Este livro tem como tema chave a apresentação de Jesus como o Filho de Deus. O quarto evangelho declara, de forma inequívoca, a finalidade do livro: "Jesus... operou também... muitos outros sinais... Estes, porém, foram escritos para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais vida em seu nome" (29:30, 31). Muito embora o quarto evangelho não mencione de modo definitivo seu
autor, não resta dúvida de que foi João, o amado, quem o escreveu.
O povo hebreu, que esperava seu futuro redentor, necessitava de provas das afirmativas de Jesus de que ele era o Filho de Deus. Milagres e discursos escolhidos de um período de vinte dias no ministério público de Jesus, ministério que durou três anos, confirmam-no dramaticamente como o Cristo, o Filho de Deus. Oito sinais ou maravilhas revelam não só o seu poder, mas atestam sua glória como Portador divino da graça redentora. Jesus é o grande "Eu sou", a única esperança de uma raça que de outra sorte não teria esperança alguma. A água transforma-se em vinho; os mercadores e os animais destinados aos sacrifícios são expulsos do templo; o filho do nobre é curado à distância; o paralítico recebe cura no dia de descanso; a multiplicação dos pães; Jesus anda sobre o mar; o cego de nascença recebe a vista; Lázaro é ressuscitado. Estes milagres revelam quem é Jesus Cristo e o que faz. Progressivamente, João apresenta-o como Fonte da nova vida, a Água da vida e o Pão da vida. Por fim, seus próprios inimigos retrocederam e caíram por terra ante o "Eu sou", que se entrega voluntariamente para sofrer na cruz (18:5, 6). Procurando resgatar o homem do pecado e do juízo, e restaurá-lo à comunhão divina e santa, o Logos eterno faz deste mundo sua residência transitória (1:14). Em virtude de sua graça, o homem caído está capacitado para residir em Deus (14:20) e, finalmente, nas mansões eternas (14:2, 3). Em sua própria pessoa Jesus cumpre o significado das profecias e festas do Antigo Testamento. Por fim, triunfa sobre a própria morte e o túmulo, e deixa a seus seguidores um legado extraordinário para que levem avante esta missão de misericórdia, única na história. Deslocando-se de uma eternidade para outra, o quarto evangelho vincula o destino de judeus e gentios como parte da criação toda à resurreição do Logos encarnado e crucificado. Autor:Somente uma testemunha ocular, do círculo íntimo dos seguidores do Senhor Jesus Cristo (compare 12:16; 13:29) poderia proporcionar-nos determinados pormenores do livro. Além disso, o relato especial e às vezes indireto da participação de João confirmaria sua paternidade literária (1:37-40; 19:26; 20:2, 4, 8; 21:20, 23, 24). Exegetas conservadores colocam sua data depois que foram escritos os outros evangelhos, portanto, entre o ano 69 da nossa era (antes da queda de Jerusalém) e o ano 90.
sábado, 26 de junho de 2010
Os apóstolos
OS APÓSTOLOS
No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens que o acompanhassem em suas viagens. Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de haver ele voltado para o céu. A reputação deles continuaria a influenciar a igreja muito depois de haverem morrido.Por conseguinte, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade. "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolo" (Lc 6.12-13).
A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada por ser o centro de uma parte do estado judaico e conhecida, em realidade, como "Galiléia dos gentios". O próprio Jesus disse: "Tu, Carfanaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno" (Mt 11.23). Não obstante, Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a fé cristã. O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhorio de Jesus.
Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze. Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer "conjeturas razoáveis" sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até ao terceiro e quarto quartéis do século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.
Os doze apóstolos foram:
1) André;
2) Bartolomeu (Natanael);
3) Tiago (Filho de Alfeu);
4) Tiago (Filho de Zebedeu);
5) João;
6) Judas (não o iscariotes);
7) Judas Iscariotes;
8) Mateus;
9) Filipe;
10) Simão Pedro;
11) Simão Zelote;
12) Tomé;
13) Matias (Substituindo a Judas)
Resumo sobre a vida dos Apóstolos:
1) André
No dia seguinte àquele em que João Batista viu o ES descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: "Eis o Cordeiro de Deus" (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: "Rabi, onde assistes?" Jesus levou-os à casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: "Achamos o Messias..." (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.
