem tinha uma perfeita comunhão com Deus, pois notamos que o Senhor andava no jardim na viração do dia, Gn 3.8.0 homem foi dotado de inteligência perfeita e capacidade para poder administrar o mundo. Foi-lhe dado o direito de dar os nomes aos animais, orientado por uma intuição dos propósitos divinos a seu respeito.
O homem possuía por intuição, e não por um processo didático, uma perfeição física, mental e moral. A mulher foi feita não da cabeça do homem, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisoteada por ele; mas de seu lado, para ser amparada; e de perto do coração, para ser amada.
Em Gn l .28, temos também a primeira das oito grandes Alianças da Bíblia - A Edênica, que determina a vida e a salvação do homem.
Esta aliança tem seis elementos, onde o homem e a mulher haviam de:
1. Encher a Terra de uma nova ordem - a humana;
2. Subjugar a Terra, para o proveito humano;
3. Ter domínio sobre a criação animal;
4. Zelar do jardim;
5. Comer ervas e frutas;
6. Abster-se de comer da árvore da ciência do bem e do mal.
A penalidade pela desobediência desta última ordenação era a morte.
O Elemento Estranho
Satanás, cujo único desejo era introduzir confusão no ambiente de paz. O ardil usado foi a "Dúvida" que conseguiu introduzir na mente da mulher, por meio de insinuação muito disfarçada.
Em Gn 2.16,17: Deus disse: "... mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela mo comerás". O homem, com seu livre-arbítrio, estava sendo testado.
Verifique os passos que o homem deu para sua queda:
l°)ver;
2°) cobiçar;
3°) tomar;
4°) esconder;
5°) transmitir;
6°) morrer.
As Conseqüências da Queda do Homem
1°) Conhecimento do mal;
2°) A perda da comunhão com Deus;
3°) Separou-se de Cristo;
4°) O espírito do homem ficou em estado de morte;
5°) A perversão da natureza moral;
6°) Tornou-se escravo do pecado e de Satanás, e
7°) Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultados
funestos).
As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice:
1°) A concepção multiplicada;
2°) O aumento de dores durante a maternidade, e 3°) Sujeição ao domínio do homem.
Vedado o Caminho da Árvore da Vida, Gn 3.24.
Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam. Era preferível estarem sujeitos a morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo.
Em Gn 3.15, encontramos a Primeira Promessa do Redentor.
2. DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA, Gn 3. l
Aliança Adâmica (Não deixe de Ver este estudo Aliança)
Enquanto a Primeira Dispensação não teve uma duração muito certa, a Segunda Dispensação, de "Adão ao Dilúvio", teve uma duração de 1656 anos, ^ quando deu-se a Tentação e a queda do homem até Gn 2.
Temos visto muitas coisas boas; porém em Gn 3, a cena muda e o mal aparece. O tentador, com o aspecto de uma serpente, tenta a mulher e ela comete o pecado da desobediência, acompanhando-a Adão. Se a serpente era simplesmente influenciada pelo maligno ou se era uma positiva materialização dele, não sabemos;
não resta dúvida porém que Satanás foi a causa original da tentação, Ap 12.9; 20.2. Ao menos, é evidente que a serpente foi possuída por Satanás e chegou a ser identificada com ele e o mesmo falou por ela, Gn 3.1,4: "...Diz que a Serpente falou". \
Por que Deus fez o homem com a capacidade de pecar? Podia haver criatura moral sem capacidade de escolher? A Liberdade é um dom de Deus ao homem: liberdade de pensar, liberdade de escolher, liberdade de consciência e sendo assim, ainda usa essa liberdade para rejeitar e desobedecer a seu Deus. j
Deus não sabia que o homem haveria de pecar? Sim. E Ele previu as terríveis conseqüências disso, e também previu seu resultado final. Sofremos e tomamos a sofrer, e indagamos sem atinarmos porque Deus fez o mundo assim, um dia, porém, depois tudo tiver chegado à plena realização, nosso sofrimento acabará } e todos enigmas se deslizarão,
E assim, desobedecendo, pecaram e trocaram sua inocência por uma consciência acusadora; sua ignorância por um conhecimento do bem que tinham desprezado e do mal que não podiam remediar. Tinham agora seus olhos abertos para descobrir o que teria sido mais feliz ignorar; e, impelidos por um sentimento de vergonha, trabalharam (inutilmente) para cobrir a sua nudez.
Notamos que Adão e Eva podiam estar tranqüilos com os aventais de folhas que fizeram, enquanto lhes parecia que Deus estava longe. Mas, em vindo o Senhor, logo se esconderam, sentindo-se, aos olhos divinos, descobertos e envergonhados.
Temos no pecado de Eva, os seguintes resultados:
a) A Concupiscência do Comer: "...boa para comer";
b) A Concupiscência dos Olhos: "...agradável aos olhos", e
c) A Soberba da Vida: "...desejável para entendimento ".
Notamos que a primeira conseqüência do pecado foi a vergonha que eles tiveram, ao encontrar-se com Deus, ao ponto de "fazerem aventais", Gn 3.7. O Todo Poderoso então fez túnicas de pele de animal, para vesti-los, Gn 3.21.
Aliança Adâmica
A Aliança Adâmica determina a vida do homem decaído, e marca condições que prevalecerão até a época do reino eterno.
"A própria criatura será liberada do cativeiro da correção para a Uberdade da glória dos filhos de Deus '\ Rm 8.21.
Os Elementos da Aliança Adâmica, são os seguintes:
1°)A Serpente, instrumento de Satanás, amaldiçoada;
2°) A primeira promessa de um redentor, Gn 3.15;
3°) A condição da Mulher mudada em três sentidos, Gn 3.16: concepção multiplicada; maternidade ligada com sofrimento; sujeição ao homem, Gn 1.26,27.
4°) A Terra Amaldiçoada por causa do homem, Gn 3.17;
5°) O inevitável cansaço da vida, Gn 3.17;
6°) O leve trabalho do Éden, Gn 2.15; mudado para o serviço laborioso, Gn 3.18,19,e
7°) A morte física, Gn 3.19; Rm 5.12,2; para a Morte Espiritual.
"Deus dá uma demonstração que sua atitude para com o Homem é sempre com o intuito de fazê-lo compreender sua pequenez e dependência, mas jamais deixa de prover".
Aqui, duas Ofertas Diferentes:
1a) Abel oferece sangue. Ele mostrou penitência e desejo de aproximar-se de Deus. O sacrifício foi feito pela Fé nos atributos que ele via em Deus, I Jo 3.12. Devemos observar que havia uma grande diferença na conduta de Caim e Abel, que era um homem de fé e obediente ao Senhor, Gn 4.4; Hb 11.4 e Caim, ofereceu dos frutos do campo que cultivava, demonstrando um espírito de alta confiança, onde temos uma "Oferta Sem Fé", movida pela rebelião e pelo desprezo ao Redentor. Deus recebe a oferta de Abel e Caim revolta-se e mata seu irmão:
"É bom notar que a "primeira contenda" entre irmãos resultou em ódio, separação e morte ".
2a) Caim. Foi o primeiro a construir cidades e o primeiro a glorificar o nome do homem, Gn 4.17. Edificou uma cidade e pôs o nome de seu filho, Enoque.
Sua Linhagem Ímpia:
Lameque, Gn 4.19. Foi o "primeiro polígamo", isto é, possuiu mais de uma mulher, Gn 4.23,24. Brigou com um rapaz, saiu ferido e o matou.
Jabal, um dos filhos de Lameque. Distingue-se como o "primeiro homem a ocupar-se da pecuária e a adotar uma vida nômade", habitando em tendas. Talvez em desafio ao mandamento.
Jubal, outro filho de Lameque. Foi o "Inventor de Instrumentos Musicais". A música é do Senhor e haverá maravilhosa harmonia no Céu.
Tubal-Caim era "fabricante de Artefatos de Ferro e Cobre". Possivelmente, foi o primeiro homem a forjar armas bélicas^ Por causa desses materiais, Gn 6.13, é "pois a terra está cheia de violência dos homens". Isso indica a orgia de crimes, homicídios e obras iníquas.
Esses homens: Jabal, Jubal e Tubal-Caim eram ímpios, Gn 4.26.
Depreendemos de Gn 4.25, que o assassinato de Abel teve lugar pouco antes do nascimento de Sete, isto é, uns 130 anos depois da criação do homem. Por isso não devemos pensar que Abel e Caim fossem os únicos filhos de Adão e Eva. Em Gênesis 3.20, lemos: Eva, mãe de todos os viventes; e Gn 5.4, registra que Adão e Eva tiveram filhos e filhas. A tradição diz que foram 33 filhos e 27 filhas. Esses naturalmente tiveram descendências. Por isso quando Abel morreu, provavelmente havia muito mais gente no mundo do que se pensa. Deus coloca um sinal em Caim, Gn 4.15. Na V.B. lê-se: "Jeová deu um Sinal a Caim'9. Não devemos entender que ele fosse marcado, mas que Deus, de alguma maneira, assinalou a pretensão divina.
Uma pergunta freqüente é esta: "Com quem casou Caim? ". A resposta, por uma suposição, é esta: com uma irmã dele.
Você talvez vai ignorar este casamento, mas não deve esquecer que a proibição de casamento com parente próximo, veio só 2.500 anos depois, Lv 18.6. Sabemos que "tais uniões", ilícitas para os Israelitas, eram praticadas por outros povos, Lv 18.24. Não podemos continuar nesta história, pois é muito longa.
Ao chegarmos a Terceira Dispensação é necessário que conheçamos:
A Genealogia de Adão a Noé e suas idades relacionadas: Adão, 930 anos; Sete, 912 anos; Enos, 905 anos; Cainã, 910 anos; Maalelel, 895 anos; Jerede, 962 anos;
Enoque, 365 anos; Metusalém, 969 anos; Lameque, 777 anos; Noé, 950 anos.
Temos aí uma influência do pecado na raça humana. O homem perdendo vida, saúde e alegria; e hoje o salmista afirma: "que os nossos dias são de 70 anos e se alguns chegarão aos 80 anos pela sua robustez". SI 90.9,10.
No começo da Dispensarão, colocamos sua duração de 1656 anos. Vamos dividi-la: Adão viveu 930 anos e Noé, 950 anos; entre a morte de Adão e o nascimento de Noé, temos 126 anos. Do Dilúvio a Abraão, 427 anos e Noé viveu 600 anos antes do castigo divino e 350 anos após.
No final da Dispensação da Consciência, os homens estavam em um estado de iniqüidade desenfreada, soltando as rédeas às práticas carnais, isto com exemplos vividos pela geração passada, resultando em costumes e corrupção do povo antediluviano. O seu cálice de iniqüidade encheu-se; porém o Justo Noé, passou a avisar seus compatriotas do que poderia acontecer. Foram 720 anos de pregação. Então o Senhor disse: "Arrependo-me de ter feito o homem na terra e isso pesou no coração". Disse o Senhor: "Farei desaparecer da face da terra o homem que criei", Gn 6.6,7. Um período longo de 1656 anos onde a raça humana havia aumentado muito e o Senhor destruiu com o Dilúvio, o qual durou l ano e 10 dias. Noé entra na arca no dia 17 do segundo mês, quando tinha 600 Anos, e continuou até o dia 27 do segundo mês, no ano seguinte, Gn 7.11; SI 1.22.
O que significa a Arca ? Era uma simples e clara figura de Cristo, e um meio de salvação pelo qual uma geração passou pelas águas da morte, e saiu salva do juízo divino. Os refugiados na arca escaparam da sorte dos ímpios. Assim Cristo. nos salva, por sua morte e ressurreição, se somos achados mortos nele. Para quem está nele não há condenação, Rm 8.1.
Noé não esperou o pronunciamento de um juízo. O que ele queria é que sua família fosse salva por meio da arca, não importando com quem não cria em sua pregação. Seu dever foi cumprido.
O incidente do Dilúvio é, sem dúvida, o exemplo clássico de Juízo Divino e, por isso, deve ser aceito como o tipo e ensino do Espírito Santo sobre o assunto. Lemos que juízo é uma obra estranha de Deus, Is 28.21. Significa que é diferente de falar que Deus é amor, paz, alegria, prazer e misericordioso.
O juízo tem cinco aspectos diferentes:
1°) É para a Glória de Deus;
2°) É para Instruir as Nações, Is 26.9;
3°) É para Purificar, Gn 15.16;
4°) É, conseqüentemente, uma Libertação do Mal, e
5°) É Profético, Lei 7.26,27.
O desfecho da Dispensação da Consciência não significa que Deus deixou de usar a consciência como um meio de falar ao homem. A consciência é conhecida como "a voz. de Deus dentro da alma ". Noé e sua família haviam presenciado tanto o bem como o mal e eram responsáveis, junto com a sua posteridade, pela obediência à voz da consciência e a escolher o bem. O Dilúvio marcou o término de um período de Intervenção Divina, na história do homem e um novo começo com Noé e seus filhos.
O aluno deve localizar esta Dispensação da Consciência no mapa das Dispensações.
Questionário das Dispensações: Inocência e Consciência
1) Qual a função de uma aliança durante uma Dispensação?
2) Em que sentido o homem morreu, quando pecou?
3) Por que foi rejeitada a oferta de Caim?
4) Qual foi a promessa que a Aliança Adâmica trouxe para a humanidade?
5) Quem construiu a primeira cidade?
6) De quem o homem se tornou escravo?
7) Qual foi o primeiro resultado da queda do homem?
8) Quem foi o primeiro polígamo?
9) Mencionar dois nomes da linhagem ímpia.
10) Qual a duração da Dispensação da consciência?
11) Como se define uma Dispensação?
3. DISPENSAÇÃO DO GOVERNO HUMANO, Gn 8 15 11.19.
ALIANÇA NOÉTICA
Esta Dispensação durou 427 anos, desde o tempo do Dilúvio até a Dispersão do homem sobre a superfície da Terra, Gn 10.35; 11. l O-19.
O homem fracassou inteiramente e o julgamento do Dilúvio marca o fim da Segunda Dispensação e o começo da Terceira. A declaração da aliança com Noé sujeita a humanidade a uma prova: "o homem é essencialmente responsável pelo governo do mundo, de acordo com a vontade de Deus". Essa responsabilidade pesou sobre os judeus e gentios, até que o fracasso de Israel sobre a Aliança da Palestina, Dt 28-30.1-10, resultou no julgamento dos cativos quando começaram "os tempos dos gentios", Lc 21.24. O governo do mundo passou definitivamente para os gentios, Dn 2.3 6-45; At 15.14-17, e Israel, como os Gentios, tem governado para si e não para Deus.
Neste trecho de Noé e seus descendentes, contém alguns pontos que pedem a nossa atenção: a bênção e a promessa de Deus', o pacto que fez com Noé e com toda a alma vivente. O arco-íris, Gn 9.12,17. Alguns pensam que antes do Dilúvio, nunca houve chuva, Gn 2.6. Ezequiel teve uma visão, Ez l .28: "Como o aspecto do arco que aparece no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava".
Em Gn 9.21, lemos sobre a embriaguez, de Noé que nos faz ver que até um homem ricamente abençoado por Deus pode ser vencido por pecados carnais.
De passagem, notamos o procedimento correio de Sem e Jafé, que em tempos remotos tiveram um sentimento moral tão desenvolvido como o dos mais ilustrados de hoje.
Notamos também, como a maldição caiu sobre Canaã, o filho mais moço de Cão, e não sobre seu pai, e desde então os Cananitas foram adversários do povo de Deus, até serem totalmente extintos da Terra, Is 17.18.
Se a Bíblia não tivesse registrado: a embriaguez de Noé; o adultério de Davi e a mentira de Pedro, estaríamos imaginando que os homens piedosos do passado eram diferentes de nós mesmos, pois temos tido nossos lapsos na senda da retidão. Verificamos que tal falha não nos autoriza cairmos no mesmo delito, porque deles já temos a história e o aviso: "Olha, Não Caia)>.
Quatro Raças originaram-se dos quatro filhos de Cão. Essas por sua vez subdividiram depois, povoaram as terras da África, da Arábia Oriental, da Costa Oriental do Mar Mediterrâneo e do grande Vale dos rios Tigre e Eufrates.
Descendentes de Noé:
a) Jafé: zona Norte das nações e as proximidades dos mares Negro e Cáspio: as raças caucásicas da Europa e Ásia.
b) Cão: zona Sul das nações, a Arábia Meridional e Central, o Egito, a costa oriental do Mediterrâneo e a costa oriental da África. (Canaã, filho de Cão).
c)Sem: zona central das nações. Os semitas incluíam os judeus, assírios e sírios, na parte Norte do vale do Eufrates. A Aliança com Noé, Gn 9.1-17:
1) Confirmação de que o homem seria relacionado à terra, conforme a Aliança Adâmica,Gn8.21;
2) Confirmação da ordem da natureza, Gn 8.22;
3) Estabelecimento do governo humano, Gn 9. l -6;
4) Garantia de que a Terra não sofreria outro Dilúvio, Gn 8.21; 9.11;
5) Declaração profética de que procederia de Cão uma posteridade inferior e serviçal, Gn9.24.25;
6) Declaração profética de que haveria uma relação especial entre Jeová e Sem, Gn9.26.27, e
7) Declaração profética de que de JAFÉ procederiam as "raças dilatadas ", Gn 9.27. Os governos, as ciências e as artes têm provido, geralmente, de descendentes de Jafé; assim a História tem confirmado o exato cumprimento dessas declarações.
A Torre de Babel, Gn 11
Neste capítulo do Gênesis encontramos o começo da confederação e do engrandecimento humano. E Deus desaprovou essa confederação: impediu o projeto de se fazer uma alta torre que tocasse no "céu". É interessante confrontar com este começo o desenvolvimento de confederações humanas de hoje e a multiplicação de nomes partidários.
A Descendência de Sem.
Vemos que a posteridade abençoada por Deus nem sempre seguiu pela linha do primogênito. Arpachade era o terceiro filho de Sem, Gn 10.22, e não o primeiro.
Em Gn 5, vemos que as idades dos patriarcas vão quase sempre diminuindo. Porventura seria licito entender que os anos eram, no princípio, mais curtos do que atualmente7 Somente assim poderemos compreender o caso de um homem esperar uns 100 anos antes de nascer-lhe um filho.
A Chamada de Abraão, Gn 12.
A chamada de Abraão e as promessas que Deus lhe fez.
Podemos estudar neste capítulo:
a) A escolha divina. Deus escolheu Abraão e isto importa conhecimento, aprovação, confiança, preparação para o fim destinado;
b) O plano de (mediante o escolhido de Deus) abençoar muitos povos;
c) A proteção divina - "amaldiçoarei os que te amaldiçoarem ";
d) A chamada divina - uma chamada positiva, individual, imperativa;
e) A Revelação Divina - "apareceu o Senhor a Abraão ";
f) A Promessa Divina - "à tua descendência darei esta terra".
A chamada é descrita em At 7.2,3, a resposta, em Hb 11.8.
Abraão desce ao Egito, Gn 12.10.
Isto nos parece um desvio da senda da fé, pois aí Abraão perde a sua confiança na proteção de Deus e pretende valer-se de um subterfúgio para evitar o ciúme do rei da terra. Contudo, Deus o protegeu sem que ele esperasse.
Sete coisas neste desvio de Abraão, notemos:
1) Agiu sem consultar a Deus, Gn 12.10;
2) Escolheu seu destino, confiando na própria inteligência, Gn 12.10;
3) Valeu-se da duplicidade, para conseguir seu propósito, Gn 12.13;
4) Perdeu de vista a perspectiva e o plano de sua vida, Gn 12.2,12;
5) Sua astúcia parecia alcançar bom êxito, Gn 12.14,15;
6) Achou-se mais tarde enlaçado na trama que ele mesmo fizera, Gn 12.18,
7) Foi censurado por um rei pagão, e mandado para sua própria terra, Gn 12.18-20.
4. A QUARTA DISPENSAÇÃO, Gn 12.1-Êx 18 27.
ALIANÇA ABRAÃMICA
Começa aqui a História da Redenção. Dela surge uma idéia vaga pelo tempo, Gn 3.15. Agora, 1963 anos após a criação e a queda do homem, ou seja 427 anos após o Dilúvio, num mundo que desenfreadamente aderiu-se a idolatria e a maldade. Foi aí que houve por objetivo a recuperação e a redenção do gênero humano.
A duração desta Dispensação foi de 430 anos, considerada a Dispensação da Promessa, que terminou quando Israel tão facilmente aceitou a Lei, Êx 19.8. A Graça tinha oferecido um Libertador (Moisés), um sacrifício para o culpado, e, por divino poder, libertado Israel da escravidão, Êx 19.17, mas no final trocaram a Graça pela Lei.
Separação Para Deus
Agora Abraão volta do Egito e vira o rosto para a Terra Prometida. Sua vida de peregrinação é caracterizada por Três Coisas: a Tenda; o Altar e o Poço. Nada lemos sobre altar no Egito.