André é tradução do grego Andreas, que significa "varonil". Outras pistas do Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.
André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.
André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.
Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de "X", símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.
2) Bartolomeu (Natanael)
Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.
A palavra aramaica bar significa "filho", por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, "filho de Talmai". A Bíblia não identifica quem foi Talmai.
Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de "israelita em quem não há dolo" (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.
3) Tiago - Filho de Alfeu
Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como "Tiago, o Menor", mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.
4) Tiago - Filho de Zebedeu
Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes" (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de "Tiago e João". Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como "Tiago, irmão de João" (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de "filhos do trovão" (Mc 3.17).
A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. "Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava" (At 12.24).
As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.
5) João
Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.
Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).
Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era " conhecido do sumo sacerdote". Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).
Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.
Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento
6) Judas - Não o Iscariotes
João refere-se a um dos discípulos como "Judas, não o Iscariotes" (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.
O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como "Judas, filho de Tiago" (Lc 6.16; At 1.13).
Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu.
O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.
7) Judas Iscariotes
Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.
Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão."
Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer, faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo 13.28-29).
Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5)
8) Mateus
Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.
Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.
O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano e do rei títere judeu. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).
Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. a primeira era a dos gabbai, que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe.
O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: "Segue-me!" Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9).
Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. "E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa" (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rido do que o publicano típico.
Por causa da natureza de seu trabalho, temos certeza que Mateus sabia ler e escrever. Os documentos de papiro, relacionados com impostos, datados de cerca de 100 dC, indicam que os publicanos eram muito eficientes em matéria de cálculos.
Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser "filho de Alfeu" (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de se decidir-se a seguir a Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa "dádiva de Deus". Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.
De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do qu de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do NT provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus desta a Jesus como o cumprimento das profecias do AT. Acentua que Jesus era o Messias prometido.
Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe, declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC. Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança.
9) Filipe
O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para seguí-lo.
Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. "Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço", disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).
Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.
Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia. Nada de concreto portanto.
10) Simão Pedro
Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Ele respondeu de imediato: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: "E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo..." Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.
Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: "Nunca me lavarás os pés." Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: "Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça" (Jo 13.8,9).
Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: "Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!" (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71).
Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o Espírito Santo o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um "homem-rocha" (Pedro significa "rocha") em todo o sentido.
Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar "ouvir". O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa "rocha". O quarto nome era Pedro, paralavra grega que significa "Pedra" ou "rocha"; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.
Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas" (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42)
Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que "permaneceram a contemplar de longe estas coisas" (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: "...eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo..."
Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).
O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.
Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT.
A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.
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11) Simão Zelote
Mateus refere-se a um discípulo chamado "Simão, o Cananeu", enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a "Simão, o Zelote". esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa "zeloso"; "cananeu" é transliteração da palavra aramaica kanna'ah, que também significa "zeloso"; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.
A Bíblia não indica quando Simão, foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).
Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.
12) Tomé
O Evangelho de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para "gêmeos" assim como a palavra hebraica t'hom significa "gêmeo". A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.
Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3). Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.
Diz a tradição que Tomé finalmente tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou "Mestre Tome".
13) Matias - Substituto de Judas Iscariotes
Após a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo ( At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus "começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas". Tinha de ser também, "testemunha conosco de sua ressurreição" (At 1.22).
Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.
O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa "dom de Deus". Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.
domingo, 2 de maio de 2010
JAFÉ, CAM E SEM
JAFÉ, CAM E SEM
Capítulo 10
O capítulo 10 contém em sua maior parte genealogias das primeiras famílias, das quais descende toda a população do mundo.A ordem que encontramos é: os filhos de Jafé, em seguida os de Cam e finalmente os de Sem; como em outras partes da Bíblia, vemos que as duas linhas "rejeitadas" são mencionadas primeiro, com alguns comentários, para não ser mencionadas mais; a dos "escolhidos", mencionada por último, segue pela Bíblia até o nascimento de Jesus Cristo: hoje em dia é a única (dos judeus) que não se misturou com as outras!