As riquezas que Abraão e Ló acumularam no Egito, foram a causa de contenda e separação', porém Abraão tinha uma confiança em seu Deus. Por isso, deixou que Ló escolhesse primeiro para onde iria. A confiança na proteção Divina faz. com que o homem fique desprovido de qualquer dúvida.
Em Gn 14, é mencionado pela primeira vez. o termo Reis. Dois reis encontram- se com Abraão em sua volta vitoriosa: o de Sodoma e Melquisedeque (Tudo que sabemos que está neste capítulo, no SI 110 e Hb 5,6 e 7). Ele é também o primeiro Sacerdote mencionado na Bíblia: um Sacerdote Real e por isso uma figura do Senhor Jesus Cristo. Também aqui pela primeira vez, lemos sobre "O Deus Altíssimo ".
Depois da divina bênção, pronunciada por Melquisedeque, vem a tentação material por parte do rei de Sodoma.
Há um ditado, que diz: "Cada homem tem seu preço", porém um homem como Abraão não pode ser comprado por um rei mundano, como este de Sodoma.
E na volta de Abraão da matança dos reis que a misteriosa figura de Melquisedeque aparece. Ele vem ter com Abraão, traz-lhe p ao, vinho e o abençoa;
Abraão dá-lhe o dízimo de tudo.
Tanto se fala deste incidente no NT, que devemos estudá-lo.
Vamos notar os seguintes pontos, como seguem:
1) Por ser ele o Primeiro Sacerdote mencionado na Bíblia, tem sido escolhido pelo Espírito Santo como tipo de Cristo, um Sacerdote maior que Aarão;
2) Ele era Rei e também Sacerdote. Rei de Salém (da paz) e seu nome significa "Rei da Justiçai Cl 6.12,13; Hb 7.2;
3) Assim, no SI 110.4 está escrito de Cristo: "Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque ";
4) Não há alguma menção de seu pai ou de sua mãe, do seu nascimento ou morte; por isso é tomado em Hb 7.3, como um tipo de Cristo: O Sacerdote Eterno.
Para estudar o assunto mais detalhadamente, é preciso ler com cuidado Hb 5.7.
Promessa de uma Posteridade
Em Gn 15.6 , pela primeira vez, a Fé é mencionada, e lemos "E creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça"; cf. Rm 4.3; Tg 2.23.
Abraão nasceu quando seu pai Terá tinha 26 anos, Gn 11.25. Abraão tinha 75 anos quando foi convidado por Deus a deixar sua parentela e partir para uma terra desconhecida (Canaã). Contava com 80 anos quando encontrou-se com Melquisedeque e foi abençoado por ele. Tinha 86 anos quando nasceu Ismael, fruto de uma fragilidade em sua vida. Persuadido pela esposa, lança mão de outro meio, sugerido pela sua desconfiança quanto a conseguir as promessas de Deus. Toma a serva egípcia de sua mulher e por ela tem seu filho Ismael. Depois desse incidente sua fé foi provada mais 13 anos.
Em Gn 17, seu nome foi mudado.
Um quadro interessante foi as três vezes que Deus apareceu a Abraão:
1a) u Apareceu o Senhor a Abraão, e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera '\ Gn 12.7;
2a) "Quando atingiu Abraão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso: anda na minha presença e sê perfeito", Gn 17.1,
3a) "Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia", Gn 18.1.
Abraão tinha 90 anos quando Sodoma foi destruída. Contava com 100 anos quando nasceu Isaque e tinha 137 anos quando Sara morreu. Em seguida, casou-se com Quetura, com quem teve seis filhos; morre com 175 anos de idade.
Em Gn 18, deparamos com o aparecimento de três visitantes celestiais que falaram com Abraão com aparência de seres humanos: "três varões e dos três um era o Senhor", Gn 18.1-3; Mc 16.5; Jo 5.13. Um acontecimento interessante é quando dois anjos seguem para Sodoma, e Abraão começa a fazer sua célebre intercessão ao terceiro. Esta é a primeira grande oração intercessória registrada na Bíblia.
Verificamos como a oração de um justo pode mudar os rumos das coisas:
1) A base da oração é dupla: Primeiro, o reconhecimento de Deus e da liberdade que tinha para falar com Ele. Segundo, o concerto de Deus, Gn 17.19. Abraão tinha sido chamado por Deus a fim de interessar-se por Ele e seus propósitos, referentes ao mundo, e por isso sente liberdade em falar-lhe.
2) Características da oração de Abraão:
Discriminação, Gn 18.24,25, entre os justos e os ímpios, e o interesse pêlos dois grupos;
Confiança na justiça de Deus, Gn 18.23,25; na Graça de Deus, Gn 18.24, e no Poder de Deus, Gn 18.25;
Precisão, Gn 18.28-32. Lembremo-nos que petições em termos gerais não terão respostas precisas;
Importunidade. Seis vezes Abraão pede que Sodoma seja poupada e cada vez reforça seu pedido;
Humildade, Gn 19.27. Ele jamais se esquece de que fala com Deus;
3)0 êxito da oração de Abraão. Não obteve tudo o que desejava, mas alcançou tudo o que Sodoma tomou possível, (leia Jr 5. l.)
Salvação de Ló e a Destruição de Sodoma
Notamos que os varões, em Gn 18.2, são anjos. Em Gn 19.1, Ló parece ser tão hospitaleiro quanto Abraão.
Veja algumas considerações sobre o nosso amigo Ló:
a) Parece ser o tipo do "meio-crente"'. convencido mas não convertido:
b) Uma pessoa costuma ser contenciosa;
c) Resultado: uma inutilidade ou uma catástrofe. SODOMA: figura o mundo e sua sensualidade;
EGITO: simboliza o mundo e sua comunidade (Êx 16.3);
BABILÔNIA: simboliza o mundo e sua grandeza (Js 7.21).
A história de Ló ensina que embora o cristão mundano possa conseguir para si a salvação, pode contudo perder a família, filhos e filhas, pois, criados no meio da devassidão, podem ser corrompidos. A mulher que olha saudosa para a vaidade do mundo, em pouco tempo não poderá mais trilhar a senda da salvação. "A não observância da Palavra de Deus pode ser funesta para a nossa vida espiritual".
Isaque nasce - Ismael é despedido
Afinal, nasce Isaque, depois de muitos anos de fé alternada com incredulidade da parte de seus pais, Abraão e Sara. Em Gl 4, o apóstolo encontra um sentido simbólico em cada um dos dois filhos. Na alegoria que Paulo percebe na história de ambos, Hagar representa o monte Sinai e tudo que a lei pode produzir, enquanto que Isaque é o fruto da fé, e mostra o que Deus faz para o crente.
Vemos que Ismael, o filho "nascido segundo a carne ", Gl 4.29, persegue o filho da promessa, e é despedido, porque não pode herdar com este. Os que são das obras da Lei, Gl 3.10, não herdarão as promessas dadas a Abraão, mas sim aqueles que têm fé em Cristo, Gl 3.12-14. Uma religião carnal é sempre inimiga da religião espiritual.
O altar sobre o monte
Este incidente é talvez o mais misterioso e sublime na história de Abraão. Somente após longos anos de preparo espiritual poderia Deus submetê-lo a tal provação de sua fé, com a certeza de que havia de sair triunfante. Era sem dúvida um experiência penosa à vista do mundo cruel. Mas o resultado final havia de ser um notável engrandecimento da vida espiritual de Abraão, e o conhecimento, mediante a sua própria experiência, de verdades bem importantes.
Notemos, os seguintes pontos:
1°) Certeza da Palavra Divina. Para agirmos em algum sentido contrário ao sentimento natural, ao procedimento comum, aquilo que nossas convicções e as dos vizinhos aprovam, precisamos ter uma palavra de Deus mui positiva, que não admita dúvidas;
2°) Falta de Explicação. O mandado divino não trouxe consigo um porquê";
contudo, havia um raio de luz nas palavras "a quem amas", revelando que Deus não estava esquecido da forte afeição natural de Abraão para com Isaque;
3°) A Completa Confiança de Abraão. Isto nos faz pensar nas palavras de Jó:
"Ainda que me mate, nele esperarei",Jó 13.15. A explicação dada em Hb 11.18, é que Abraão "considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar (a Isaque)";
4°) O Conhecimento de Deus. Fruto de longos anos de experiência da divina proteção e bondade, progrediu até que, afinal, Abraão podia obedecer a Deus cegamente;
5°) A Submissão de Isaque a Vontade do Pai. Um belo tipo da obediência de Cristo até a morte;
6°) A Palavra Profética De Abraão. Disse Abraão: "Deus proverá para si o cordeiro ". Também havia um sentido profético no nome que Abraão deu ao lugar: Jeová-Jireh: "ü Senhor proverá". Em Jo 8.56, permite pensar que ele tinha alguma vaga previsão do "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo";
7°) A Lição da Substituição. O carneiro "travado pelas suas pontas num mato ", y j veio a ser o substituto do moço; e quantos seres humanos desde o tempo de p;
Isaque têm dado graças a Deus por Ele ter "fornecido um substituto " \
8°) A maneira maravilhosa como Deus operou em Abraão, uma semelhança a si ^ mesmo. Num dia futuro Deus havia de ceder seu Filho, em sacrifício pelo pecado, Mas então não haveria outro cordeiro para tomar o lugar dele: "Nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes o entregou por todos nós", Rm 8.32.
A obediência de Abraão era agradável aos olhos de Deus; por isso o mandamento foi dado. A morte de Isaque não teria sido agradável a Deus, visto que o ato da matança foi impedido". ^No Monte do Senhor se Proverá".
Os três significados dos nomes desta História
Abraão lembrou-se de que já era tempo de o filho contrair matrimônio. Ele marcou duas condições: a noiva havia de ser da mesma parentela, e Isaque não havia de sair da Terra Prometida em procura de esposa. Felizmente, Abraão tinha um empregado fiel e competente para tratar desse negócio.
Abraão receava que Isaque se casasse com uma moça de Canaã, ou voltasse para a terra de onde tinha sido chamado. Ainda hoje, às vezes, os pais sabem melhor do que os próprios moços que tipo de casamento será bom para seus filhos. Entre os chineses são os pais que escolhem as noivas para seus filhos, e parece que todos acham essa maneira mais proveitosa.
Notemos, em relação ao empregado Eliézer, Gn 15.2, os seguintes pontos:
1. Era um homem de idade e pessoa de confiança. É bem possível que Abraão não tivesse outro a quem pudesse confiar uma tarefa tão delicada;
2. Era um homem prevenido. Levou consigo tudo o que era necessário para o bom êxito de sua missão;
3. Era um homem cauteloso. Pediu um sinal, uma coisa que nem sempre é preciso, e que o Deus misericordioso às vezes fornece;
4. Era um homem piedoso. Orou a Deus pelo serviço que havia de fazer;
5. Era um homem eloqüente. Quando precisava falar do seu Senhor;
6. Era um homem pontual. E não quis perder tempo, Gn 25.54.
Eliézer é o servo Modelo'.
1. Não vai sem ser mandado, Gn 24.2-9;
2. Vai para onde o mandam, Gn 24.4,10;
3. Não se preocupa com outra coisa;
4. Ora e dá graças, Gn 24.12,14,26,27;
5. É sábio para persuadir, Gn 24.17,18,21;
6. Fala, não de si, mas das riquezas do amo, e da herança do filho, Gn 22.34-36;
At l.8;7. Apresenta o caso sem equívoco e requer uma decisão positiva, Gn 24.49.
Eliézer enfeita a noiva com as jóias da casa paterna, mesmo antes dela iniciar a viagem. O Espírito Santo procura enfeitar a Igreja com as lindas regalias da casa do Pai, antes dela ser arrebatada, Gn 24.53.
Isaque saiu a orar (meditar sobre o falecimento de sua mãe no campo), Gn 24.63;
talvez por falta de sossego necessário na tenda, ali mesmo levanta os olhos e vê chegando Eliézer vindo de regresso.
Na oração solitária podemos ver coisas maravilhosas.
Vamos agora considerar Rebeca:
1. Era formosa, Gn 24.16;
2. Trabalhadeira, Gn 24.19;
3. Hospitaleira, corajosa, decidida, Gn 24.58,
4. Modesta.Gn24.65.
Significado dos Nomes:
1. Isaque (hb - riso) representa Cristo.
2. Rebeca (hb - corda com laço) representa a Igreja.
3. Eliézer (hb - meu Deus é auxílio) representa o Espírito Santo.
Caro Aluno, aqui citarei alguns personagens da História e que fazem parte desta Dispensação: Esaú e Jacó; Jacó e seu Tio Labão e José do Egito.
QUESTIONÁRIO: TERCEIRA E QUARTA DISPENSAÇÃO
1) Por quanto tempo durou a Dispensação do governo humano?
2) Com quantos anos morreu Abraão?
3) O que significa Sodoma?
4) Qual o significado do nome Isaque?
5) Com quantos anos Abraão estava quando nasceu Isaque?
6) O que simboliza o Egito?
7) Quantos filhos Abraão teve com Quetura?
8) Com quantos anos morreu Sara?
9) Qual o significado representativo de Rebeca?
10) Quanto tempo durou a Dispensação Patriarcal?
11) Qual foi a duração da Dispensação do Governo Humano?
5. A QUINTA DISPENSAÇÃO
ALIANÇA MOSAICA
A Dispensação da Lei teve uma duração de 1.430 anos: do "Êxodo do Egito" até a "Crucificação de Cristo".
Para estudarmos este livro, onde começa a Quinta Dispensação, vamos verificar de!, importantes revelações de Deus, a saber:
1) O "Eu Sou ", na sarça ardente - Um Deus que mantém aliança;
2) As pragas - Um Deus de punição;
3) A Páscoa - Um Deus de redenção;
4) A travessia do Mar Vermelho - Um Deus de poder;
5) A jornada até o Sinai - Um Deus de provisão;
6) A Lei - Um Deus de santidade;
7) Tabernáculo, sacerdote, ofertas - Um Deus de comunhão;
8) A punição devida do bezerro de ouro - Um Deus de disciplina;
9) A Renovação da Aliança - Um Deus de graça;
10) A vinda da glória - Um Deus de glória.
"Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e verdade vieram por Jesus Cristo '\ Jo l. 17.
É bom lembrar que esta Dispensação pode ser chamada de Dispensarão dos Israelitas.
Devemos lembrar que o cenário histórico data de 1440 a.C. aproximadamente. Sabemos que a data do Êxodo foi por volta de 1445 a.C. Além desta outra data, também é defendida pêlos estudiosos do AT, a de 1290 a.C. O tema do livro:
"Redenção e organização de Israel como povo da Aliança".
Em Gn 19.3 começa a Quinta Dispensação, quando a Lei foi colocada em ênfase dos princípios de Deus.
Israel chega ao monte Sinai depois de 3 meses de uma longa viagem.
Neste momento. Deus chama-o a um Concerto mais sério, e passa-lhe uma no vá lição:
1. Mediante ao mandamento aprendeu a Santidade de Deus;
2. Mediante ao seu próprio erro, aprendeu a sua fraqueza pecaminosa;
3. Mediante a provisão do sacerdócio e do sacrifício, aprendeu a Bondade de Deus.
Em Gl 3.6-25, aprendemos a relação da Lei para com a Aliança Abraãmica:
1. A Lei não pode anular esta aliança;
2. Foi "acrescentada " para convencer do pecado;
3. Servia de pedagoga até a vinda de Cristo;
4. Era uma disciplina preparatória "até que viesse a semente ". A trajetória de Israel no deserto e em Canaã é uma longa história de violação da Lei. A prova terminou no julgamento dos cativeiros, mas a Dispensação propriamente dita só terminou na Cruz. Podemos considerar:
1) O estado do homem no começo da jornada, Êx 19.1-3;
2) Sua responsabilidade, Êx 19.5,6; Rm 10.5;
3) Seu fracasso, II Rs 17.7-17; At2.22.23,
4) O julgamento, II Rs 17.1-6,20; 25.1-11; Lc 21.20-24.
Notemos neste capítulo o cuidado que Deus tem de desenvolver em Israel uma compreensão de sua santidade. No Egito tinham se acostumado com as imundas divindades do paganismo, e agora precisam aprender que Jeová é um Deus santíssimo e temível.
A Lei foi dada de três maneiras:
1°) Verbalmente, Êx 20.1-17. Isto era lei pura, sem nenhuma provisão de sacerdócio ou sacrifício, e foi acompanhada das "Ordenanças", Ex 21.1-23.13, relativas às relações de hebreus com hebreus; a isto foram acrescentadas, Ex 23.14- 49, direções diferentes às três festas anuais, Êx 23.30-33, e inscrições sobre a conquista de Canaã. Estas palavras Moisés comunicou ao povo, Êx 24.3-8. Imediatamente, na pessoa dos seus anciões, foram admitidos na presença de Deus, ÊX24.9-11.
2°) Moisés foi então chamado ao monte para receber as tábuas de pedra, Êx 24.12-18. A história então se divide. Moisés no monte recebe instruções referentes ao Tabernáculo, ao sacerdócio e aos sacrifícios, Êx 25-31. No entanto, o povo, Êx 32, chefiado por Aarão, transgride o primeiro mandamento. Moisés, voltando, quebra as tábuas escritas pelo dedo de Deus, Êx 31.18; 32.16-19.
3°) As segundas tábuas são feitas e a Lei escrita novamente (por Moisés?) na presença de Jeová, Êx 34.1,28,29.
Os Dez Mandamentos
A Aliança Mosaica foi dada a Israel com três divisões, cada uma ligada às outras, e, conjuntamente, formando a Aliança Mosaica.
Os Dez Mandamentos, expressão da vontade de Deus para seu povo, Ex 20.1- 26; Os Juízos, governo da vida social de Israel, Êx21.1 - 24.11; e as Ordenanças, governando a vida religiosa de Israel, Êx 24.12 - 31.18. Estes três elementos formam a "LEI" como essa palavra se emprega no NT, Mt 5.17,18. Os Mandamentos e Ordenanças formam um só sistema religioso.
Os mandamentos foram um "Ministério de Condenação) e de "Morte)), II Co 3.7-9.
Os Dez Mandamentos são:
1) Não terás outros deuses diante de mim;
2) Não farás para ti imagem de escultura;
3) Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;
4) Lembra-te do dia de sábado para o santificar;
5) Honra a teu pai e a tua mãe;
6) Não matarás;
7) Não adulterarás;
8) Não furtarás;
9) Não dirás falso testemunho;
10) Não cobiçarás.
TABERNÁCULO
Passaremos à história do Tabernáculo, considerado a grande Tipologia do Plano da Salvação, uma ordenança de Deus a Moisés para proteção e orientação do povo de Deus.
Vejamos alguns significados:
1. Tenda provisória onde Deus falava ao seu povo, Êx 33.3-10;
2. Construção portátil em forma de tenda, Êx 25.8,9;
3. Recebeu o nome de habitação, Êx 25.9;
4. Onde estava depositada a tábua da lei;
5. O tabernáculo do testemunho;
6. Denominado casa do Senhor, Êx 34.26;
7. Sua planta foi dada pelo Senhor a Moisés, Êx 25.22.
Verifique Sua Planta:
PERDÃO
Pelo sacrifício do sangue
PURIFICAÇÃO
Pela limpeza
PODER DE DEUS
Pela participação, percepção e oração
PRESENÇA DE DEUS
Pelo Sangue aspergido e Obediência
Nota:
1. O Tabernáculo simboliza: Israel aproximando-se de Deus;
2. Tipificou a obra redentora de Cristo para trazer os pecadores a Deus.
6. A SEXTA DISPENSAÇÃO
A Nova Aliança, A AliANÇA DA GRAÇA
Chamada Dispensação Eclesiástica.
A palavra-chave é: Graça. Sua duração começa com a crucificação de Cristo até a sua segunda vinda, tempo determinado pelo Senhor: "Aquele dia e hora ninguém sabe, unicamente meu pai que está nos céus". Hoje, já contamos com quase 2000 anos em que o véu do Templo foi rasgado e esta Dispensação findará com o toque da trombeta, quando acontecerá a segunda etapa da vinda de Cristo convocando os fiéis ao Arrebatamento.
Na Dispensação da Graça, Deus fez uma aliança com o homem, uma aliança superior às outras, ou seja, o próprio Filho enviado por Deus à humanidade:
1°. Mt 19.28
2°. Hb 2.7 3°. Lc 2.27 4°. Mt 13.55-57 5°. Lc 4.2-8 6°. Is 53.1-6 7°. G13.13
A Nova Aliança
Tal qual Moisés foi mediador da aliança mosaica, assim Cristo é o Mediador da Nova Aliança, Hb 8.6; 9.15; 12.24. Com o aparecimento de Cristo, a Antiga Aliança terminou, como Paulo afirma em Rm 10.4; Gl 3.19. Novamente apareceu Ele celebrando a Ceia com os discípulos, conforme registra Lc 22.20 e I Co 11.25. "Ele disse: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue", Mc 14.24.
A Graça não dispensa ordenação pois há l .050 mandamentos no NT; mas, ao contrário da Lei, ela dá poder ao homem para cumpri-los. A palavra Graça aparece 166 vezes na Bíblia e tem um valor inestimável.