Os descendentes de Jafé:
Um enólogo chamado H S Miller fez um estudo aprofundado da origem das nações com base neste capítulo, outras porções bíblicas e descobertas arqueológicas, e preparou um mapa etnológico donde se tira as seguintes conclusões:- De Magogue: os citas, eslavos, russos, búlgaros, boêmios, polacos, eslovacos, e croatas.
- De Madai: os indianos e as raças iranianas: medos, persas, afgãs, curdos.
- De Javã: os gregos, romanos e as nacionalidades latinas como portugueses, franceses, italianos, espanhóis.
- De Tiras: os trácios, os teutões, os alemães, os saxões, os anglos, e deles os escandinavos, dinamarqueses, holandeses, ingleses, austríacos, checos, húngaros.
Os descendentes de Cam:
Segundo o mesmo mapa, concluímos que sua descendência foi:- De Canaã, sobre quem pesou a maldição de Noé: os fenícios, hititas, jebuseus, amorreus, girgaseus, heveus, arqueus, sineus, arvadeus, zemareus e hamateus.
- De Cuxe: os africanos, etíopes, líbios.
Temos detalhes de um dos seus filhos: Ninrode. Ele começou a ser poderoso na terra, e era valente caçador diante do Senhor, não se tratando, segundo os estudiosos, de caça de animais, mas de conquista de poder sobre os homens. Ele começou na terra de Sinear, onde se encontrava Babel, de onde se tornou rei (e decerto promoveu a construção da torre), e, ambiciosamente, queria tornar-se imperador do mundo (segundo a história secular). Ele foi o rebelde, o fundador de Babel, o caçador das almas dos homens, figura ou tipo do último príncipe do mundo que virá, o anticristo. Depois da ruína do projeto da torre de Babel, ele afastou-se para a Assíria, onde deu início a várias cidades.
Os descendentes de Sem:
Duas coisas curiosas aparecem no versículo 21:- Sem é descrito como pai de todos os filhos de Héber, seu bisneto (v.25): os israelitas, descendentes de Héber, por isso chamados hebreus na antigüidade (Gênesis 14:13, Filipenses 3:5), eram todos também filhos de Sem, ou semitas - ainda hoje têm esse nome! Nenhum outro povo é chamado semita: nem mesmo os árabes, que também são da descendência de Abraão, mas ilegítimos, sendo filhos não da sua esposa, mas da sua escrava egípcia.
- Irmão de Jafé, o mais velho: esta é a tradução literal do hebraico, embora alguns tradutores não tenham resistido à tentação de traduzirem irmão mais velho de Jafé, que parece mais lógico. Segundo o original, Jafé era o filho mais velho de Noé - e aparece em primeiro lugar neste capítulo.
Pelegue recebeu esse nome, que provavelmente significa "repartição" porque nasceu nos dias em que a terra foi repartida. Existem três hipóteses:
- ao nascer ele, seu pai Héber repartiu seu território entre seus dois filhos.
- Noé talvez havia tentado repartir a terra entre seus descendentes, antes do episódio de Babel, na época em que Pelegue nasceu.
- mais provavelmente, Pelegue nasceu quando se deu a confusão de línguas em Babel.
Sem , Cão e Jafet
| Cam,Sem e JAfé...filhos d Noé q repovoaram a terra depois do diluvio |
mas muitos(céticos) ficam nos perguntando como explicar civilizações tão antigas, e seus achados como a India, china, mesopotamia e o Egito
quem teria fundado a India ou a china dos descendentes de Noé?
Os descendentes de Adão e Eva povoaram a região próxima ao Jardim do Éden onde se localizam o Iraque e o Irã atualmente.