Verifique 10 citações da palavra Graça, com referências: Ef 2.8,9; At. 4.33;
18.27; Tt3.7;Rm5.20; 15.15; I Co 15.10; Gl 1.15; Cl 3.16; IITm2.1.
Verificamos três aspectos da revelação de Deus nessa Dispensação:
1. Os Evangelhos, um tratado da revelação de Jesus Cristo, um Deus introduzido no meio dos homens: "Emanuel, Deus Conosco".
2. Revelação através do Espírito Santo: o Guia; o Orientador; o Consolador; o Intercessor; o Fortificador; o Ornamentador da Igreja. "Todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus".
3. Revelação pela Palavra Escrita - A Bíblia Sagrada. Nela está a revelação perfeita da vontade de Deus.
Esta mesma Graça atua na formação da Igreja desde a fundação do mundo e já existia na mente de Deus:
1. Eleita por Deus desde a fundação do Mundo, Ef 1.4,5;
2. No AT, os Profetas falaram dela;
3. Personagens que simbolizaram a vida e a ação da Igreja (Enoque, Rebeca, Azenate, etc.);
4. Organização espiritual da Igreja, Mt 16.16;
5. Data de inauguração: Dia de Pentecostes, At 2;
A Igreja, uma representação do Corpo de Cristo aqui na Terra. Suas funções, seu trabalho e suas obrigações'.
1. Em relação a ela mesma "Comunhão", At 2.42;
2. Em relação ao mundo "Evangelização", Mc 16.15;
3. Em relação a Deus "Adoração".
Toda e qualquer tarefa da Igreja depende exclusivamente da Graça. Ela é quem nos encoraja no sentido de cumprirmos nossa tarefa como Igreja que também é um Luzeiro no Mundo e Sal da Terra.
Tenho me preocupado muito com a expressão: "Se o sal se tomar insípido para mais nada presta, a não ser para ser pisado pêlos homens".
Que Deus proteja a Igreja!
Seu compromisso para o futuro é o desfecho final do cumprimento das profecias, do fim dos tempos e a Dispensação da Igreja.
Verifique alguns acontecimentos que surgirão :
1. Ressurreição dos crentes;
2. Transformação dos crentes vivos na vinda do Senhor;
3. Arrebatamento;
4. Tribunal de Cristo (compensação);
5. Casamento da Igreja (bodas do Cordeiro);
6. Glorificação da Igreja;
7. E nos fez Reis e Sacerdotes para Deus seu Pai.
QUESTIONÁRIO: QUINTA E SEXTA DISPENSAÇÕES
1) Qual a duração da quinta Dispensação?
2) O que Deus representa quando institui a Páscoa?
3) Qual a representação de Deus na Lei?
4) Qual o tema do livro de Êxodo?
5) Onde Moisés recebeu as tábuas de pedra?
6) Qual a missão da Igreja frente ao mundo?
7) Qual a duração desta Dispensação (Igreja)?
8) Quando termina esta Dispensação?
9) Como se chama o Tribunal em que os crentes hão de comparecer?
10) Apresente dois aspectos do futuro da Igreja.
7. A SÉTIMA DISPENSAÇÃO (MILÊNIO)
ALIANÇA MILÊNICA
O plano redentor de Deus para com o homem termina com o cumprimento dos mil anos de paz sobre a Terra, que serão seguidos do Juízo Final e a volta à eternidade. Jesus Cristo descerá pessoalmente a terra e será REI. Ele denominou esta Dispensação de "Regeneração", Mt 19.28; é também chamada de "Tempo de_ Restauração", At 3.20,21.
A juntura destes "Séculos", presente e vindouro, forma um nítido exemplo de sobreposição das Dispensações, isto é, às vezes, a um tempo transitório entre um tempo e outro.
Sua duração, o próprio título indica, terá mil anos', seu início se dará com a manifestação (Parousia) de Cristo na segunda etapa de sua segunda vinda a terra, Ap 19.11-21, e findará com a instalação do grande Trono Branco, Ap 20.11-15.
O próprio Cristo voltará literalmente a terra, onde Ele esteve durante 33 anos e pessoalmente reinará sobre a mesma por um espaço de 1.000 anos, e terá ao seu lado a SUA IGREJA. Ela voltará dos céus para onde foi levada no Arrebatamento.
O Plano de Deus para com o mundo é fazer "Convergir" nele (em Cristo), na Dispensação e na plenitude dos tempos, Ef 1.10.
Havendo efetuado a redenção dos homens pelo seu sangue derramado na cruz, e Deus no século vindouro mostrará a suprema riqueza de sua graça.
A dupla revelação do Milênio será feita:
l. Pela presença pessoal de Jesus Cristo, que se sentará no trono de Davi, Lc 1.32,33;
2. O Sermão do Monte, pregado por Jesus no início de seu ministério terreno, Mt 5.6,7, é uma legislação que se tomará plena como plataforma do reino milenial. Ela será a Pedra Angular das atividades do Rei durante o Milênio. O Governo será um regime teocrático, isto é. Governo Pessoal de Deus, Is 52.7; Lc l .33; Dn 7.13.
A SEDE DO GOVERNO
A capital do mundo não será Washington, Londres, Tóquio e nem Paris, mas, sim, Jerusalém, a desprezada cidade tantas vezes pisada pêlos exércitos invasores. Ela será totalmente restaurada, vindo a realizar-se a visão do salmista que disse:
"Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus. Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte de Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei. Nos palácios dela. Deus se faz conhecer como alto refúgio '\ SI 48.1-3; Is 2.2-4.
A BÍBLIA NO SEU TRANSCURSO MILENIAL
1. Será um reino literal e universal, Dn 2.34,35;
2. Jerusalém será a capital do reino, Jr 3.27; Is 24.23; Ez 48;
3. Os animais serão dóceis. Is 11.6-9; 65.25; Os 2.18;
4. Época de justiça e paz. Is 9.6,7; 11.4; Zc 9.10; SI 96.13;
5. A terra ficará mais fértil, Is 35. l; Am 9.3,6;
6. O prolongamento da vida humana. Is 65.20,22; Zc 8.4,5;
7. Satanás será amarrado, Ap 20.20,22,23.
Haverá duas classes de pessoas:
1. Glorificados e
2. Não-glorifícados.
Os glorificados são os crentes do AT e NT e os do período da Grande Tribulação e as não-glorificados são os judeus sobreviventes da Grande Tribulação, gentios remanescentes das nações e os nascidos no Milênio.
A cena final e a justificação do grande Trono Branco, quando comparecerão diante do Cordeiro e Rei todos os mortos de todas as épocas, ainda não ressuscitados. Esta é a Segunda Ressurreição.
O julgamento iniciará por ocasião da abertura dos livros de Deus, Ap 20.12:
7. Cada pessoa serei julgada',
2. Os inimigos do Rei serão punidos',
3. Os inimigos espirituais do Rei serão julgados: Satanás; o Anticristo; o Falso Profeta; os demônios; o Inferno e a morte.
Cristo colocará sob seus pés todos os seus inimigos, I Co 15.24,25. A Ele, toda honra, glória e louvor para sempre. Amém!
Caro Aluno, gostaria de ter tempo suficiente para estudarmos juntos, pois este é um assunto de grande importância para nossa vida espiritual!
História Bíblica Dispensacional
Apostila FAETEL 2000
AS SETE DISPENSAÇÕES
1. DISPENSAÇÃO DA INOCÊNCIA
ALIANÇA EDÊNICA
Em Gn l .28, começa a "Primeira Dispensação". Uma Dispensação é um período de tempo em que o homem é provado com respeito à sua obediência e alguma revelação específica da vontade divina.
O homem foi colocado em um ambiente perfeito, sujeito a uma lei simples e advertido das conseqüências da desobediência. A mulher caiu pelo orgulho; o homem deliberadamente, Ef l. 10; I Tm 2.14. Deus restaurou as suas criaturas pecaminosas, mas a Dispensação da inocência terminou com o julgamento e a expulsão do casal, Gn 3.24. Nesta Dispensação o homem tinha uma perfeita comunhão com Deus, pois notamos que o Senhor andava no jardim na viração do dia, Gn 3.8.0 homem foi dotado de inteligência perfeita e capacidade para poder administrar o mundo. Foi-lhe dado o direito de dar os nomes aos animais, orientado por uma intuição dos propósitos divinos a seu respeito.
O homem possuía por intuição, e não por um processo didático, uma perfeição física, mental e moral. A mulher foi feita não da cabeça do homem, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisoteada por ele; mas de seu lado, para ser amparada; e de perto do coração, para ser amada.
Em Gn l .28, temos também a primeira das oito grandes Alianças da Bíblia - A Edênica, que determina a vida e a salvação do homem.
Esta aliança tem seis elementos, onde o homem e a mulher haviam de:
1. Encher a Terra de uma nova ordem - a humana;
2. Subjugar a Terra, para o proveito humano;
3. Ter domínio sobre a criação animal;
4. Zelar do jardim;
5. Comer ervas e frutas;
6. Abster-se de comer da árvore da ciência do bem e do mal.
A penalidade pela desobediência desta última ordenação era a morte.
O Elemento Estranho
Satanás, cujo único desejo era introduzir confusão no ambiente de paz. O ardil usado foi a "Dúvida" que conseguiu introduzir na mente da mulher, por meio de insinuação muito disfarçada.
Em Gn 2.16,17: Deus disse: "... mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela mo comerás". O homem, com seu livre-arbítrio, estava sendo testado.
Verifique os passos que o homem deu para sua queda:
l°)ver;
2°) cobiçar;
3°) tomar;
4°) esconder;
5°) transmitir;
6°) morrer.
As Conseqüências da Queda do Homem
1°) Conhecimento do mal;
2°) A perda da comunhão com Deus;
3°) Separou-se de Cristo;
4°) O espírito do homem ficou em estado de morte;
5°) A perversão da natureza moral;
6°) Tornou-se escravo do pecado e de Satanás, e
7°) Perdeu muito de sua inteligência (além de outros resultados
funestos).
As três conseqüências más sobre a mulher, uma maldição tríplice:
1°) A concepção multiplicada;
2°) O aumento de dores durante a maternidade, e 3°) Sujeição ao domínio do homem.
Vedado o Caminho da Árvore da Vida, Gn 3.24.
Foi por misericórdia que Deus expulsou Adão e Eva do Jardim e proibiu a sua aproximação da árvore da vida, pois se tivessem comido dessa árvore amargariam uma existência eterna, no triste estado em que se encontravam. Era preferível estarem sujeitos a morte física, pois a mesma serve para conduzir o homem a Cristo.
Em Gn 3.15, encontramos a Primeira Promessa do Redentor.
2. DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA, Gn 3. l
Aliança Adâmica (Não deixe de Ver este estudo Aliança)
Enquanto a Primeira Dispensação não teve uma duração muito certa, a Segunda Dispensação, de "Adão ao Dilúvio", teve uma duração de 1656 anos, ^ quando deu-se a Tentação e a queda do homem até Gn 2.
Temos visto muitas coisas boas; porém em Gn 3, a cena muda e o mal aparece. O tentador, com o aspecto de uma serpente, tenta a mulher e ela comete o pecado da desobediência, acompanhando-a Adão. Se a serpente era simplesmente influenciada pelo maligno ou se era uma positiva materialização dele, não sabemos;
não resta dúvida porém que Satanás foi a causa original da tentação, Ap 12.9; 20.2. Ao menos, é evidente que a serpente foi possuída por Satanás e chegou a ser identificada com ele e o mesmo falou por ela, Gn 3.1,4: "...Diz que a Serpente falou". \
Por que Deus fez o homem com a capacidade de pecar? Podia haver criatura moral sem capacidade de escolher? A Liberdade é um dom de Deus ao homem: liberdade de pensar, liberdade de escolher, liberdade de consciência e sendo assim, ainda usa essa liberdade para rejeitar e desobedecer a seu Deus. j
Deus não sabia que o homem haveria de pecar? Sim. E Ele previu as terríveis conseqüências disso, e também previu seu resultado final. Sofremos e tomamos a sofrer, e indagamos sem atinarmos porque Deus fez o mundo assim, um dia, porém, depois tudo tiver chegado à plena realização, nosso sofrimento acabará } e todos enigmas se deslizarão,
E assim, desobedecendo, pecaram e trocaram sua inocência por uma consciência acusadora; sua ignorância por um conhecimento do bem que tinham desprezado e do mal que não podiam remediar. Tinham agora seus olhos abertos para descobrir o que teria sido mais feliz ignorar; e, impelidos por um sentimento de vergonha, trabalharam (inutilmente) para cobrir a sua nudez.
Notamos que Adão e Eva podiam estar tranqüilos com os aventais de folhas que fizeram, enquanto lhes parecia que Deus estava longe. Mas, em vindo o Senhor, logo se esconderam, sentindo-se, aos olhos divinos, descobertos e envergonhados.
Temos no pecado de Eva, os seguintes resultados:
a) A Concupiscência do Comer: "...boa para comer";
b) A Concupiscência dos Olhos: "...agradável aos olhos", e
c) A Soberba da Vida: "...desejável para entendimento ".
Notamos que a primeira conseqüência do pecado foi a vergonha que eles tiveram, ao encontrar-se com Deus, ao ponto de "fazerem aventais", Gn 3.7. O Todo Poderoso então fez túnicas de pele de animal, para vesti-los, Gn 3.21.
Aliança Adâmica
A Aliança Adâmica determina a vida do homem decaído, e marca condições que prevalecerão até a época do reino eterno.
"A própria criatura será liberada do cativeiro da correção para a Uberdade da glória dos filhos de Deus '\ Rm 8.21.
Os Elementos da Aliança Adâmica, são os seguintes:
1°)A Serpente, instrumento de Satanás, amaldiçoada;
2°) A primeira promessa de um redentor, Gn 3.15;
3°) A condição da Mulher mudada em três sentidos, Gn 3.16: concepção multiplicada; maternidade ligada com sofrimento; sujeição ao homem, Gn 1.26,27.
4°) A Terra Amaldiçoada por causa do homem, Gn 3.17;
5°) O inevitável cansaço da vida, Gn 3.17;
6°) O leve trabalho do Éden, Gn 2.15; mudado para o serviço laborioso, Gn 3.18,19,e
7°) A morte física, Gn 3.19; Rm 5.12,2; para a Morte Espiritual.
"Deus dá uma demonstração que sua atitude para com o Homem é sempre com o intuito de fazê-lo compreender sua pequenez e dependência, mas jamais deixa de prover".
Aqui, duas Ofertas Diferentes:
1a) Abel oferece sangue. Ele mostrou penitência e desejo de aproximar-se de Deus. O sacrifício foi feito pela Fé nos atributos que ele via em Deus, I Jo 3.12. Devemos observar que havia uma grande diferença na conduta de Caim e Abel, que era um homem de fé e obediente ao Senhor, Gn 4.4; Hb 11.4 e Caim, ofereceu dos frutos do campo que cultivava, demonstrando um espírito de alta confiança, onde temos uma "Oferta Sem Fé", movida pela rebelião e pelo desprezo ao Redentor. Deus recebe a oferta de Abel e Caim revolta-se e mata seu irmão:
"É bom notar que a "primeira contenda" entre irmãos resultou em ódio, separação e morte ".
2a) Caim. Foi o primeiro a construir cidades e o primeiro a glorificar o nome do homem, Gn 4.17. Edificou uma cidade e pôs o nome de seu filho, Enoque.
Sua Linhagem Ímpia:
Lameque, Gn 4.19. Foi o "primeiro polígamo", isto é, possuiu mais de uma mulher, Gn 4.23,24. Brigou com um rapaz, saiu ferido e o matou.
Jabal, um dos filhos de Lameque. Distingue-se como o "primeiro homem a ocupar-se da pecuária e a adotar uma vida nômade", habitando em tendas. Talvez em desafio ao mandamento.
Jubal, outro filho de Lameque. Foi o "Inventor de Instrumentos Musicais". A música é do Senhor e haverá maravilhosa harmonia no Céu.
Tubal-Caim era "fabricante de Artefatos de Ferro e Cobre". Possivelmente, foi o primeiro homem a forjar armas bélicas^ Por causa desses materiais, Gn 6.13, é "pois a terra está cheia de violência dos homens". Isso indica a orgia de crimes, homicídios e obras iníquas.
Esses homens: Jabal, Jubal e Tubal-Caim eram ímpios, Gn 4.26.
Depreendemos de Gn 4.25, que o assassinato de Abel teve lugar pouco antes do nascimento de Sete, isto é, uns 130 anos depois da criação do homem. Por isso não devemos pensar que Abel e Caim fossem os únicos filhos de Adão e Eva. Em Gênesis 3.20, lemos: Eva, mãe de todos os viventes; e Gn 5.4, registra que Adão e Eva tiveram filhos e filhas. A tradição diz que foram 33 filhos e 27 filhas. Esses naturalmente tiveram descendências. Por isso quando Abel morreu, provavelmente havia muito mais gente no mundo do que se pensa. Deus coloca um sinal em Caim, Gn 4.15. Na V.B. lê-se: "Jeová deu um Sinal a Caim'9. Não devemos entender que ele fosse marcado, mas que Deus, de alguma maneira, assinalou a pretensão divina.
Uma pergunta freqüente é esta: "Com quem casou Caim? ". A resposta, por uma suposição, é esta: com uma irmã dele.
Você talvez vai ignorar este casamento, mas não deve esquecer que a proibição de casamento com parente próximo, veio só 2.500 anos depois, Lv 18.6. Sabemos que "tais uniões", ilícitas para os Israelitas, eram praticadas por outros povos, Lv 18.24. Não podemos continuar nesta história, pois é muito longa.
Ao chegarmos a Terceira Dispensação é necessário que conheçamos:
A Genealogia de Adão a Noé e suas idades relacionadas: Adão, 930 anos; Sete, 912 anos; Enos, 905 anos; Cainã, 910 anos; Maalelel, 895 anos; Jerede, 962 anos;
Enoque, 365 anos; Metusalém, 969 anos; Lameque, 777 anos; Noé, 950 anos.
Temos aí uma influência do pecado na raça humana. O homem perdendo vida, saúde e alegria; e hoje o salmista afirma: "que os nossos dias são de 70 anos e se alguns chegarão aos 80 anos pela sua robustez". SI 90.9,10.
No começo da Dispensarão, colocamos sua duração de 1656 anos. Vamos dividi-la: Adão viveu 930 anos e Noé, 950 anos; entre a morte de Adão e o nascimento de Noé, temos 126 anos. Do Dilúvio a Abraão, 427 anos e Noé viveu 600 anos antes do castigo divino e 350 anos após.
No final da Dispensação da Consciência, os homens estavam em um estado de iniqüidade desenfreada, soltando as rédeas às práticas carnais, isto com exemplos vividos pela geração passada, resultando em costumes e corrupção do povo antediluviano. O seu cálice de iniqüidade encheu-se; porém o Justo Noé, passou a avisar seus compatriotas do que poderia acontecer. Foram 720 anos de pregação. Então o Senhor disse: "Arrependo-me de ter feito o homem na terra e isso pesou no coração". Disse o Senhor: "Farei desaparecer da face da terra o homem que criei", Gn 6.6,7. Um período longo de 1656 anos onde a raça humana havia aumentado muito e o Senhor destruiu com o Dilúvio, o qual durou l ano e 10 dias. Noé entra na arca no dia 17 do segundo mês, quando tinha 600 Anos, e continuou até o dia 27 do segundo mês, no ano seguinte, Gn 7.11; SI 1.22.
O que significa a Arca ? Era uma simples e clara figura de Cristo, e um meio de salvação pelo qual uma geração passou pelas águas da morte, e saiu salva do juízo divino. Os refugiados na arca escaparam da sorte dos ímpios. Assim Cristo. nos salva, por sua morte e ressurreição, se somos achados mortos nele. Para quem está nele não há condenação, Rm 8.1.
Noé não esperou o pronunciamento de um juízo. O que ele queria é que sua família fosse salva por meio da arca, não importando com quem não cria em sua pregação. Seu dever foi cumprido.
O incidente do Dilúvio é, sem dúvida, o exemplo clássico de Juízo Divino e, por isso, deve ser aceito como o tipo e ensino do Espírito Santo sobre o assunto. Lemos que juízo é uma obra estranha de Deus, Is 28.21. Significa que é diferente de falar que Deus é amor, paz, alegria, prazer e misericordioso.
O juízo tem cinco aspectos diferentes:
1°) É para a Glória de Deus;
2°) É para Instruir as Nações, Is 26.9;
3°) É para Purificar, Gn 15.16;
4°) É, conseqüentemente, uma Libertação do Mal, e
5°) É Profético, Lei 7.26,27.
O desfecho da Dispensação da Consciência não significa que Deus deixou de usar a consciência como um meio de falar ao homem. A consciência é conhecida como "a voz. de Deus dentro da alma ". Noé e sua família haviam presenciado tanto o bem como o mal e eram responsáveis, junto com a sua posteridade, pela obediência à voz da consciência e a escolher o bem. O Dilúvio marcou o término de um período de Intervenção Divina, na história do homem e um novo começo com Noé e seus filhos.
O aluno deve localizar esta Dispensação da Consciência no mapa das Dispensações.
Questionário das Dispensações: Inocência e Consciência
1) Qual a função de uma aliança durante uma Dispensação?
2) Em que sentido o homem morreu, quando pecou?
3) Por que foi rejeitada a oferta de Caim?
4) Qual foi a promessa que a Aliança Adâmica trouxe para a humanidade?
5) Quem construiu a primeira cidade?
6) De quem o homem se tornou escravo?
7) Qual foi o primeiro resultado da queda do homem?
8) Quem foi o primeiro polígamo?
9) Mencionar dois nomes da linhagem ímpia.
10) Qual a duração da Dispensação da consciência?
11) Como se define uma Dispensação?
3. DISPENSAÇÃO DO GOVERNO HUMANO, Gn 8 15 11.19.
ALIANÇA NOÉTICA
Esta Dispensação durou 427 anos, desde o tempo do Dilúvio até a Dispersão do homem sobre a superfície da Terra, Gn 10.35; 11. l O-19.
O homem fracassou inteiramente e o julgamento do Dilúvio marca o fim da Segunda Dispensação e o começo da Terceira. A declaração da aliança com Noé sujeita a humanidade a uma prova: "o homem é essencialmente responsável pelo governo do mundo, de acordo com a vontade de Deus". Essa responsabilidade pesou sobre os judeus e gentios, até que o fracasso de Israel sobre a Aliança da Palestina, Dt 28-30.1-10, resultou no julgamento dos cativos quando começaram "os tempos dos gentios", Lc 21.24. O governo do mundo passou definitivamente para os gentios, Dn 2.3 6-45; At 15.14-17, e Israel, como os Gentios, tem governado para si e não para Deus.
Neste trecho de Noé e seus descendentes, contém alguns pontos que pedem a nossa atenção: a bênção e a promessa de Deus', o pacto que fez com Noé e com toda a alma vivente. O arco-íris, Gn 9.12,17. Alguns pensam que antes do Dilúvio, nunca houve chuva, Gn 2.6. Ezequiel teve uma visão, Ez l .28: "Como o aspecto do arco que aparece no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava".
Em Gn 9.21, lemos sobre a embriaguez, de Noé que nos faz ver que até um homem ricamente abençoado por Deus pode ser vencido por pecados carnais.
De passagem, notamos o procedimento correio de Sem e Jafé, que em tempos remotos tiveram um sentimento moral tão desenvolvido como o dos mais ilustrados de hoje.
Notamos também, como a maldição caiu sobre Canaã, o filho mais moço de Cão, e não sobre seu pai, e desde então os Cananitas foram adversários do povo de Deus, até serem totalmente extintos da Terra, Is 17.18.
Se a Bíblia não tivesse registrado: a embriaguez de Noé; o adultério de Davi e a mentira de Pedro, estaríamos imaginando que os homens piedosos do passado eram diferentes de nós mesmos, pois temos tido nossos lapsos na senda da retidão. Verificamos que tal falha não nos autoriza cairmos no mesmo delito, porque deles já temos a história e o aviso: "Olha, Não Caia)>.
Quatro Raças originaram-se dos quatro filhos de Cão. Essas por sua vez subdividiram depois, povoaram as terras da África, da Arábia Oriental, da Costa Oriental do Mar Mediterrâneo e do grande Vale dos rios Tigre e Eufrates.
Descendentes de Noé:
a) Jafé: zona Norte das nações e as proximidades dos mares Negro e Cáspio: as raças caucásicas da Europa e Ásia.
b) Cão: zona Sul das nações, a Arábia Meridional e Central, o Egito, a costa oriental do Mediterrâneo e a costa oriental da África. (Canaã, filho de Cão).
c)Sem: zona central das nações. Os semitas incluíam os judeus, assírios e sírios, na parte Norte do vale do Eufrates. A Aliança com Noé, Gn 9.1-17:
1) Confirmação de que o homem seria relacionado à terra, conforme a Aliança Adâmica,Gn8.21;
2) Confirmação da ordem da natureza, Gn 8.22;
3) Estabelecimento do governo humano, Gn 9. l -6;
4) Garantia de que a Terra não sofreria outro Dilúvio, Gn 8.21; 9.11;
5) Declaração profética de que procederia de Cão uma posteridade inferior e serviçal, Gn9.24.25;
6) Declaração profética de que haveria uma relação especial entre Jeová e Sem, Gn9.26.27, e
7) Declaração profética de que de JAFÉ procederiam as "raças dilatadas ", Gn 9.27. Os governos, as ciências e as artes têm provido, geralmente, de descendentes de Jafé; assim a História tem confirmado o exato cumprimento dessas declarações.
A Torre de Babel, Gn 11
Neste capítulo do Gênesis encontramos o começo da confederação e do engrandecimento humano. E Deus desaprovou essa confederação: impediu o projeto de se fazer uma alta torre que tocasse no "céu". É interessante confrontar com este começo o desenvolvimento de confederações humanas de hoje e a multiplicação de nomes partidários.
A Descendência de Sem.
Vemos que a posteridade abençoada por Deus nem sempre seguiu pela linha do primogênito. Arpachade era o terceiro filho de Sem, Gn 10.22, e não o primeiro.
Em Gn 5, vemos que as idades dos patriarcas vão quase sempre diminuindo. Porventura seria licito entender que os anos eram, no princípio, mais curtos do que atualmente7 Somente assim poderemos compreender o caso de um homem esperar uns 100 anos antes de nascer-lhe um filho.
A Chamada de Abraão, Gn 12.
A chamada de Abraão e as promessas que Deus lhe fez.
Podemos estudar neste capítulo:
a) A escolha divina. Deus escolheu Abraão e isto importa conhecimento, aprovação, confiança, preparação para o fim destinado;
b) O plano de (mediante o escolhido de Deus) abençoar muitos povos;
c) A proteção divina - "amaldiçoarei os que te amaldiçoarem ";
d) A chamada divina - uma chamada positiva, individual, imperativa;
e) A Revelação Divina - "apareceu o Senhor a Abraão ";
f) A Promessa Divina - "à tua descendência darei esta terra".
A chamada é descrita em At 7.2,3, a resposta, em Hb 11.8.
Abraão desce ao Egito, Gn 12.10.
Isto nos parece um desvio da senda da fé, pois aí Abraão perde a sua confiança na proteção de Deus e pretende valer-se de um subterfúgio para evitar o ciúme do rei da terra. Contudo, Deus o protegeu sem que ele esperasse.
Sete coisas neste desvio de Abraão, notemos:
1) Agiu sem consultar a Deus, Gn 12.10;
2) Escolheu seu destino, confiando na própria inteligência, Gn 12.10;
3) Valeu-se da duplicidade, para conseguir seu propósito, Gn 12.13;
4) Perdeu de vista a perspectiva e o plano de sua vida, Gn 12.2,12;
5) Sua astúcia parecia alcançar bom êxito, Gn 12.14,15;
6) Achou-se mais tarde enlaçado na trama que ele mesmo fizera, Gn 12.18,
7) Foi censurado por um rei pagão, e mandado para sua própria terra, Gn 12.18-20.
4. A QUARTA DISPENSAÇÃO, Gn 12.1-Êx 18 27.
ALIANÇA ABRAÃMICA
Começa aqui a História da Redenção. Dela surge uma idéia vaga pelo tempo, Gn 3.15. Agora, 1963 anos após a criação e a queda do homem, ou seja 427 anos após o Dilúvio, num mundo que desenfreadamente aderiu-se a idolatria e a maldade. Foi aí que houve por objetivo a recuperação e a redenção do gênero humano.
A duração desta Dispensação foi de 430 anos, considerada a Dispensação da Promessa, que terminou quando Israel tão facilmente aceitou a Lei, Êx 19.8. A Graça tinha oferecido um Libertador (Moisés), um sacrifício para o culpado, e, por divino poder, libertado Israel da escravidão, Êx 19.17, mas no final trocaram a Graça pela Lei.
Separação Para Deus
Agora Abraão volta do Egito e vira o rosto para a Terra Prometida. Sua vida de peregrinação é caracterizada por Três Coisas: a Tenda; o Altar e o Poço. Nada lemos sobre altar no Egito.
As riquezas que Abraão e Ló acumularam no Egito, foram a causa de contenda e separação', porém Abraão tinha uma confiança em seu Deus. Por isso, deixou que Ló escolhesse primeiro para onde iria. A confiança na proteção Divina faz. com que o homem fique desprovido de qualquer dúvida.
Em Gn 14, é mencionado pela primeira vez. o termo Reis. Dois reis encontram- se com Abraão em sua volta vitoriosa: o de Sodoma e Melquisedeque (Tudo que sabemos que está neste capítulo, no SI 110 e Hb 5,6 e 7). Ele é também o primeiro Sacerdote mencionado na Bíblia: um Sacerdote Real e por isso uma figura do Senhor Jesus Cristo. Também aqui pela primeira vez, lemos sobre "O Deus Altíssimo ".
Depois da divina bênção, pronunciada por Melquisedeque, vem a tentação material por parte do rei de Sodoma.
Há um ditado, que diz: "Cada homem tem seu preço", porém um homem como Abraão não pode ser comprado por um rei mundano, como este de Sodoma.
E na volta de Abraão da matança dos reis que a misteriosa figura de Melquisedeque aparece. Ele vem ter com Abraão, traz-lhe p ao, vinho e o abençoa;
Abraão dá-lhe o dízimo de tudo.
Tanto se fala deste incidente no NT, que devemos estudá-lo.
Vamos notar os seguintes pontos, como seguem:
1) Por ser ele o Primeiro Sacerdote mencionado na Bíblia, tem sido escolhido pelo Espírito Santo como tipo de Cristo, um Sacerdote maior que Aarão;
2) Ele era Rei e também Sacerdote. Rei de Salém (da paz) e seu nome significa "Rei da Justiçai Cl 6.12,13; Hb 7.2;
3) Assim, no SI 110.4 está escrito de Cristo: "Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque ";
4) Não há alguma menção de seu pai ou de sua mãe, do seu nascimento ou morte; por isso é tomado em Hb 7.3, como um tipo de Cristo: O Sacerdote Eterno.
Para estudar o assunto mais detalhadamente, é preciso ler com cuidado Hb 5.7.
Promessa de uma Posteridade
Em Gn 15.6 , pela primeira vez, a Fé é mencionada, e lemos "E creu ele no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça"; cf. Rm 4.3; Tg 2.23.
Abraão nasceu quando seu pai Terá tinha 26 anos, Gn 11.25. Abraão tinha 75 anos quando foi convidado por Deus a deixar sua parentela e partir para uma terra desconhecida (Canaã). Contava com 80 anos quando encontrou-se com Melquisedeque e foi abençoado por ele. Tinha 86 anos quando nasceu Ismael, fruto de uma fragilidade em sua vida. Persuadido pela esposa, lança mão de outro meio, sugerido pela sua desconfiança quanto a conseguir as promessas de Deus. Toma a serva egípcia de sua mulher e por ela tem seu filho Ismael. Depois desse incidente sua fé foi provada mais 13 anos.
Em Gn 17, seu nome foi mudado.
Um quadro interessante foi as três vezes que Deus apareceu a Abraão:
1a) u Apareceu o Senhor a Abraão, e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera '\ Gn 12.7;
2a) "Quando atingiu Abraão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso: anda na minha presença e sê perfeito", Gn 17.1,
3a) "Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre, quando ele estava assentado à entrada da tenda, no maior calor do dia", Gn 18.1.
Abraão tinha 90 anos quando Sodoma foi destruída. Contava com 100 anos quando nasceu Isaque e tinha 137 anos quando Sara morreu. Em seguida, casou-se com Quetura, com quem teve seis filhos; morre com 175 anos de idade.
Em Gn 18, deparamos com o aparecimento de três visitantes celestiais que falaram com Abraão com aparência de seres humanos: "três varões e dos três um era o Senhor", Gn 18.1-3; Mc 16.5; Jo 5.13. Um acontecimento interessante é quando dois anjos seguem para Sodoma, e Abraão começa a fazer sua célebre intercessão ao terceiro. Esta é a primeira grande oração intercessória registrada na Bíblia.
Verificamos como a oração de um justo pode mudar os rumos das coisas:
1) A base da oração é dupla: Primeiro, o reconhecimento de Deus e da liberdade que tinha para falar com Ele. Segundo, o concerto de Deus, Gn 17.19. Abraão tinha sido chamado por Deus a fim de interessar-se por Ele e seus propósitos, referentes ao mundo, e por isso sente liberdade em falar-lhe.
2) Características da oração de Abraão:
Discriminação, Gn 18.24,25, entre os justos e os ímpios, e o interesse pêlos dois grupos;
Confiança na justiça de Deus, Gn 18.23,25; na Graça de Deus, Gn 18.24, e no Poder de Deus, Gn 18.25;
Precisão, Gn 18.28-32. Lembremo-nos que petições em termos gerais não terão respostas precisas;
Importunidade. Seis vezes Abraão pede que Sodoma seja poupada e cada vez reforça seu pedido;
Humildade, Gn 19.27. Ele jamais se esquece de que fala com Deus;
3)0 êxito da oração de Abraão. Não obteve tudo o que desejava, mas alcançou tudo o que Sodoma tomou possível, (leia Jr 5. l.)
Salvação de Ló e a Destruição de Sodoma
Notamos que os varões, em Gn 18.2, são anjos. Em Gn 19.1, Ló parece ser tão hospitaleiro quanto Abraão.
Veja algumas considerações sobre o nosso amigo Ló:
a) Parece ser o tipo do "meio-crente"'. convencido mas não convertido:
b) Uma pessoa costuma ser contenciosa;
c) Resultado: uma inutilidade ou uma catástrofe. SODOMA: figura o mundo e sua sensualidade;
EGITO: simboliza o mundo e sua comunidade (Êx 16.3);
BABILÔNIA: simboliza o mundo e sua grandeza (Js 7.21).
A história de Ló ensina que embora o cristão mundano possa conseguir para si a salvação, pode contudo perder a família, filhos e filhas, pois, criados no meio da devassidão, podem ser corrompidos. A mulher que olha saudosa para a vaidade do mundo, em pouco tempo não poderá mais trilhar a senda da salvação. "A não observância da Palavra de Deus pode ser funesta para a nossa vida espiritual".
Isaque nasce - Ismael é despedido
Afinal, nasce Isaque, depois de muitos anos de fé alternada com incredulidade da parte de seus pais, Abraão e Sara. Em Gl 4, o apóstolo encontra um sentido simbólico em cada um dos dois filhos. Na alegoria que Paulo percebe na história de ambos, Hagar representa o monte Sinai e tudo que a lei pode produzir, enquanto que Isaque é o fruto da fé, e mostra o que Deus faz para o crente.
Vemos que Ismael, o filho "nascido segundo a carne ", Gl 4.29, persegue o filho da promessa, e é despedido, porque não pode herdar com este. Os que são das obras da Lei, Gl 3.10, não herdarão as promessas dadas a Abraão, mas sim aqueles que têm fé em Cristo, Gl 3.12-14. Uma religião carnal é sempre inimiga da religião espiritual.
O altar sobre o monte
Este incidente é talvez o mais misterioso e sublime na história de Abraão. Somente após longos anos de preparo espiritual poderia Deus submetê-lo a tal provação de sua fé, com a certeza de que havia de sair triunfante. Era sem dúvida um experiência penosa à vista do mundo cruel. Mas o resultado final havia de ser um notável engrandecimento da vida espiritual de Abraão, e o conhecimento, mediante a sua própria experiência, de verdades bem importantes.
Notemos, os seguintes pontos:
1°) Certeza da Palavra Divina. Para agirmos em algum sentido contrário ao sentimento natural, ao procedimento comum, aquilo que nossas convicções e as dos vizinhos aprovam, precisamos ter uma palavra de Deus mui positiva, que não admita dúvidas;
2°) Falta de Explicação. O mandado divino não trouxe consigo um porquê";
contudo, havia um raio de luz nas palavras "a quem amas", revelando que Deus não estava esquecido da forte afeição natural de Abraão para com Isaque;
3°) A Completa Confiança de Abraão. Isto nos faz pensar nas palavras de Jó:
"Ainda que me mate, nele esperarei",Jó 13.15. A explicação dada em Hb 11.18, é que Abraão "considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar (a Isaque)";
4°) O Conhecimento de Deus. Fruto de longos anos de experiência da divina proteção e bondade, progrediu até que, afinal, Abraão podia obedecer a Deus cegamente;
5°) A Submissão de Isaque a Vontade do Pai. Um belo tipo da obediência de Cristo até a morte;
6°) A Palavra Profética De Abraão. Disse Abraão: "Deus proverá para si o cordeiro ". Também havia um sentido profético no nome que Abraão deu ao lugar: Jeová-Jireh: "ü Senhor proverá". Em Jo 8.56, permite pensar que ele tinha alguma vaga previsão do "Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo";
7°) A Lição da Substituição. O carneiro "travado pelas suas pontas num mato ", y j veio a ser o substituto do moço; e quantos seres humanos desde o tempo de p;
Isaque têm dado graças a Deus por Ele ter "fornecido um substituto " \
8°) A maneira maravilhosa como Deus operou em Abraão, uma semelhança a si ^ mesmo. Num dia futuro Deus havia de ceder seu Filho, em sacrifício pelo pecado, Mas então não haveria outro cordeiro para tomar o lugar dele: "Nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes o entregou por todos nós", Rm 8.32.
A obediência de Abraão era agradável aos olhos de Deus; por isso o mandamento foi dado. A morte de Isaque não teria sido agradável a Deus, visto que o ato da matança foi impedido". ^No Monte do Senhor se Proverá".
Os três significados dos nomes desta História
Abraão lembrou-se de que já era tempo de o filho contrair matrimônio. Ele marcou duas condições: a noiva havia de ser da mesma parentela, e Isaque não havia de sair da Terra Prometida em procura de esposa. Felizmente, Abraão tinha um empregado fiel e competente para tratar desse negócio.
Abraão receava que Isaque se casasse com uma moça de Canaã, ou voltasse para a terra de onde tinha sido chamado. Ainda hoje, às vezes, os pais sabem melhor do que os próprios moços que tipo de casamento será bom para seus filhos. Entre os chineses são os pais que escolhem as noivas para seus filhos, e parece que todos acham essa maneira mais proveitosa.
Notemos, em relação ao empregado Eliézer, Gn 15.2, os seguintes pontos:
1. Era um homem de idade e pessoa de confiança. É bem possível que Abraão não tivesse outro a quem pudesse confiar uma tarefa tão delicada;
2. Era um homem prevenido. Levou consigo tudo o que era necessário para o bom êxito de sua missão;
3. Era um homem cauteloso. Pediu um sinal, uma coisa que nem sempre é preciso, e que o Deus misericordioso às vezes fornece;
4. Era um homem piedoso. Orou a Deus pelo serviço que havia de fazer;
5. Era um homem eloqüente. Quando precisava falar do seu Senhor;
6. Era um homem pontual. E não quis perder tempo, Gn 25.54.
Eliézer é o servo Modelo'.
1. Não vai sem ser mandado, Gn 24.2-9;
2. Vai para onde o mandam, Gn 24.4,10;
3. Não se preocupa com outra coisa;
4. Ora e dá graças, Gn 24.12,14,26,27;
5. É sábio para persuadir, Gn 24.17,18,21;
6. Fala, não de si, mas das riquezas do amo, e da herança do filho, Gn 22.34-36;
At l.8;7. Apresenta o caso sem equívoco e requer uma decisão positiva, Gn 24.49.
Eliézer enfeita a noiva com as jóias da casa paterna, mesmo antes dela iniciar a viagem. O Espírito Santo procura enfeitar a Igreja com as lindas regalias da casa do Pai, antes dela ser arrebatada, Gn 24.53.
Isaque saiu a orar (meditar sobre o falecimento de sua mãe no campo), Gn 24.63;
talvez por falta de sossego necessário na tenda, ali mesmo levanta os olhos e vê chegando Eliézer vindo de regresso.
Na oração solitária podemos ver coisas maravilhosas.
Vamos agora considerar Rebeca:
1. Era formosa, Gn 24.16;
2. Trabalhadeira, Gn 24.19;
3. Hospitaleira, corajosa, decidida, Gn 24.58,
4. Modesta.Gn24.65.
Significado dos Nomes:
1. Isaque (hb - riso) representa Cristo.
2. Rebeca (hb - corda com laço) representa a Igreja.
3. Eliézer (hb - meu Deus é auxílio) representa o Espírito Santo.
Caro Aluno, aqui citarei alguns personagens da História e que fazem parte desta Dispensação: Esaú e Jacó; Jacó e seu Tio Labão e José do Egito.
QUESTIONÁRIO: TERCEIRA E QUARTA DISPENSAÇÃO
1) Por quanto tempo durou a Dispensação do governo humano?
2) Com quantos anos morreu Abraão?
3) O que significa Sodoma?