Diante da corrupção humana, Deus resolveu exterminar toda a humanidade e seres viventes, através do dilúvio. Dentre todos os homens, Deus encontrou um homem fiel, chamado Noé. Deus mandou que ele construísse uma Arca onde ele entrou com a sua família e os animais.
Noé se tornou então o segundo patriarca (pai) da humanidade através dos seus três filhos: Sem, Cam (Cão) e Jafé que repovoaram a Terra.
Diante da corrupção humana, Deus resolveu exterminar toda a humanidade e seres viventes, através do dilúvio. Dentre todos os homens, Deus encontrou um homem fiel, chamado Noé. Deus mandou que ele construísse uma Arca onde ele entrou com a sua família e os animais.
Noé se tornou então o segundo patriarca (pai) da humanidade através dos seus três filhos: Sem, Cam (Cão) e Jafé que repovoaram a Terra.
Cam é o ascendente da raça camitica (Africana).
Após anos do Dilúvio, Cam teria deparado-se Noé embriagado e viu a sua nudez em sua tenda, e teria delatado seus irmãos, ao invés de cobrir o pai (Gênesis 9). Quando recobrou a consciência, Noé amaldiçoou o filho de Cam, Canaã, referindo-se a ele como o "servo dos servos". Gênesis 9:25 "e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos".
Noé continua abençoando seus outros dois filhos, e novamente dizendo que Canaã será escravo deles (Gn 9:25-26 ). Mesmo tendo sido a sua linhagem condenada a ser o mais baixo dos escravos diante dos seus irmãos, ainda assim os seus descendentes floresceram. Entretanto, ao proferir tais palavras, Noé estaria profetizando que um dos descendentes de Sem(seu irmão), iria herdar a terra dos cananeus, apontando assim para a descendencia de Abraão...
Diz-se que da linha de Cam veio a maior porcentagem dos não brancos. De Cam vieram as pessoas da África, e os Aborígines da Austrália. Cam teve quatro filhos:
Cuxe, que teve seis filhos: Sebá, principe dos sebaenses; Havilá, principe dos havilenses, q agora são chamados getulienses; Sabtá, principe dos sabataenses(Astabarienses); e Raamá, principe dos ramaenses; Sabtecá; e Ninrode, que ficou entre os babilonios e tornou-se senhor deles...
Pute(agora é a Africa)e Canaã(que estabeleceu-se na judéia e a qual colocou seu nome).
e Mizraim,que foi pai de oito filhos que ocuparam todos os países que estão entre Gaza e o Egito.
Noé continua abençoando seus outros dois filhos, e novamente dizendo que Canaã será escravo deles (Gn 9:25-26 ). Mesmo tendo sido a sua linhagem condenada a ser o mais baixo dos escravos diante dos seus irmãos, ainda assim os seus descendentes floresceram. Entretanto, ao proferir tais palavras, Noé estaria profetizando que um dos descendentes de Sem(seu irmão), iria herdar a terra dos cananeus, apontando assim para a descendencia de Abraão...
Diz-se que da linha de Cam veio a maior porcentagem dos não brancos. De Cam vieram as pessoas da África, e os Aborígines da Austrália. Cam teve quatro filhos:
Cuxe, que teve seis filhos: Sebá, principe dos sebaenses; Havilá, principe dos havilenses, q agora são chamados getulienses; Sabtá, principe dos sabataenses(Astabarienses); e Raamá, principe dos ramaenses; Sabtecá; e Ninrode, que ficou entre os babilonios e tornou-se senhor deles...
Pute(agora é a Africa)e Canaã(que estabeleceu-se na judéia e a qual colocou seu nome).
e Mizraim,que foi pai de oito filhos que ocuparam todos os países que estão entre Gaza e o Egito.