4) Qual o significado do nome Isaque?
5) Com quantos anos Abraão estava quando nasceu Isaque?
6) O que simboliza o Egito?
7) Quantos filhos Abraão teve com Quetura?
8) Com quantos anos morreu Sara?
9) Qual o significado representativo de Rebeca?
10) Quanto tempo durou a Dispensação Patriarcal?
11) Qual foi a duração da Dispensação do Governo Humano?
5. A QUINTA DISPENSAÇÃO
ALIANÇA MOSAICA
A Dispensação da Lei teve uma duração de 1.430 anos: do "Êxodo do Egito" até a "Crucificação de Cristo".
Para estudarmos este livro, onde começa a Quinta Dispensação, vamos verificar de!, importantes revelações de Deus, a saber:
1) O "Eu Sou ", na sarça ardente - Um Deus que mantém aliança;
2) As pragas - Um Deus de punição;
3) A Páscoa - Um Deus de redenção;
4) A travessia do Mar Vermelho - Um Deus de poder;
5) A jornada até o Sinai - Um Deus de provisão;
6) A Lei - Um Deus de santidade;
7) Tabernáculo, sacerdote, ofertas - Um Deus de comunhão;
8) A punição devida do bezerro de ouro - Um Deus de disciplina;
9) A Renovação da Aliança - Um Deus de graça;
10) A vinda da glória - Um Deus de glória.
"Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e verdade vieram por Jesus Cristo '\ Jo l. 17.
É bom lembrar que esta Dispensação pode ser chamada de Dispensarão dos Israelitas.
Devemos lembrar que o cenário histórico data de 1440 a.C. aproximadamente. Sabemos que a data do Êxodo foi por volta de 1445 a.C. Além desta outra data, também é defendida pêlos estudiosos do AT, a de 1290 a.C. O tema do livro:
"Redenção e organização de Israel como povo da Aliança".
Em Gn 19.3 começa a Quinta Dispensação, quando a Lei foi colocada em ênfase dos princípios de Deus.
Israel chega ao monte Sinai depois de 3 meses de uma longa viagem.
Neste momento. Deus chama-o a um Concerto mais sério, e passa-lhe uma no vá lição:
1. Mediante ao mandamento aprendeu a Santidade de Deus;
2. Mediante ao seu próprio erro, aprendeu a sua fraqueza pecaminosa;
3. Mediante a provisão do sacerdócio e do sacrifício, aprendeu a Bondade de Deus.
Em Gl 3.6-25, aprendemos a relação da Lei para com a Aliança Abraãmica:
1. A Lei não pode anular esta aliança;
2. Foi "acrescentada " para convencer do pecado;
3. Servia de pedagoga até a vinda de Cristo;
4. Era uma disciplina preparatória "até que viesse a semente ". A trajetória de Israel no deserto e em Canaã é uma longa história de violação da Lei. A prova terminou no julgamento dos cativeiros, mas a Dispensação propriamente dita só terminou na Cruz. Podemos considerar:
1) O estado do homem no começo da jornada, Êx 19.1-3;
2) Sua responsabilidade, Êx 19.5,6; Rm 10.5;
3) Seu fracasso, II Rs 17.7-17; At2.22.23,
4) O julgamento, II Rs 17.1-6,20; 25.1-11; Lc 21.20-24.
Notemos neste capítulo o cuidado que Deus tem de desenvolver em Israel uma compreensão de sua santidade. No Egito tinham se acostumado com as imundas divindades do paganismo, e agora precisam aprender que Jeová é um Deus santíssimo e temível.
A Lei foi dada de três maneiras:
1°) Verbalmente, Êx 20.1-17. Isto era lei pura, sem nenhuma provisão de sacerdócio ou sacrifício, e foi acompanhada das "Ordenanças", Ex 21.1-23.13, relativas às relações de hebreus com hebreus; a isto foram acrescentadas, Ex 23.14- 49, direções diferentes às três festas anuais, Êx 23.30-33, e inscrições sobre a conquista de Canaã. Estas palavras Moisés comunicou ao povo, Êx 24.3-8. Imediatamente, na pessoa dos seus anciões, foram admitidos na presença de Deus, ÊX24.9-11.
2°) Moisés foi então chamado ao monte para receber as tábuas de pedra, Êx 24.12-18. A história então se divide. Moisés no monte recebe instruções referentes ao Tabernáculo, ao sacerdócio e aos sacrifícios, Êx 25-31. No entanto, o povo, Êx 32, chefiado por Aarão, transgride o primeiro mandamento. Moisés, voltando, quebra as tábuas escritas pelo dedo de Deus, Êx 31.18; 32.16-19.
3°) As segundas tábuas são feitas e a Lei escrita novamente (por Moisés?) na presença de Jeová, Êx 34.1,28,29.
Os Dez Mandamentos
A Aliança Mosaica foi dada a Israel com três divisões, cada uma ligada às outras, e, conjuntamente, formando a Aliança Mosaica.
Os Dez Mandamentos, expressão da vontade de Deus para seu povo, Ex 20.1- 26; Os Juízos, governo da vida social de Israel, Êx21.1 - 24.11; e as Ordenanças, governando a vida religiosa de Israel, Êx 24.12 - 31.18. Estes três elementos formam a "LEI" como essa palavra se emprega no NT, Mt 5.17,18. Os Mandamentos e Ordenanças formam um só sistema religioso.
Os mandamentos foram um "Ministério de Condenação) e de "Morte)), II Co 3.7-9.
Os Dez Mandamentos são:
1) Não terás outros deuses diante de mim;
2) Não farás para ti imagem de escultura;
3) Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;
4) Lembra-te do dia de sábado para o santificar;
5) Honra a teu pai e a tua mãe;
6) Não matarás;
7) Não adulterarás;
8) Não furtarás;
9) Não dirás falso testemunho;
10) Não cobiçarás.
TABERNÁCULO
Passaremos à história do Tabernáculo, considerado a grande Tipologia do Plano da Salvação, uma ordenança de Deus a Moisés para proteção e orientação do povo de Deus.
Vejamos alguns significados:
1. Tenda provisória onde Deus falava ao seu povo, Êx 33.3-10;
2. Construção portátil em forma de tenda, Êx 25.8,9;
3. Recebeu o nome de habitação, Êx 25.9;
4. Onde estava depositada a tábua da lei;
5. O tabernáculo do testemunho;
6. Denominado casa do Senhor, Êx 34.26;
7. Sua planta foi dada pelo Senhor a Moisés, Êx 25.22.
Verifique Sua Planta:
PERDÃO
Pelo sacrifício do sangue
PURIFICAÇÃO
Pela limpeza
PODER DE DEUS
Pela participação, percepção e oração
PRESENÇA DE DEUS
Pelo Sangue aspergido e Obediência
Nota:
1. O Tabernáculo simboliza: Israel aproximando-se de Deus;
2. Tipificou a obra redentora de Cristo para trazer os pecadores a Deus.
6. A SEXTA DISPENSAÇÃO
A Nova Aliança, A AliANÇA DA GRAÇA
Chamada Dispensação Eclesiástica.
A palavra-chave é: Graça. Sua duração começa com a crucificação de Cristo até a sua segunda vinda, tempo determinado pelo Senhor: "Aquele dia e hora ninguém sabe, unicamente meu pai que está nos céus". Hoje, já contamos com quase 2000 anos em que o véu do Templo foi rasgado e esta Dispensação findará com o toque da trombeta, quando acontecerá a segunda etapa da vinda de Cristo convocando os fiéis ao Arrebatamento.
Na Dispensação da Graça, Deus fez uma aliança com o homem, uma aliança superior às outras, ou seja, o próprio Filho enviado por Deus à humanidade:
1°. Mt 19.28
2°. Hb 2.7 3°. Lc 2.27 4°. Mt 13.55-57 5°. Lc 4.2-8 6°. Is 53.1-6 7°. G13.13
A Nova Aliança
Tal qual Moisés foi mediador da aliança mosaica, assim Cristo é o Mediador da Nova Aliança, Hb 8.6; 9.15; 12.24. Com o aparecimento de Cristo, a Antiga Aliança terminou, como Paulo afirma em Rm 10.4; Gl 3.19. Novamente apareceu Ele celebrando a Ceia com os discípulos, conforme registra Lc 22.20 e I Co 11.25. "Ele disse: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue", Mc 14.24.
A Graça não dispensa ordenação pois há l .050 mandamentos no NT; mas, ao contrário da Lei, ela dá poder ao homem para cumpri-los. A palavra Graça aparece 166 vezes na Bíblia e tem um valor inestimável.
Verifique 10 citações da palavra Graça, com referências: Ef 2.8,9; At. 4.33;
18.27; Tt3.7;Rm5.20; 15.15; I Co 15.10; Gl 1.15; Cl 3.16; IITm2.1.
Verificamos três aspectos da revelação de Deus nessa Dispensação:
1. Os Evangelhos, um tratado da revelação de Jesus Cristo, um Deus introduzido no meio dos homens: "Emanuel, Deus Conosco".
2. Revelação através do Espírito Santo: o Guia; o Orientador; o Consolador; o Intercessor; o Fortificador; o Ornamentador da Igreja. "Todos que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus".
3. Revelação pela Palavra Escrita - A Bíblia Sagrada. Nela está a revelação perfeita da vontade de Deus.
Esta mesma Graça atua na formação da Igreja desde a fundação do mundo e já existia na mente de Deus:
1. Eleita por Deus desde a fundação do Mundo, Ef 1.4,5;
2. No AT, os Profetas falaram dela;
3. Personagens que simbolizaram a vida e a ação da Igreja (Enoque, Rebeca, Azenate, etc.);
4. Organização espiritual da Igreja, Mt 16.16;
5. Data de inauguração: Dia de Pentecostes, At 2;
A Igreja, uma representação do Corpo de Cristo aqui na Terra. Suas funções, seu trabalho e suas obrigações'.
1. Em relação a ela mesma "Comunhão", At 2.42;
2. Em relação ao mundo "Evangelização", Mc 16.15;
3. Em relação a Deus "Adoração".
Toda e qualquer tarefa da Igreja depende exclusivamente da Graça. Ela é quem nos encoraja no sentido de cumprirmos nossa tarefa como Igreja que também é um Luzeiro no Mundo e Sal da Terra.
Tenho me preocupado muito com a expressão: "Se o sal se tomar insípido para mais nada presta, a não ser para ser pisado pêlos homens".
Que Deus proteja a Igreja!
Seu compromisso para o futuro é o desfecho final do cumprimento das profecias, do fim dos tempos e a Dispensação da Igreja.
Verifique alguns acontecimentos que surgirão :
1. Ressurreição dos crentes;
2. Transformação dos crentes vivos na vinda do Senhor;
3. Arrebatamento;
4. Tribunal de Cristo (compensação);
5. Casamento da Igreja (bodas do Cordeiro);
6. Glorificação da Igreja;
7. E nos fez Reis e Sacerdotes para Deus seu Pai.
QUESTIONÁRIO: QUINTA E SEXTA DISPENSAÇÕES
1) Qual a duração da quinta Dispensação?
2) O que Deus representa quando institui a Páscoa?
3) Qual a representação de Deus na Lei?
4) Qual o tema do livro de Êxodo?
5) Onde Moisés recebeu as tábuas de pedra?
6) Qual a missão da Igreja frente ao mundo?
7) Qual a duração desta Dispensação (Igreja)?
8) Quando termina esta Dispensação?
9) Como se chama o Tribunal em que os crentes hão de comparecer?
10) Apresente dois aspectos do futuro da Igreja.
7. A SÉTIMA DISPENSAÇÃO (MILÊNIO)
ALIANÇA MILÊNICA
O plano redentor de Deus para com o homem termina com o cumprimento dos mil anos de paz sobre a Terra, que serão seguidos do Juízo Final e a volta à eternidade. Jesus Cristo descerá pessoalmente a terra e será REI. Ele denominou esta Dispensação de "Regeneração", Mt 19.28; é também chamada de "Tempo de_ Restauração", At 3.20,21.
A juntura destes "Séculos", presente e vindouro, forma um nítido exemplo de sobreposição das Dispensações, isto é, às vezes, a um tempo transitório entre um tempo e outro.
Sua duração, o próprio título indica, terá mil anos', seu início se dará com a manifestação (Parousia) de Cristo na segunda etapa de sua segunda vinda a terra, Ap 19.11-21, e findará com a instalação do grande Trono Branco, Ap 20.11-15.
O próprio Cristo voltará literalmente a terra, onde Ele esteve durante 33 anos e pessoalmente reinará sobre a mesma por um espaço de 1.000 anos, e terá ao seu lado a SUA IGREJA. Ela voltará dos céus para onde foi levada no Arrebatamento.
O Plano de Deus para com o mundo é fazer "Convergir" nele (em Cristo), na Dispensação e na plenitude dos tempos, Ef 1.10.
Havendo efetuado a redenção dos homens pelo seu sangue derramado na cruz, e Deus no século vindouro mostrará a suprema riqueza de sua graça.
A dupla revelação do Milênio será feita:
l. Pela presença pessoal de Jesus Cristo, que se sentará no trono de Davi, Lc 1.32,33;
2. O Sermão do Monte, pregado por Jesus no início de seu ministério terreno, Mt 5.6,7, é uma legislação que se tomará plena como plataforma do reino milenial. Ela será a Pedra Angular das atividades do Rei durante o Milênio. O Governo será um regime teocrático, isto é. Governo Pessoal de Deus, Is 52.7; Lc l .33; Dn 7.13.
A SEDE DO GOVERNO
A capital do mundo não será Washington, Londres, Tóquio e nem Paris, mas, sim, Jerusalém, a desprezada cidade tantas vezes pisada pêlos exércitos invasores. Ela será totalmente restaurada, vindo a realizar-se a visão do salmista que disse:
"Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus. Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte de Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei. Nos palácios dela. Deus se faz conhecer como alto refúgio '\ SI 48.1-3; Is 2.2-4.
A BÍBLIA NO SEU TRANSCURSO MILENIAL
1. Será um reino literal e universal, Dn 2.34,35;
2. Jerusalém será a capital do reino, Jr 3.27; Is 24.23; Ez 48;
3. Os animais serão dóceis. Is 11.6-9; 65.25; Os 2.18;
4. Época de justiça e paz. Is 9.6,7; 11.4; Zc 9.10; SI 96.13;
5. A terra ficará mais fértil, Is 35. l; Am 9.3,6;
6. O prolongamento da vida humana. Is 65.20,22; Zc 8.4,5;
7. Satanás será amarrado, Ap 20.20,22,23.
Haverá duas classes de pessoas:
1. Glorificados e
2. Não-glorifícados.
Os glorificados são os crentes do AT e NT e os do período da Grande Tribulação e as não-glorificados são os judeus sobreviventes da Grande Tribulação, gentios remanescentes das nações e os nascidos no Milênio.
A cena final e a justificação do grande Trono Branco, quando comparecerão diante do Cordeiro e Rei todos os mortos de todas as épocas, ainda não ressuscitados. Esta é a Segunda Ressurreição.
O julgamento iniciará por ocasião da abertura dos livros de Deus, Ap 20.12:
7. Cada pessoa serei julgada',
2. Os inimigos do Rei serão punidos',
3. Os inimigos espirituais do Rei serão julgados: Satanás; o Anticristo; o Falso Profeta; os demônios; o Inferno e a morte.
Cristo colocará sob seus pés todos os seus inimigos, I Co 15.24,25. A Ele, toda honra, glória e louvor para sempre. Amém!
Caro Aluno, gostaria de ter tempo suficiente para estudarmos juntos, pois este é um assunto de grande importância para nossa vida espiritual!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Dominio Romano
11. O Domínio Romano
11.1. A “Pax Romana” chega a Jerusalém
11.1.1. Da Intervenção de Pompeu a Herodes Magno
Nos anos seguintes à interferência de Pompeu (63 a.C.) há paz na Palestina. Porém, em Roma as coisas se complicam. De 69 a 62 a.C. Roma é governada pelo triunvirato Crasso, Pompeu e César. Depois, enquanto César luta nas Gálias, governam os cônsules Crasso e Pompeu (55-54 a.C.), mas Crasso é derrotado em 53 a.C. pelos partos, ficando somente Pompeu como cônsul (51-49 a.C.). Entretanto, chega César, toma a Itália e a Espanha, confronta-se com Pompeu, que é finalmente vencido em Farsália, na Grécia, no ano 48 a.C. No Egito, um pouco mais tarde, Pompeu é assassinado.
César nomeia Cleópatra VII, a famosa herdeira dos Ptolomeus, rainha do Egito e, nesta luta pelo controle do Egito, recebe apoio de Hircano II que lhe envia tropas comandadas por Antípater. São estas tropas que conquistam Pelúsio, no delta do Nilo, para César.
Quando, em 47 a.C., César chega à Síria, como prêmio, dá a Hircano II o título de etnarca (governador de um grupo racial com o seu território) da Judéia, confirmando-o também no cargo de sumo sacerdote. Antípater recebe a cidadania romana e é nomeado prefeito ou procônsul da Judéia, enquanto seus dois filhos Fasael e Herodes são nomeados respectivamente estrategos de Jerusalém e da Galiléia.
César é assassinado em meados de março de 44 a.C., e Roma volta a ser governada por triúnviros: Antônio, Otaviano e Lépido.
Como era Roma nesta época? Veja aqui!
Entretanto, as intrigas palestinenses continuam: Antípater é envenenado em 43 a.C. pelo copeiro de Hircano II. Em 41 a.C. Antônio nomeia Herodes e Fasael etnarcas, enquanto Hircano II permanece apenas como sumo sacerdote.
Devido à fraqueza do controle romano na província da Síria, esta é invadida, em 40 a.C., pelos partos, descendentes do antigo império persa. Os partos colocam Antígono, filho de Aristóbulo II, como sumo sacerdote e rei na Judéia (40-37 a.C.).
Antígono corta as orelhas de Hircano II, seu tio, incapacitando-o, assim, para o cargo de sumo sacerdote (cf. Lv 21,17-23). Fasael se suicida. Herodes foge para Roma e no final do ano 40 a.C. e nomeado, pelo Senado romano, rei da Judéia, com uma única condição: terá que conquistar seu reino.
Roma e suas Sete Colinas
Em 37 a.C. Herodes torna-se o senhor da Palestina. Casa-se com Mariana I, parente de Aristóbulo II e Hircano II, entrando definitivamente para a família asmonéia.
Herodes Magno governa o povo judeu durante 34 anos (37-4 a.C.).
Herodes se equilibra no delicado jogo do poder porque sabe ser servil a Roma. Primeiro apóia Antônio, mas quando este é vencido por Otaviano na famosa batalha naval de Áccio, no ano 31 a.C., Herodes vai imediatamente visitar o vencedor, que está na ilha de Rodes, e, em gesto teatral, depõe a coroa a seus pés.
Resultado: volta para casa reconfirmado rei por Otaviano e ainda consegue favores: como o engrandecimento de território, a exoneração de tributo a Roma, a isenção de tropas de ocupação, a autonomia interior para as finanças, a justiça e o exército.
Herodes luta com decisão para consolidar o seu poder. Isto significa, antes de mais nada, que ele elimina, através de assassinatos e intrigas várias, adversários seus, inclusive alguns membros de sua família - como esposa e filhos.
Consolidado o poder, constrói obras grandiosas na Judéia. Templos, teatros, hipódromos, ginásios, termas, cidades, fortalezas, fontes. Reconstrói totalmente o Templo de Jerusalém, a partir do inverno de 20-19 a.C.
Reconstrói Samaria, dando-lhe o nome de Sebaste, feminino grego de Augusto, em homenagem ao Imperador romano; constrói um importante porto, Cesaréia Marítima; Mambré, lugar sagrado ligado a Abraão, recebe uma grande construção que o valoriza; fortalezas são reedificadas ou totalmente construídas como Alexandrium, Heródion, Massada, Maqueronte, Hircania etc. Jericó é embelezada e torna-se sua residência favorita.
Observemos os nomes de suas construções, reveladores de seu espírito político:
Sebaste (Samaria), em homenagem a Augusto
Cesaréia (Marítima), em homenagem a César Augusto
Antipátrida, em homenagem a seu pai Antípater
Fasélida, em homenagem a seu irmão Fasael
Cipros, em homenagem a sua mãe
Heródion, em homenagem a si mesmo
fortaleza Antônia (em Jerusalém), em homenagem a Marco Antônio.
Valorizando o culto, Herodes Magno ganha para si o povo. Construindo fortalezas, controla possíveis revoltas. Matando seus inimigos, seleciona seus herdeiros. Apoiando a cultura helenística, aparece diante do mundo. Servindo fielmente a Roma, conserva-se no poder...
Entretanto, Herodes não tem legitimidade judaica, pois descende de idumeus e sua mãe é descendente de árabe. Assim, por ser estrangeiro, não tem para com os judeus nenhuma relação de reciprocidade e sua legitimidade se funda na própria estrutura do poder exercido[1].
Quando vence os seguidores de Antígono, Herodes constrói uma estrutura de poder independente da tradição judaica:
o
nomeia o sumo sacerdote do Templo: destitui os Asmoneus e nomeia um sacerdote da família sacerdotal babilônica e, mais tarde, da alexandrina
o
exige de seus súditos um juramento que obriga a pessoa a obedecer às suas ordens em oposição às normas tradicionais; se a pessoa recusar o juramento, é perseguida
o
interfere na justiça do Sinédrio
o
manda vender os assaltantes e os revolucionários políticos capturados como escravos no exterior, sem direito a resgate
o
a venda à escravidão e a execução pessoal (a morte) tornam-se normas comuns do arrendamento estatal.
Mas, se ele viola assim a tradição, como consegue legitimidade?
A estrutura de poder do Estado sob Herodes é bem diferente da estrutura da época dos Macabeus:
o
o rei é legitimado como pessoa e não por descendência
o
o poderio não se orienta pela tradição, mas pela aplicação do direito pelo senhor
o
o direito à terra é transmitido pela distribuição: o dominador a dá ao usuário: é a "assignatio"
o
a base filosófica helenística é que legitima o poder do rei, quando diz que o rei é "lei viva" (émpsychos nómos), em oposição à lei codificada, ou seja: o rei é a fonte da lei, porque ele é regido pelo "nous": o rei tem função salvadora e, por isso, dá aos seus súditos uma ordem racional, através das normas do Estado. "O rei em sua pessoa é a continuação do seu reino e o salvador de seus súditos", diz H. G. Kippenberg[2].
o
o poder militar de Herodes se baseia em mercenários estrangeiros que ficam em fortalezas ou em terras dadas aos mercenários (cleruquias) por ele (terras no vale de Jezrael), e nas cidades não-judaicas por ele fundadas, a cujos cidadãos ele dá como posse o território que as rodeia, com os camponeses dentro!
Seus herdeiros: Arquelau, Herodes Antipas e Felipe.
11.1. A “Pax Romana” chega a Jerusalém
11.1.1. Da Intervenção de Pompeu a Herodes Magno
Nos anos seguintes à interferência de Pompeu (63 a.C.) há paz na Palestina. Porém, em Roma as coisas se complicam. De 69 a 62 a.C. Roma é governada pelo triunvirato Crasso, Pompeu e César. Depois, enquanto César luta nas Gálias, governam os cônsules Crasso e Pompeu (55-54 a.C.), mas Crasso é derrotado em 53 a.C. pelos partos, ficando somente Pompeu como cônsul (51-49 a.C.). Entretanto, chega César, toma a Itália e a Espanha, confronta-se com Pompeu, que é finalmente vencido em Farsália, na Grécia, no ano 48 a.C. No Egito, um pouco mais tarde, Pompeu é assassinado.
César nomeia Cleópatra VII, a famosa herdeira dos Ptolomeus, rainha do Egito e, nesta luta pelo controle do Egito, recebe apoio de Hircano II que lhe envia tropas comandadas por Antípater. São estas tropas que conquistam Pelúsio, no delta do Nilo, para César.
Quando, em 47 a.C., César chega à Síria, como prêmio, dá a Hircano II o título de etnarca (governador de um grupo racial com o seu território) da Judéia, confirmando-o também no cargo de sumo sacerdote. Antípater recebe a cidadania romana e é nomeado prefeito ou procônsul da Judéia, enquanto seus dois filhos Fasael e Herodes são nomeados respectivamente estrategos de Jerusalém e da Galiléia.
César é assassinado em meados de março de 44 a.C., e Roma volta a ser governada por triúnviros: Antônio, Otaviano e Lépido.
Como era Roma nesta época? Veja aqui!
Entretanto, as intrigas palestinenses continuam: Antípater é envenenado em 43 a.C. pelo copeiro de Hircano II. Em 41 a.C. Antônio nomeia Herodes e Fasael etnarcas, enquanto Hircano II permanece apenas como sumo sacerdote.
Devido à fraqueza do controle romano na província da Síria, esta é invadida, em 40 a.C., pelos partos, descendentes do antigo império persa. Os partos colocam Antígono, filho de Aristóbulo II, como sumo sacerdote e rei na Judéia (40-37 a.C.).
Antígono corta as orelhas de Hircano II, seu tio, incapacitando-o, assim, para o cargo de sumo sacerdote (cf. Lv 21,17-23). Fasael se suicida. Herodes foge para Roma e no final do ano 40 a.C. e nomeado, pelo Senado romano, rei da Judéia, com uma única condição: terá que conquistar seu reino.
Roma e suas Sete Colinas
Em 37 a.C. Herodes torna-se o senhor da Palestina. Casa-se com Mariana I, parente de Aristóbulo II e Hircano II, entrando definitivamente para a família asmonéia.
Herodes Magno governa o povo judeu durante 34 anos (37-4 a.C.).
Herodes se equilibra no delicado jogo do poder porque sabe ser servil a Roma. Primeiro apóia Antônio, mas quando este é vencido por Otaviano na famosa batalha naval de Áccio, no ano 31 a.C., Herodes vai imediatamente visitar o vencedor, que está na ilha de Rodes, e, em gesto teatral, depõe a coroa a seus pés.
Resultado: volta para casa reconfirmado rei por Otaviano e ainda consegue favores: como o engrandecimento de território, a exoneração de tributo a Roma, a isenção de tropas de ocupação, a autonomia interior para as finanças, a justiça e o exército.
Herodes luta com decisão para consolidar o seu poder. Isto significa, antes de mais nada, que ele elimina, através de assassinatos e intrigas várias, adversários seus, inclusive alguns membros de sua família - como esposa e filhos.
Consolidado o poder, constrói obras grandiosas na Judéia. Templos, teatros, hipódromos, ginásios, termas, cidades, fortalezas, fontes. Reconstrói totalmente o Templo de Jerusalém, a partir do inverno de 20-19 a.C.
Reconstrói Samaria, dando-lhe o nome de Sebaste, feminino grego de Augusto, em homenagem ao Imperador romano; constrói um importante porto, Cesaréia Marítima; Mambré, lugar sagrado ligado a Abraão, recebe uma grande construção que o valoriza; fortalezas são reedificadas ou totalmente construídas como Alexandrium, Heródion, Massada, Maqueronte, Hircania etc. Jericó é embelezada e torna-se sua residência favorita.
Observemos os nomes de suas construções, reveladores de seu espírito político:
Sebaste (Samaria), em homenagem a Augusto
Cesaréia (Marítima), em homenagem a César Augusto
Antipátrida, em homenagem a seu pai Antípater
Fasélida, em homenagem a seu irmão Fasael
Cipros, em homenagem a sua mãe
Heródion, em homenagem a si mesmo
fortaleza Antônia (em Jerusalém), em homenagem a Marco Antônio.
Valorizando o culto, Herodes Magno ganha para si o povo. Construindo fortalezas, controla possíveis revoltas. Matando seus inimigos, seleciona seus herdeiros. Apoiando a cultura helenística, aparece diante do mundo. Servindo fielmente a Roma, conserva-se no poder...
Entretanto, Herodes não tem legitimidade judaica, pois descende de idumeus e sua mãe é descendente de árabe. Assim, por ser estrangeiro, não tem para com os judeus nenhuma relação de reciprocidade e sua legitimidade se funda na própria estrutura do poder exercido[1].
Quando vence os seguidores de Antígono, Herodes constrói uma estrutura de poder independente da tradição judaica:
o
nomeia o sumo sacerdote do Templo: destitui os Asmoneus e nomeia um sacerdote da família sacerdotal babilônica e, mais tarde, da alexandrina
o
exige de seus súditos um juramento que obriga a pessoa a obedecer às suas ordens em oposição às normas tradicionais; se a pessoa recusar o juramento, é perseguida
o
interfere na justiça do Sinédrio
o
manda vender os assaltantes e os revolucionários políticos capturados como escravos no exterior, sem direito a resgate
o
a venda à escravidão e a execução pessoal (a morte) tornam-se normas comuns do arrendamento estatal.
Mas, se ele viola assim a tradição, como consegue legitimidade?
A estrutura de poder do Estado sob Herodes é bem diferente da estrutura da época dos Macabeus:
o
o rei é legitimado como pessoa e não por descendência
o
o poderio não se orienta pela tradição, mas pela aplicação do direito pelo senhor
o
o direito à terra é transmitido pela distribuição: o dominador a dá ao usuário: é a "assignatio"
o
a base filosófica helenística é que legitima o poder do rei, quando diz que o rei é "lei viva" (émpsychos nómos), em oposição à lei codificada, ou seja: o rei é a fonte da lei, porque ele é regido pelo "nous": o rei tem função salvadora e, por isso, dá aos seus súditos uma ordem racional, através das normas do Estado. "O rei em sua pessoa é a continuação do seu reino e o salvador de seus súditos", diz H. G. Kippenberg[2].
o
o poder militar de Herodes se baseia em mercenários estrangeiros que ficam em fortalezas ou em terras dadas aos mercenários (cleruquias) por ele (terras no vale de Jezrael), e nas cidades não-judaicas por ele fundadas, a cujos cidadãos ele dá como posse o território que as rodeia, com os camponeses dentro!
Seus herdeiros: Arquelau, Herodes Antipas e Felipe.
Noções de Geografia do Antigo Oriente Médio
1. Noções de Geografia do Antigo Oriente Médio
1.1. O Crescente Fértil
Se partirmos do Golfo Pérsico e traçarmos uma meia-lua, passando pelas nascentes dos rios Tigre e Eufrates, colocando a outra ponta na foz do Nilo, no Egito, teremos uma região bastante fértil, onde se desenrolaram os acontecimentos narrados na Bíblia. É a chamada "meia-lua fértil" ou "Crescente Fértil", dentro do qual está também a Palestina.
O Crescente FértilEsta faixa de terra é regada por importantes rios, que condicionavam a vida do oriental antigo. Foram os rios que determinaram o estabelecimento da agricultura, da sedentarização e das rotas comerciais por onde passavam as caravanas que iam desde a Mesopotâmia até o Egito ou a Arábia.
A região é habitada pela raça branca, especialmente semitas e hamitas. No seu conjunto, a raça branca é constituída pelos:
semitas (acádios, amoritas, hebreus, árabes, cananeus, fenícios etc)
hamitas (que habitavam o Egito, a Abissínia e o Magrebe - Marrocos, Argélia e Tunísia atuais)
indo-europeus (eslavos, gregos, itálicos, celtas, iranianos etc)
fineses.
As línguas semíticas constituem um ramo da grande família das línguas afro-asiáticas, anteriormente chamada camito-semítica. A família afro-asiática compreende seis ramos: semítico, egípcio, berbere, cuxita, homótico e chádico.
A família das línguas semíticas é bem antiga, documentada desde a metade do terceiro milênio a.C. com o acádico e o eblaíta, até os dias atuais com o árabe, o amárico e o hebraico.
Nos três quadros a seguir pode-se ver um panorama simplificado das principais línguas semíticas[1].
As Línguas Semíticas
O Siro-Palestinense
O Cananeu
Algumas características das línguas semíticas:
A estrutura gramatical:
grande número de guturais muito especiais, mormente na vocalização
raízes ternárias
verbos com apenas dois tempos
dois gêneros
casos oblíquos, pronomes possessivos e objeto pronominal do verbo são anexados como sufixos
ausência de nomes e verbos compostos
pequeno número de partículas e predominância da coordenação sobre a subordinação.
O vocabulário semítico:
quase nenhum contato com o indo-europeu
semelhanças apenas em palavras onomatopaicas
poucos empréstimos de um grupo lingüístico para o outro.
A escrita semítica:
consonantal
da direita para a esquerda
exceções: escritas da esquerda para a direita são o sabeu, o etíope e o cuneiforme.
1.1. O Crescente Fértil
Se partirmos do Golfo Pérsico e traçarmos uma meia-lua, passando pelas nascentes dos rios Tigre e Eufrates, colocando a outra ponta na foz do Nilo, no Egito, teremos uma região bastante fértil, onde se desenrolaram os acontecimentos narrados na Bíblia. É a chamada "meia-lua fértil" ou "Crescente Fértil", dentro do qual está também a Palestina.
O Crescente FértilEsta faixa de terra é regada por importantes rios, que condicionavam a vida do oriental antigo. Foram os rios que determinaram o estabelecimento da agricultura, da sedentarização e das rotas comerciais por onde passavam as caravanas que iam desde a Mesopotâmia até o Egito ou a Arábia.
A região é habitada pela raça branca, especialmente semitas e hamitas. No seu conjunto, a raça branca é constituída pelos:
semitas (acádios, amoritas, hebreus, árabes, cananeus, fenícios etc)
hamitas (que habitavam o Egito, a Abissínia e o Magrebe - Marrocos, Argélia e Tunísia atuais)
indo-europeus (eslavos, gregos, itálicos, celtas, iranianos etc)
fineses.
As línguas semíticas constituem um ramo da grande família das línguas afro-asiáticas, anteriormente chamada camito-semítica. A família afro-asiática compreende seis ramos: semítico, egípcio, berbere, cuxita, homótico e chádico.
A família das línguas semíticas é bem antiga, documentada desde a metade do terceiro milênio a.C. com o acádico e o eblaíta, até os dias atuais com o árabe, o amárico e o hebraico.
Nos três quadros a seguir pode-se ver um panorama simplificado das principais línguas semíticas[1].
As Línguas Semíticas
O Siro-Palestinense
O Cananeu
Algumas características das línguas semíticas:
A estrutura gramatical:
grande número de guturais muito especiais, mormente na vocalização
raízes ternárias
verbos com apenas dois tempos
dois gêneros
casos oblíquos, pronomes possessivos e objeto pronominal do verbo são anexados como sufixos
ausência de nomes e verbos compostos
pequeno número de partículas e predominância da coordenação sobre a subordinação.
O vocabulário semítico:
quase nenhum contato com o indo-europeu
semelhanças apenas em palavras onomatopaicas
poucos empréstimos de um grupo lingüístico para o outro.
A escrita semítica:
consonantal
da direita para a esquerda
exceções: escritas da esquerda para a direita são o sabeu, o etíope e o cuneiforme.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Shofar - curiosidades sobre
O QUE É SHOFAR ?
Shôphar, shopar = Trombeta, chifre de carneiro. Vocábulo empregado 72 vezes. A palavra é cognata (Palavra que provêm de uma raiz comum) do acadiano shapparu, “ovelha selvagem”, e do árabe sawâfirun, “chifres de carneiro”. No AT sempre se designa o instrumento musical curvo feito de chifre de carneiro. A palavra usual para indicar o chifre de um animal é queren. Esta é usada apenas uma vez em referência a instrumento musical. A palavra yôbel significa basicamente “carneiro” (como também em fenício e árabe), mas no AT designa a um instrumento, sendo também, o nome do ano cujo iníci era assinalado por esse instrumento, o ano do jubileu.
Aparentemente as palavras yôbel e shôphar são permutáveis(cf, e.g., Ex 19:13,16; Js 6:45). Outra palavra qua significa “trombeta” é hatsot râ.
Este último instrumento é um tubo reto, frequentemente feito de metal.
O shofar desempenhou um papel bastante importante na história do AT.
Quando Israel esteve no monte Sinai, era um toque forte de shôphar que servia de sinal para Israel se aproximar. A chegada da lua nova e do ano novo era anunciada por um toque de shôphar (Sl 81: 3,4), e também a chegada do ano de jubileu (Sl 98:6; 150:3).
Era também importante em questões civis e militares. Anunciava um novo rei (1 Rs 1:34; 2 Rs 9:13). Servia para dar ordens de combate (Jz 3:27; 2 Sm 20:1). Foi importante na queda de Jericó (Js 6) e na derrota infligida por Gideão em Mídia (Jz 7).
Com frequência as escrituras mencionam o shôphar num sentido figurado.
O profeta é comparado a uma sentinela que faz soar o alarme de calamidade (Ez 33:3,6; Is 58:1; Jr 6:17).
Você já pensou alguma vez que o shofar é um dos instrumentos mais antigos usados pelo homem ? somente a flauta do pastor chamada ugav, na Bíblia o iguala em idade (de acordo com algumas opiniões). O shofar, porém, é o mesmo que aquele usado há milhares de anos. Durante a história da humanidade foram inventados instrumentos novos, abandonados os velhos e somente nos museus poderemos encontrar uma flauta antiga. Não é digno de admiração que ainda nos apeguemos ao antigo shofar ?
Naturalmente, se você considerar o shofar como um “instrumento musical” não tem grande valor. O shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro.
Mas, para nós, o shofar não é um instrumento “musical”; não é usado por prazer ou divertimento. Longe disto; tem um sentido muito mais profundo. É um chamado para o arrependimento.
O shofar também era tocado quando guerreávamos contra inimigos perigosos. Portanto, o shofar deve servir como um grito de guerra contra o nosso inimigo espiritual, o nosso inimigo interior, impulsos maus e paixões ilicitas.
O shofar foi tocado no ano de Yovel ( Jubileu), anunciando assim a libertação da escravidão e da penúria. O seu som, deve ser também um sinal de quebra das correntes de pecados, de maneira que possamos começar uma nova vida com o coração puro, sintonizado a servir a Deus.
O shofar é feito de um chifre de animal casher (separado). Qualquer chifre pode ser usado para o shofar, exceto vaca ou touro, pois estes chifres são chamados em hebraico de “keren” e não shofar, e também porque seu chifre poderia ser um lembrete do bezerro de ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egito.
Geralmente, e de preferência, o shofar é feito de um chifre de carneiro, em memória do carneiro que foi oferecido em lugar de Isaac, que permitiu-se ser atado e colocado sobre o altar como um sacrifício a Deus.
Deus mandou seu povo fazer uma trombeta, chamada shofar e colocou este shofar nas mãos dos sacerdotes, que ficavam a porta do tabernáculo e do templo, para chamar o povo de Deus a se reunir e a se quebrantar na presença do Senhor para confessar o seu pecado e a celebrar pelas festas o Senhor no meio deles e também se arregimentar para a guerra e convocar o exercito do Senhor sobre a nação de Israel. E nestes dias, Deus esta chamando seu exercito de adoradores, para adora-lo em espírito e em verdade, para a conquista final.
O SHOPHAR É A VOZ DE YAHWEH
A palavra ocorre pela primeira vez em Êxodo 19:16: “Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu”.
A palavra sonido em hebraico é qol, que significa voz. A palavra buzina ou trombeta é shofar. Está escrito em Êxodo 19:19: “E crescendo o sonido (qol) da buzina (shofar) cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz (qol)”. Em Êxodo 20:18 está escrito: “Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina e o monte a fumegar, e o povo vendo isto, estremeceu e pôs-se de longe”.
Isto mostra que o shophar “fala” ou ele representa a “voz” de alguém.
Logicamente o shophar é a voz de Yahweh. O shophar é tocado e a voz de Yahweh é ouvida. Nesta atmosfera extraordinária há manifestações especiais, Moisés recebe os mandamentos, as diversas leis hebraicas e a planta do Tabernáculo. Neste contexto o shophar trouxe à existência a Palavra de Deus, ele é a voz de Yahweh.
Apocalipse 1:10, 11: “ Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e eu vi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: o que vês, escreve-o num livro, e envia-os às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia”. Apocalipse 4:1: “Depois destas coisas olhei, e vi que estava numa porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvi, como que som de trombeta falando comigo, disse: sobe para aqui e te mostrei as coisas que depois destas devem acontecer”. O termo shophar surge também no final da Bíblia como voz de Deus dando comandos à igreja e revelando o futuro da igreja, da humanidade, dos seres espirituais, a história final. O apóstolo João recebe a ordem de registrar tudo. Ele não tem dúvida de que aquela voz, o shophar, era a voz de Deus, conclamando e conduzindo a sua vida e a igreja de Yeshua Hamashiah.
A IMPORTÂNCIA DE SER UM BAAL TEKIÁ
Baal Tekiá significa Shofarista.
Ser um shofarista não é simplesmente tocar uma trombeta feita de chifre de animal. É algo profético, está nas escrituras; assim como pastorado, sacerdócios, profetas, e outros relacionados na Bíblia, porém quando somos chamados para exercer qualquer um destes ministérios é algo muito especial, cada um na sua função, fazendo se cumprir a palavra do Senhor.
Deus te escolheu no ventre de sua mãe, e já estava anunciado o que você seria, qual o seu papel na Terra.
O Eterno nos dias de hoje está dispertando a igreja com relação a seu papel na face da Terra, e isso inclui também a restauração das raizes Bíblicas e Judáicas dentro da igreja.
O uso do shofar faz parte desse despertar e esta sendo restaurado na igreja, mas infelismente à muitos crentes que não estão entendendo a seriedade do uso do shofar e estão usando e tocando de qualquer forma, e desrespeitando toda a tradição e os toques com seus significados proféticos.
Veja esta revelação :
Antigamente, os casamentos eram feitos de forma muito diferente dos dias de hoje. Quando o noivo se interessava pela noiva, o pai dele acertava o casamento junto ao pai da noiva e ficavam aguardando e se preparando para o grande dia do casamento; nem o pai da noiva sabia o dia do casamento, de tempos em tempos o noivo mandava um mensageiro (Amigo) até as terras do pai da noiva e este tocava o shofar,(ele levava mensagens do noivo, como o noivo gosta das coisas) isto se repetia varias vezes para que a noiva se preparasse, se arrumasse, e estivesse aguardando o seu amado, quando o noivo resolvia ele mandava o mensageiro dar o último toque de trombeta, um som longo e agudo, este era o sinal que o noivo estava a caminho; porem, se nao estivesse tudo preparado, se não estivesse do jeito que o noivo gosta e a noiva pronta e limpa simplesmente o noivo partia sem realizar o casamento. Hoje este papel é nosso : o pai do noivo é Deus,o Noivo é Jesus Cristo, a Noiva a Igreja o pai da noiva o Espírito Santo e os mensageiros a geraçao de Shofaristas que esta se levantando nos dias de hoje. Você como um shofarista é a revelação da palavra de Deus, você faz parte disto e pe do apocalipse. Veja então a seriedade que está em suas mãos e procure fazer e estar nesta qualidade de profeta do Senhor, sacerdocio real, se consagre, e busque saber o que deve ser feito e o que você esta fazendo e como esta fazendo as coisas do Senhor.
TIPOS DE TOQUES
Ao iniciar as festas bíblicas, o shofar é tocado diante de todo o povo com o propósito de reuni-los. Na festa de Yom Teruah (Trombetas), o shofar soa com o objetivo de se cumprir o mandamento de escuta-lo.
Os diferentes toque que são emitidos pelo shofar são composto em seqüências. Estas seqüências são as que se utilizam para fazer soar o shofar de maneira linda e chamativa. Quando juntamos os toques, “Tekiá”, “Shevarim” e “Teruah”, obtemos o que chamamos de seqüência. Os diferentes toques são intercalados em diferentes ordens e assim obtemos diferentes seqüências. Estas seqüências podem variar, menos para o Yom Kipur e Yom Teruah, onde as seqüências estão estabelecidas.
Quando o shofar é utilizado em guerra espiritual ou em outras festas bíblicas onde as seqüências não estão definidas nem pré-estabelecidas, uma variação de seqüências é permitida, mas não seus toques. Ou seja, podemos fazer uma seqüência como “Tekiá, Teruah, Tekiá” ou “Tekiá, Shevarim, Tekiá...” podemos variar e intercalar os três toques tal como nos guie o Espírito Santo e assim produzir seqüências proféticas.
O primeiro toque: Tekiá
O primeiro som é o Tekiá, que se caracteriza pela emissão de uma nota longa que anuncia a Majestade do Senhor e Rei de Israel, que tem dado a promessa do Reino e sua recompensa aos justos. O toque “Tekiá” nos traz também uma mensagem e ensino bíblico sobre a separação que houve entre o homem e seu Criador. Lembra-nos o dia que o homem pecou contra Elohim no Éden, onde ocorreu a grande separação. Por isso é um tom longo, tão largo como a separação entre os homens e Elohim. É por isso que o Tanach diz: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Is 55:9
Tekiá: TuUUUUUUUUU’U, tocado por não menos de 9 segundos e não mais de 18 segundos e num só fôlego.
O segundo toque: Teruah
É o segundo som do shofar. Uma combinação de nove sons curtos que convoca-nos a despertar do sono e leva-nos a uma reflexão profunda sobre nossas vidas diante do Senhor. Teruá é como uma voz que nos convida a analisarmos retrospectivamente e ver como estamos em nossa relação com Yeshua e com nosso próximo.
O toque “Teruah” também nos revela o ensino bíblico da dor intensa que sentiu Adonai quando o homem pecou contra Ele. A combinação dos nove sons curtos expressa as lágrimas de Adonai por seu povo ao ser separado pelo pecado.
Teruah: “Tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu” tocado por 9 pequenos sons de uma duração de 1 segundo cada e que deve ser tocado de um fôlego só.
O terceiro toque: “Shevarim”
Este terceiro som do shofar, o Shevarim, é uma série média de três sons que, colocados entre os dois primeiros; expressam o gozo interior em meio às aflições do mundo, confiados que finalmente o Reino dos céus será implantado em toda a terra. Quando Shevarim é tocado, afirmamos nossa fé na volta do Messias. Este toque também manifesta o ensino bíblico do chamado de Adonai para voltarmos para Ele. É um convite pessoal que o Senhor faz a todos, a que voltemos à Sua herança, sua provisão, ao Messias de Israel, a Yeshua.
Shevarim: “TuUUU, TuUUU, TuUUU”, tocado por três sons uniformes, de duração de 3 segundos cada som e que deve ser tocado num só fôlego.
4 – Tekiah Gadol – 1 Tekiá longo ( o grande toque) – Usado para anunciar o juízo de Deus e simboliza também alegria pois o Senhor perdoou nossos pecados e por isso somos livres para adorá-lo !
Agora, te incentivo a que tome o shofar, e guiado pelo Espírito Santo, toque-o lembre-se que quando alguém se levanta para cultuar Elohim e isto faz parte de sua vida diária, o inimigo tratará de opor-se. Porém, hoje Adonai te diz que não deves temer, Ele está contigo e a batalha é dEle.
“TOCAI A TROMBETA EM SIÃO E DAÍ VOZ DE REBATE NO MEU SANTO MONTE”
Assim se inicia o capítulo 2 de Joel, com uma ordem direta do Senhor;
Este toque da trombeta é o som de manobras militares. Em números 10:9, está escrito: “Quando, na vossa terra, sairdes a pelejar contra os opressores que vos apertam, também tocareis as trombetas a “rebate”. A rebate, é a maneira de soar a trombeta com um som inesperado, seu som é rebatido – um som trêmulo, repicado – este é o toque da trombeta para o povo de Deus se arregimentar para a guerra.
AS TROMBETAS
“Disse mais o Senhor a Moisés: Faze duas trombetas de prata; de obra batida as farás; servir-te-ão para convocardes a congregação e para a partida dos arraiais”.(Nm. 10:1, 2).
Estas trombetas seriam usadas para chamar o povo de Deus a se reunir. Paulo escrevendo para Coríntios disse “se a trombeta der o som incerto, quem se preparará para a batalha?” (I Co 14:8). O Toque das trombetas deve ter o sonido correto para que não haja duvida quanto ao seu comando.
O CHAMADO
Às vezes as pessoas se preocupam em como estão as outras pessoas; mas esquecem de se analisar de ver se realmente tem feito aquilo que o noivo tem mandado, nos preocupamos em "ver" os erros dos outros de acusar de medir, mas não estamos voltados para Deus. O que Deus fez por mim, o que faço para ele? Que preço deve pagar para o ministério, qual ministério? Devo agradar ao pastor? Devo ser um destaque em minha igreja? Ou será, quero ser destaque aos olhos do pai, quero mover o coração de Deus, quero ser orgulho para o meu Pai!
Deixa-me esclarecer algo:
Você é o shofar de Deus!
O Shofar é um instrumento que potencializa o som, mas, para que isso aconteça deve passar por uma série de etapas e que nós também passamos vamos ver:
O shofar é parte de um animal (É o chifre), para o termos, este animal deve morrer.
O Ser Humano é um animal, para ter comunhão com Deus nós temos que morrer para as coisas do mundo.
Para sair o som, não deve ter nenhum tipo de carne, cartilagem ou qualquer outra substância dentro do shofar, deve ser limpa totalmente e só assim atingirá a total potência que ele pode oferecer.
Para sair o verdadeiro som de nossas bocas que agrada a Deus, não devemos ter nenhum tipo de contaminação com a carne dentro do nosso coração, e então será automática a nossa relação com Deus, um relacionamento direto não há nada que interfira este contato com o pai.
O POSICIONAMENTO
Mas isto não é tão fácil assim, não é da boca para fora!
Ser um servo fiel não é nada fácil, quando realmente queremos fazer a vontade de Deus e não a do mundo, temos que nos separar realmente de tudo o que não é de Deus.
Tudo o que não fala de Deus é do diabo!
Por isso temos que nos posicionar e lançar fora tudo o que agrada a nossa carne.
Devemos buscar um outro nível de intimidade com o Pai!
Às vezes estamos tão cheios de compromissos, de confortos etc... Que não temos tempo para buscar mais de Deus, é como se estivéssemos em um almoço e a mesa repleta de coisas no faz comer de tudo, quando chega a hora de jantar, tem outra mesa com muito mais comida do que o almoço, porém por ainda estarmos cheios não sentimos vontade de comer, ou comemos apenas um pouco do que temos, não há como querer mais, pois estamos cheios...
Às vezes estamos tão cheios de confortos e de coisas do mundo que não temos tempo para ouvir a Deus.
Quando Deus pede para fazer um jejum, um voto de santificação, pede para orar de madrugada, interceder, orar por alguém na rua ou fazer uma visita etc... Ele não está preocupado em te tirar da área de conforto, mas para ver a nossa fidelidade.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS SOBRE O SHOFAR / ONDE TOCAR
Algumas passagens Bíblicas que nos fala sobre o significado profético do shofar:
Ex 19:16 e 20:18 = O shofar faz o povo tremer de temor do Senhor;
Ex 19:19 = O Senhor responde as orações
Lv 23:24 = O shofar lembra do descanso e faz Santa Convocação;
Nm 10:1-10 = É ordenado o Sacerdote tocar o shofar em Santas Convocações, convocações para guerrear contra os inimigos e para o dia de nossas alegrias, dia de solenidades e sobre sacrifícios;
Js 6:8-9 = O shofar é tocado constantemente na batalha e diante da Arca do Senhor que simbolicamente representa a presença do Senhor Eterno de Israel;
Js 6:16 e 20 = O shofar precede o grito como clamor profético;
Jz 3:27 = O shofar era tocado para iniciar jornadas;
Jz 6:34 = Gideão tocou o shofar após ser revestido pelo Espírito do Senhor;
Jz 7:8, 20,22 = O shofar foi tocado pela corporação do Senhor que clamava a espada do Senhor e o clamor foi ouvido;
I Sm 13:3 = O shofar era tocado para chamar a atenção do povo;
II Sm 2:28 e 18:16 = O shofar era tocado para cessar a guerra
I Rs 1:34 = O shofar é tocado ao ungir um Rei para Israel ou Unção para Liderança;
II Rs 11:14 = O shofar era tocado para destronar os Reis fracos;
I Cr 13: 8 = O shofar era tocado em momentos de alegria e grande celebrações;
Sl 47:5 = O Senhor ascende ao som do shofar;
II Cr 29:26, 28 – Sl 150:3 – Sl 98:6 – II Sm 6:15 – Is 27:13 = Instrumento Sacerdotal de Louvor e Adoração ao Eterno de Israel;
II Cr 5:13 = O shofar era tocado e a Nuvem que é a Glória do Senhor enchia a Casa do Senhor;
II Cr 13:14 = O Shofar era tocado durante a guerra;
Jr 4:19 = O shofar anuncia a guerra;
Jr 6:17 = Um som para os Atalaias;
Jr 42: 13,14 = Um som para os rebeldes;
Jl 2:1 = O shofar é tocado para anunciar o dia do Senhor;
Jl 2: 15 = O shofar era tocado para conclamar o povo a santificar um jejum ao Senhor e convocar uma assembléia Solene;
Zc 9:14 = O Senhor mesmo fará soar o Shofar;
Mt 24:31 = O Senhor envia seus anjos com Clamor de shofar;
Ap 8:6 = O shofar é tocado por Hostes Angelicais;
I Co 15:52 = O shofar soará e os mortos ressuscitarão;
I Ts 4:16 = O Senhor descerá do céu com som do shofar;
Ap 1:10 e 4:1 = O shofar é como a voz do Senhor
O RECONHECIMENTO
Temos que saber que ser um Ba`al Tekiah não é brincadeira ! Como estudamos acima a palavra nos afirma que o som do shofar é como a voz de Deus (Ap 1:10 e 4:1), e que o toque faz o povo tremer! e santificar um jejum e convocar os Santos para a guerra contra os inimigos !
Com isso podemos saber que acontece algo tremendo no mundo Espiritual e Físico quando tocamos o shofar.
O Shofar não é um instrumento mais santo que os outros, porque santos são apenas aqueles que se tornarem “templos” do Espírito Santo, homens e mulheres salvos por Jesus. Santos somos nós, que temos uma experiência pessoal com o Senhor e nos tornamos cada dia mais separados do padrão do mundo (Rm 12.1 e 2), cada dia mais parecidos com Jesus!
O Shofar, assim como muitos instrumentos dados por Deus, têm um timbre específico que anuncia nas regiões celestes, uma mensagem precisa.
As palmas declaram “Tu és bom!”;
O som dos “aleluias” declara, Louvado seja o Eterno!”
Os pandeiros anunciam alegria;
Os tambores declaram guerra e festa;
O Shofar anuncia a intervenção divina...
MINHA EXPERIÊNCIA
Logo, quando vim para a Igreja que congrego hoje Deus me deu uma visão;
Em um culto poderoso Deus me mostrou: um homem, cabelos grisalhos, cabelos e barba longos, um manto sobre os seus ombros, este manto era como o céu cheio de estrelas, ele estava sobre um vale e tocava um shofar sobre a cidade que se encontrava naquele vale; após alguns meses fui em um seminário e derrepente aquele homem que tinha aparecido na visão passa por mim, confesso que fiquei assustado. Então me voltei para uma das pastoras da igreja e comentei o que estava acontecendo, ela então me orientou a ir falar com aquele homem. Quando falei a ele sobre a visão ele muito se alegrou e me informou que ele é pastor e que tinha um chamado profético e que como Deus havia revelado a cidade que ele morava era um vale cercado de montes, onde ele subia para tocar o seu shofar sobre a cidade, e que também tinha um manto de pele de animal que se misturava com a barba e o cabelo e que aquela visão estava confirmando o chamado dele. Então lhe contei sobre o meu desejo de comprar um shofar; ele me orientou a não comprar, pois se realmente fosse o ministério que Deus estava colocando em minhas mãos o shofar iria chegar até elas. Fui embora e confesso que meio desanimado, pois nós como homens duvidamos do que Deus pode fazer, só pensava que era um instrumento caro e difícil de ter acesso. Mas com o passar dos dias o Senhor foi tirando este tipo de visão e mostrou-me que eu era o shofar e que ele quer me usar como tal. Então deixei de lado o desejo material de ter este instrumento e comecei a buscar o lado espiritual deste chamado. Então durante um evento de adoração em minha igreja no encerramento o meu pastor reconheceu o meu chamado e entregou em minhas mãos o shofar que ele havia comprado.
Se você sente que tem este chamado, confie no Senhor e peça para Ele te usar como o shofar na Terra. Busque espiritualmente esta condição e veja o que Deus vai fazer em tua vida.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS GERAIS
Levítico 23:24
Levítico 25:9
Números 10:2
Números 10:8
Números 10:9
Números 10:10
Números 29:1
Números 31:6
I Samuel 13:3
II Samuel 6:15
II Samuel 15:10
I Reis 1:34
I Reis 1:39
I Reis 1:41
II Reis 11:14
II Reis 12:13
I Crônicas 13:8
I Crônicas 15:24
I Crônicas 15:28
I Crônicas 16:6
I Crônicas 16:42
II Crônicas 5:12
II Crônicas 5:13
II Crônicas 7:6
II Crônicas 13:12
II Crônicas 13:14
II Crônicas 15:14
II Crônicas 20:28
II Crônicas 23:13
II Crônicas 29:26
II Crônicas 29:27
II Crônicas 29:28
Esdras 3:10
Neemias 4:18
Neemias 12:35
Neemias 12:41
Salmos 47:5
Salmos 81:3
Salmos 98:6
Salmos 150:3
Isaías 18:3
Isaías 27:13
Isaías 58:1
Jeremias 4:5
Jeremias 4:19
Jeremias 4:21
Jeremias 6:17
Jeremias 42:14
Ezequiel 7:14
Ezequiel 33:3
Ezequiel 33:4
Ezequiel 33:4
Ezequiel 33:5
Ezequiel 33:6
Oséias 5:8
Oséias 8:1
Joel 2:1
Joel 2:15
Amós 2:2
Amós 3:6
Sofonias 1:16
Zacarias 9:14
Mateus 6:2
Mateus 24:31
I Coríntios 14:8
I Coríntios 15:52
I Tessalonicenses 4:16
Hebreus 12:19
Apocalipse 1:10
Apocalipse 4:1
Apocalipse 8:2
Apocalipse 8:6
Apocalipse 8:7
Apocalipse 8:8
Apocalipse 8:10
Apocalipse 8:12
Apocalipse 8:13
Apocalipse 9:1
Apocalipse 9:13
Apocalipse 9:14
Apocalipse 10
ESTA APOSTILA É PRODUTO DE VÁRIOS ESTUDOS, CONTEÚDO RETIRADO DE VÁRIOS SITES DA INTERNET E TAMBÉM COMENTÁRIOS E REVELAÇÕES PESSOAIS.
AGRADEÇO A DEUS POR SUA INFINITA MISERICÓRDIA, POR TER ME DADO A OPORTUNIDADE DE VIVER ESTE MINISTÉRIO. AO PASTOR ANDERSON (TÉ) E PASTORA MICHELE PELA ADORAÇÃO QUE O SENHOR NOSSO DEUS COLOCOU EM SUAS VIDAS, E POR TER RECONHECIDO ESTE CHAMADO EM MINHA VIDA.
DEUS SEJA LOUVADO!
Marcio de Lara França
marcioshofar@hotmail.com.br
Shôphar, shopar = Trombeta, chifre de carneiro. Vocábulo empregado 72 vezes. A palavra é cognata (Palavra que provêm de uma raiz comum) do acadiano shapparu, “ovelha selvagem”, e do árabe sawâfirun, “chifres de carneiro”. No AT sempre se designa o instrumento musical curvo feito de chifre de carneiro. A palavra usual para indicar o chifre de um animal é queren. Esta é usada apenas uma vez em referência a instrumento musical. A palavra yôbel significa basicamente “carneiro” (como também em fenício e árabe), mas no AT designa a um instrumento, sendo também, o nome do ano cujo iníci era assinalado por esse instrumento, o ano do jubileu.
Aparentemente as palavras yôbel e shôphar são permutáveis(cf, e.g., Ex 19:13,16; Js 6:45). Outra palavra qua significa “trombeta” é hatsot râ.
Este último instrumento é um tubo reto, frequentemente feito de metal.
O shofar desempenhou um papel bastante importante na história do AT.
Quando Israel esteve no monte Sinai, era um toque forte de shôphar que servia de sinal para Israel se aproximar. A chegada da lua nova e do ano novo era anunciada por um toque de shôphar (Sl 81: 3,4), e também a chegada do ano de jubileu (Sl 98:6; 150:3).
Era também importante em questões civis e militares. Anunciava um novo rei (1 Rs 1:34; 2 Rs 9:13). Servia para dar ordens de combate (Jz 3:27; 2 Sm 20:1). Foi importante na queda de Jericó (Js 6) e na derrota infligida por Gideão em Mídia (Jz 7).
Com frequência as escrituras mencionam o shôphar num sentido figurado.
O profeta é comparado a uma sentinela que faz soar o alarme de calamidade (Ez 33:3,6; Is 58:1; Jr 6:17).
Você já pensou alguma vez que o shofar é um dos instrumentos mais antigos usados pelo homem ? somente a flauta do pastor chamada ugav, na Bíblia o iguala em idade (de acordo com algumas opiniões). O shofar, porém, é o mesmo que aquele usado há milhares de anos. Durante a história da humanidade foram inventados instrumentos novos, abandonados os velhos e somente nos museus poderemos encontrar uma flauta antiga. Não é digno de admiração que ainda nos apeguemos ao antigo shofar ?
Naturalmente, se você considerar o shofar como um “instrumento musical” não tem grande valor. O shofar não produz sons delicados como o clarim moderno, a trombeta ou outro instrumento de sopro.
Mas, para nós, o shofar não é um instrumento “musical”; não é usado por prazer ou divertimento. Longe disto; tem um sentido muito mais profundo. É um chamado para o arrependimento.
O shofar também era tocado quando guerreávamos contra inimigos perigosos. Portanto, o shofar deve servir como um grito de guerra contra o nosso inimigo espiritual, o nosso inimigo interior, impulsos maus e paixões ilicitas.
O shofar foi tocado no ano de Yovel ( Jubileu), anunciando assim a libertação da escravidão e da penúria. O seu som, deve ser também um sinal de quebra das correntes de pecados, de maneira que possamos começar uma nova vida com o coração puro, sintonizado a servir a Deus.
O shofar é feito de um chifre de animal casher (separado). Qualquer chifre pode ser usado para o shofar, exceto vaca ou touro, pois estes chifres são chamados em hebraico de “keren” e não shofar, e também porque seu chifre poderia ser um lembrete do bezerro de ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egito.
Geralmente, e de preferência, o shofar é feito de um chifre de carneiro, em memória do carneiro que foi oferecido em lugar de Isaac, que permitiu-se ser atado e colocado sobre o altar como um sacrifício a Deus.
Deus mandou seu povo fazer uma trombeta, chamada shofar e colocou este shofar nas mãos dos sacerdotes, que ficavam a porta do tabernáculo e do templo, para chamar o povo de Deus a se reunir e a se quebrantar na presença do Senhor para confessar o seu pecado e a celebrar pelas festas o Senhor no meio deles e também se arregimentar para a guerra e convocar o exercito do Senhor sobre a nação de Israel. E nestes dias, Deus esta chamando seu exercito de adoradores, para adora-lo em espírito e em verdade, para a conquista final.
O SHOPHAR É A VOZ DE YAHWEH
A palavra ocorre pela primeira vez em Êxodo 19:16: “Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu”.
A palavra sonido em hebraico é qol, que significa voz. A palavra buzina ou trombeta é shofar. Está escrito em Êxodo 19:19: “E crescendo o sonido (qol) da buzina (shofar) cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz (qol)”. Em Êxodo 20:18 está escrito: “Ora, todo o povo presenciava os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina e o monte a fumegar, e o povo vendo isto, estremeceu e pôs-se de longe”.
Isto mostra que o shophar “fala” ou ele representa a “voz” de alguém.
Logicamente o shophar é a voz de Yahweh. O shophar é tocado e a voz de Yahweh é ouvida. Nesta atmosfera extraordinária há manifestações especiais, Moisés recebe os mandamentos, as diversas leis hebraicas e a planta do Tabernáculo. Neste contexto o shophar trouxe à existência a Palavra de Deus, ele é a voz de Yahweh.
Apocalipse 1:10, 11: “ Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e eu vi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: o que vês, escreve-o num livro, e envia-os às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia”. Apocalipse 4:1: “Depois destas coisas olhei, e vi que estava numa porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvi, como que som de trombeta falando comigo, disse: sobe para aqui e te mostrei as coisas que depois destas devem acontecer”. O termo shophar surge também no final da Bíblia como voz de Deus dando comandos à igreja e revelando o futuro da igreja, da humanidade, dos seres espirituais, a história final. O apóstolo João recebe a ordem de registrar tudo. Ele não tem dúvida de que aquela voz, o shophar, era a voz de Deus, conclamando e conduzindo a sua vida e a igreja de Yeshua Hamashiah.
A IMPORTÂNCIA DE SER UM BAAL TEKIÁ
Baal Tekiá significa Shofarista.
Ser um shofarista não é simplesmente tocar uma trombeta feita de chifre de animal. É algo profético, está nas escrituras; assim como pastorado, sacerdócios, profetas, e outros relacionados na Bíblia, porém quando somos chamados para exercer qualquer um destes ministérios é algo muito especial, cada um na sua função, fazendo se cumprir a palavra do Senhor.
Deus te escolheu no ventre de sua mãe, e já estava anunciado o que você seria, qual o seu papel na Terra.
O Eterno nos dias de hoje está dispertando a igreja com relação a seu papel na face da Terra, e isso inclui também a restauração das raizes Bíblicas e Judáicas dentro da igreja.
O uso do shofar faz parte desse despertar e esta sendo restaurado na igreja, mas infelismente à muitos crentes que não estão entendendo a seriedade do uso do shofar e estão usando e tocando de qualquer forma, e desrespeitando toda a tradição e os toques com seus significados proféticos.
Veja esta revelação :
Antigamente, os casamentos eram feitos de forma muito diferente dos dias de hoje. Quando o noivo se interessava pela noiva, o pai dele acertava o casamento junto ao pai da noiva e ficavam aguardando e se preparando para o grande dia do casamento; nem o pai da noiva sabia o dia do casamento, de tempos em tempos o noivo mandava um mensageiro (Amigo) até as terras do pai da noiva e este tocava o shofar,(ele levava mensagens do noivo, como o noivo gosta das coisas) isto se repetia varias vezes para que a noiva se preparasse, se arrumasse, e estivesse aguardando o seu amado, quando o noivo resolvia ele mandava o mensageiro dar o último toque de trombeta, um som longo e agudo, este era o sinal que o noivo estava a caminho; porem, se nao estivesse tudo preparado, se não estivesse do jeito que o noivo gosta e a noiva pronta e limpa simplesmente o noivo partia sem realizar o casamento. Hoje este papel é nosso : o pai do noivo é Deus,o Noivo é Jesus Cristo, a Noiva a Igreja o pai da noiva o Espírito Santo e os mensageiros a geraçao de Shofaristas que esta se levantando nos dias de hoje. Você como um shofarista é a revelação da palavra de Deus, você faz parte disto e pe do apocalipse. Veja então a seriedade que está em suas mãos e procure fazer e estar nesta qualidade de profeta do Senhor, sacerdocio real, se consagre, e busque saber o que deve ser feito e o que você esta fazendo e como esta fazendo as coisas do Senhor.
TIPOS DE TOQUES
Ao iniciar as festas bíblicas, o shofar é tocado diante de todo o povo com o propósito de reuni-los. Na festa de Yom Teruah (Trombetas), o shofar soa com o objetivo de se cumprir o mandamento de escuta-lo.
Os diferentes toque que são emitidos pelo shofar são composto em seqüências. Estas seqüências são as que se utilizam para fazer soar o shofar de maneira linda e chamativa. Quando juntamos os toques, “Tekiá”, “Shevarim” e “Teruah”, obtemos o que chamamos de seqüência. Os diferentes toques são intercalados em diferentes ordens e assim obtemos diferentes seqüências. Estas seqüências podem variar, menos para o Yom Kipur e Yom Teruah, onde as seqüências estão estabelecidas.
Quando o shofar é utilizado em guerra espiritual ou em outras festas bíblicas onde as seqüências não estão definidas nem pré-estabelecidas, uma variação de seqüências é permitida, mas não seus toques. Ou seja, podemos fazer uma seqüência como “Tekiá, Teruah, Tekiá” ou “Tekiá, Shevarim, Tekiá...” podemos variar e intercalar os três toques tal como nos guie o Espírito Santo e assim produzir seqüências proféticas.
O primeiro toque: Tekiá
O primeiro som é o Tekiá, que se caracteriza pela emissão de uma nota longa que anuncia a Majestade do Senhor e Rei de Israel, que tem dado a promessa do Reino e sua recompensa aos justos. O toque “Tekiá” nos traz também uma mensagem e ensino bíblico sobre a separação que houve entre o homem e seu Criador. Lembra-nos o dia que o homem pecou contra Elohim no Éden, onde ocorreu a grande separação. Por isso é um tom longo, tão largo como a separação entre os homens e Elohim. É por isso que o Tanach diz: “Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” Is 55:9
Tekiá: TuUUUUUUUUU’U, tocado por não menos de 9 segundos e não mais de 18 segundos e num só fôlego.
O segundo toque: Teruah
É o segundo som do shofar. Uma combinação de nove sons curtos que convoca-nos a despertar do sono e leva-nos a uma reflexão profunda sobre nossas vidas diante do Senhor. Teruá é como uma voz que nos convida a analisarmos retrospectivamente e ver como estamos em nossa relação com Yeshua e com nosso próximo.
O toque “Teruah” também nos revela o ensino bíblico da dor intensa que sentiu Adonai quando o homem pecou contra Ele. A combinação dos nove sons curtos expressa as lágrimas de Adonai por seu povo ao ser separado pelo pecado.
Teruah: “Tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu, tu” tocado por 9 pequenos sons de uma duração de 1 segundo cada e que deve ser tocado de um fôlego só.
O terceiro toque: “Shevarim”
Este terceiro som do shofar, o Shevarim, é uma série média de três sons que, colocados entre os dois primeiros; expressam o gozo interior em meio às aflições do mundo, confiados que finalmente o Reino dos céus será implantado em toda a terra. Quando Shevarim é tocado, afirmamos nossa fé na volta do Messias. Este toque também manifesta o ensino bíblico do chamado de Adonai para voltarmos para Ele. É um convite pessoal que o Senhor faz a todos, a que voltemos à Sua herança, sua provisão, ao Messias de Israel, a Yeshua.
Shevarim: “TuUUU, TuUUU, TuUUU”, tocado por três sons uniformes, de duração de 3 segundos cada som e que deve ser tocado num só fôlego.
4 – Tekiah Gadol – 1 Tekiá longo ( o grande toque) – Usado para anunciar o juízo de Deus e simboliza também alegria pois o Senhor perdoou nossos pecados e por isso somos livres para adorá-lo !
Agora, te incentivo a que tome o shofar, e guiado pelo Espírito Santo, toque-o lembre-se que quando alguém se levanta para cultuar Elohim e isto faz parte de sua vida diária, o inimigo tratará de opor-se. Porém, hoje Adonai te diz que não deves temer, Ele está contigo e a batalha é dEle.
“TOCAI A TROMBETA EM SIÃO E DAÍ VOZ DE REBATE NO MEU SANTO MONTE”
Assim se inicia o capítulo 2 de Joel, com uma ordem direta do Senhor;
Este toque da trombeta é o som de manobras militares. Em números 10:9, está escrito: “Quando, na vossa terra, sairdes a pelejar contra os opressores que vos apertam, também tocareis as trombetas a “rebate”. A rebate, é a maneira de soar a trombeta com um som inesperado, seu som é rebatido – um som trêmulo, repicado – este é o toque da trombeta para o povo de Deus se arregimentar para a guerra.
AS TROMBETAS
“Disse mais o Senhor a Moisés: Faze duas trombetas de prata; de obra batida as farás; servir-te-ão para convocardes a congregação e para a partida dos arraiais”.(Nm. 10:1, 2).
Estas trombetas seriam usadas para chamar o povo de Deus a se reunir. Paulo escrevendo para Coríntios disse “se a trombeta der o som incerto, quem se preparará para a batalha?” (I Co 14:8). O Toque das trombetas deve ter o sonido correto para que não haja duvida quanto ao seu comando.
O CHAMADO
Às vezes as pessoas se preocupam em como estão as outras pessoas; mas esquecem de se analisar de ver se realmente tem feito aquilo que o noivo tem mandado, nos preocupamos em "ver" os erros dos outros de acusar de medir, mas não estamos voltados para Deus. O que Deus fez por mim, o que faço para ele? Que preço deve pagar para o ministério, qual ministério? Devo agradar ao pastor? Devo ser um destaque em minha igreja? Ou será, quero ser destaque aos olhos do pai, quero mover o coração de Deus, quero ser orgulho para o meu Pai!
Deixa-me esclarecer algo:
Você é o shofar de Deus!
O Shofar é um instrumento que potencializa o som, mas, para que isso aconteça deve passar por uma série de etapas e que nós também passamos vamos ver:
O shofar é parte de um animal (É o chifre), para o termos, este animal deve morrer.
O Ser Humano é um animal, para ter comunhão com Deus nós temos que morrer para as coisas do mundo.
Para sair o som, não deve ter nenhum tipo de carne, cartilagem ou qualquer outra substância dentro do shofar, deve ser limpa totalmente e só assim atingirá a total potência que ele pode oferecer.
Para sair o verdadeiro som de nossas bocas que agrada a Deus, não devemos ter nenhum tipo de contaminação com a carne dentro do nosso coração, e então será automática a nossa relação com Deus, um relacionamento direto não há nada que interfira este contato com o pai.
O POSICIONAMENTO
Mas isto não é tão fácil assim, não é da boca para fora!
Ser um servo fiel não é nada fácil, quando realmente queremos fazer a vontade de Deus e não a do mundo, temos que nos separar realmente de tudo o que não é de Deus.
Tudo o que não fala de Deus é do diabo!
Por isso temos que nos posicionar e lançar fora tudo o que agrada a nossa carne.
Devemos buscar um outro nível de intimidade com o Pai!
Às vezes estamos tão cheios de compromissos, de confortos etc... Que não temos tempo para buscar mais de Deus, é como se estivéssemos em um almoço e a mesa repleta de coisas no faz comer de tudo, quando chega a hora de jantar, tem outra mesa com muito mais comida do que o almoço, porém por ainda estarmos cheios não sentimos vontade de comer, ou comemos apenas um pouco do que temos, não há como querer mais, pois estamos cheios...
Às vezes estamos tão cheios de confortos e de coisas do mundo que não temos tempo para ouvir a Deus.
Quando Deus pede para fazer um jejum, um voto de santificação, pede para orar de madrugada, interceder, orar por alguém na rua ou fazer uma visita etc... Ele não está preocupado em te tirar da área de conforto, mas para ver a nossa fidelidade.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS SOBRE O SHOFAR / ONDE TOCAR
Algumas passagens Bíblicas que nos fala sobre o significado profético do shofar:
Ex 19:16 e 20:18 = O shofar faz o povo tremer de temor do Senhor;
Ex 19:19 = O Senhor responde as orações
Lv 23:24 = O shofar lembra do descanso e faz Santa Convocação;
Nm 10:1-10 = É ordenado o Sacerdote tocar o shofar em Santas Convocações, convocações para guerrear contra os inimigos e para o dia de nossas alegrias, dia de solenidades e sobre sacrifícios;
Js 6:8-9 = O shofar é tocado constantemente na batalha e diante da Arca do Senhor que simbolicamente representa a presença do Senhor Eterno de Israel;
Js 6:16 e 20 = O shofar precede o grito como clamor profético;
Jz 3:27 = O shofar era tocado para iniciar jornadas;
Jz 6:34 = Gideão tocou o shofar após ser revestido pelo Espírito do Senhor;
Jz 7:8, 20,22 = O shofar foi tocado pela corporação do Senhor que clamava a espada do Senhor e o clamor foi ouvido;
I Sm 13:3 = O shofar era tocado para chamar a atenção do povo;
II Sm 2:28 e 18:16 = O shofar era tocado para cessar a guerra
I Rs 1:34 = O shofar é tocado ao ungir um Rei para Israel ou Unção para Liderança;
II Rs 11:14 = O shofar era tocado para destronar os Reis fracos;
I Cr 13: 8 = O shofar era tocado em momentos de alegria e grande celebrações;
Sl 47:5 = O Senhor ascende ao som do shofar;
II Cr 29:26, 28 – Sl 150:3 – Sl 98:6 – II Sm 6:15 – Is 27:13 = Instrumento Sacerdotal de Louvor e Adoração ao Eterno de Israel;
II Cr 5:13 = O shofar era tocado e a Nuvem que é a Glória do Senhor enchia a Casa do Senhor;
II Cr 13:14 = O Shofar era tocado durante a guerra;
Jr 4:19 = O shofar anuncia a guerra;
Jr 6:17 = Um som para os Atalaias;
Jr 42: 13,14 = Um som para os rebeldes;
Jl 2:1 = O shofar é tocado para anunciar o dia do Senhor;
Jl 2: 15 = O shofar era tocado para conclamar o povo a santificar um jejum ao Senhor e convocar uma assembléia Solene;
Zc 9:14 = O Senhor mesmo fará soar o Shofar;
Mt 24:31 = O Senhor envia seus anjos com Clamor de shofar;
Ap 8:6 = O shofar é tocado por Hostes Angelicais;
I Co 15:52 = O shofar soará e os mortos ressuscitarão;
I Ts 4:16 = O Senhor descerá do céu com som do shofar;
Ap 1:10 e 4:1 = O shofar é como a voz do Senhor
O RECONHECIMENTO
Temos que saber que ser um Ba`al Tekiah não é brincadeira ! Como estudamos acima a palavra nos afirma que o som do shofar é como a voz de Deus (Ap 1:10 e 4:1), e que o toque faz o povo tremer! e santificar um jejum e convocar os Santos para a guerra contra os inimigos !
Com isso podemos saber que acontece algo tremendo no mundo Espiritual e Físico quando tocamos o shofar.
O Shofar não é um instrumento mais santo que os outros, porque santos são apenas aqueles que se tornarem “templos” do Espírito Santo, homens e mulheres salvos por Jesus. Santos somos nós, que temos uma experiência pessoal com o Senhor e nos tornamos cada dia mais separados do padrão do mundo (Rm 12.1 e 2), cada dia mais parecidos com Jesus!
O Shofar, assim como muitos instrumentos dados por Deus, têm um timbre específico que anuncia nas regiões celestes, uma mensagem precisa.
As palmas declaram “Tu és bom!”;
O som dos “aleluias” declara, Louvado seja o Eterno!”
Os pandeiros anunciam alegria;
Os tambores declaram guerra e festa;
O Shofar anuncia a intervenção divina...
MINHA EXPERIÊNCIA
Logo, quando vim para a Igreja que congrego hoje Deus me deu uma visão;
Em um culto poderoso Deus me mostrou: um homem, cabelos grisalhos, cabelos e barba longos, um manto sobre os seus ombros, este manto era como o céu cheio de estrelas, ele estava sobre um vale e tocava um shofar sobre a cidade que se encontrava naquele vale; após alguns meses fui em um seminário e derrepente aquele homem que tinha aparecido na visão passa por mim, confesso que fiquei assustado. Então me voltei para uma das pastoras da igreja e comentei o que estava acontecendo, ela então me orientou a ir falar com aquele homem. Quando falei a ele sobre a visão ele muito se alegrou e me informou que ele é pastor e que tinha um chamado profético e que como Deus havia revelado a cidade que ele morava era um vale cercado de montes, onde ele subia para tocar o seu shofar sobre a cidade, e que também tinha um manto de pele de animal que se misturava com a barba e o cabelo e que aquela visão estava confirmando o chamado dele. Então lhe contei sobre o meu desejo de comprar um shofar; ele me orientou a não comprar, pois se realmente fosse o ministério que Deus estava colocando em minhas mãos o shofar iria chegar até elas. Fui embora e confesso que meio desanimado, pois nós como homens duvidamos do que Deus pode fazer, só pensava que era um instrumento caro e difícil de ter acesso. Mas com o passar dos dias o Senhor foi tirando este tipo de visão e mostrou-me que eu era o shofar e que ele quer me usar como tal. Então deixei de lado o desejo material de ter este instrumento e comecei a buscar o lado espiritual deste chamado. Então durante um evento de adoração em minha igreja no encerramento o meu pastor reconheceu o meu chamado e entregou em minhas mãos o shofar que ele havia comprado.
Se você sente que tem este chamado, confie no Senhor e peça para Ele te usar como o shofar na Terra. Busque espiritualmente esta condição e veja o que Deus vai fazer em tua vida.
REFERÊNCIAS BÍBLICAS GERAIS
Levítico 23:24
Levítico 25:9
Números 10:2
Números 10:8
Números 10:9
Números 10:10
Números 29:1
Números 31:6
I Samuel 13:3
II Samuel 6:15
II Samuel 15:10
I Reis 1:34
I Reis 1:39
I Reis 1:41
II Reis 11:14
II Reis 12:13
I Crônicas 13:8
I Crônicas 15:24
I Crônicas 15:28
I Crônicas 16:6
I Crônicas 16:42
II Crônicas 5:12
II Crônicas 5:13
II Crônicas 7:6
II Crônicas 13:12
II Crônicas 13:14
II Crônicas 15:14
II Crônicas 20:28
II Crônicas 23:13
II Crônicas 29:26
II Crônicas 29:27
II Crônicas 29:28
Esdras 3:10
Neemias 4:18
Neemias 12:35
Neemias 12:41
Salmos 47:5
Salmos 81:3
Salmos 98:6
Salmos 150:3
Isaías 18:3
Isaías 27:13
Isaías 58:1
Jeremias 4:5
Jeremias 4:19
Jeremias 4:21
Jeremias 6:17
Jeremias 42:14
Ezequiel 7:14
Ezequiel 33:3
Ezequiel 33:4
Ezequiel 33:4
Ezequiel 33:5
Ezequiel 33:6
Oséias 5:8
Oséias 8:1
Joel 2:1
Joel 2:15
Amós 2:2
Amós 3:6
Sofonias 1:16
Zacarias 9:14
Mateus 6:2
Mateus 24:31
I Coríntios 14:8
I Coríntios 15:52
I Tessalonicenses 4:16
Hebreus 12:19
Apocalipse 1:10
Apocalipse 4:1
Apocalipse 8:2
Apocalipse 8:6
Apocalipse 8:7
Apocalipse 8:8
Apocalipse 8:10
Apocalipse 8:12
Apocalipse 8:13
Apocalipse 9:1
Apocalipse 9:13
Apocalipse 9:14
Apocalipse 10
ESTA APOSTILA É PRODUTO DE VÁRIOS ESTUDOS, CONTEÚDO RETIRADO DE VÁRIOS SITES DA INTERNET E TAMBÉM COMENTÁRIOS E REVELAÇÕES PESSOAIS.
AGRADEÇO A DEUS POR SUA INFINITA MISERICÓRDIA, POR TER ME DADO A OPORTUNIDADE DE VIVER ESTE MINISTÉRIO. AO PASTOR ANDERSON (TÉ) E PASTORA MICHELE PELA ADORAÇÃO QUE O SENHOR NOSSO DEUS COLOCOU EM SUAS VIDAS, E POR TER RECONHECIDO ESTE CHAMADO EM MINHA VIDA.
DEUS SEJA LOUVADO!
Marcio de Lara França
marcioshofar@hotmail.com.br
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