Os descendentes de Mizraim são facilmente identificados com o Egito através de dois dos seus filhos, Naftuim e Patrusim. Cuse, o primeiro filho mencionado, é o pai do Sudão e da Etiópia. Pute está ligado à Líbia, da qual floresceram os seus descendentes. Canaã, o único filho amaldiçoado de Cam, cresceu, e da sua herança vieram os Heveus, os Jebuseus, os Arvadeus, os Girgaseus, os Amorreus, os Arqueus, os Sineus, os Hititas, os Sidonitas, os Perizitas e os Zemareus. Os povos Hamíticos são conhecidos por suas invenções. Presume-se que o povo Hamítico foi o primeiro a domesticar muitos animais, descobrir o cobre, o ferro e o aço, e inventar maquinaria e técnicas. O mundo de hoje deve ao povo Hamítico a invenção de muitas técnicas de construção, ferramentas e materiais. Como o único filho amaldiçoado de Cam, é interessante saber que os seus descendentes tornaram-se os adversários mais perversos dos Hebreus.
Os chineses são também descendentes de Cão. Deixaram a Caldéia para povoarem a China.
Os hindus são também descedentes de Cão. Invadiram a Índia há 2.500 a.C. vindos da Caldéia, origem de todos os povos. Sua religião oficial é o bramanismo (Brama). essas são as civilizações descendentes de seus filhos.
Os chineses são também descendentes de Cão. Deixaram a Caldéia para povoarem a China.
Os hindus são também descedentes de Cão. Invadiram a Índia há 2.500 a.C. vindos da Caldéia, origem de todos os povos. Sua religião oficial é o bramanismo (Brama). essas são as civilizações descendentes de seus filhos.
Sem
Sem é o ascendente da raça semita tanto é que semita(sem+ita quer dizer descendentes de Sem)(Oriente médio).
O texto bíblico informa que Noé, com a idade de quinhentos anos gerou a Sem, Cam e Jafé.
o texto bíblico informa que Sem, com a idade de cem anos, gerou a Arpachade, dois anos depois do dilúvio. Depois ainda viveu mais quinhentos anos, sendo pai de muitos filhos, chegando, portanto, a seiscentos anos de vida. Assim, pela biblia e pelos cálculos aritiméticos, Sem teria alcançado até a décima geração de sua desdendência, isto é, o patriarca Jacó.
Através da descendência de Sem surgiram Abraão e Ló. E também seria através de Sem que Abraão é dito que o patriarca hebreu teria herdado o Sacerdócio e a terra da Palestina, confirmando que havia sido dito por Noé, quando este disse que Canaã seria escravo de Sem. E também foi a linhagem de Sem que foi preservada para avinda do messias ao mundo...
Cinco dos filhos de Sem foram Elão, Assur, Arpachade, Lude e Arã.
De Elão vieram os Elamitas, os habitantes originais do Irã, e também da Arábia, os persas
Do povo Assur veio a Assíria.Ele construiu a cidade de Ninive.
De Lude vieram os Lidianitas, que fundaram Anatólia, que se tornou a Turquia.
De Arã veio o povo Aramaico, Armênia, Mesopotâmia e Síria. mbora pouco se sabe a respeitop de Arã, diz o texto bíblico que ele foi pai de Uz, Hul, Geter e Más (Gênesis 10:23)
Arpachade que se acredita ser um dos antepassados de Abraão, era o pai dos Acádios que viveram no Iraque e construíram o primeiro Império pós-Babel. Hoje são os caldeus.
Arpachade foi pai de Salá, e Salá foi pai de Heber, que teve por filho Joctã, e Pelegue. e Joctã teve numerosos filhos, os quais seriam: Almodá, Selefe, Hazar-Mavé, Jerá, Hadorão, Uzal, Dicla, Obal, Abimael, Sabá, Ofir, Havilá e Jobade, que se espalharam desde o rio Confem que esta na India, até a Assiria. Já Pelegue, teve por filho Réu, que foi pai de Serugue, que foi pai de Naor, e q teve terá, q foi o pai de Abraão.
O texto bíblico informa que Noé, com a idade de quinhentos anos gerou a Sem, Cam e Jafé.
o texto bíblico informa que Sem, com a idade de cem anos, gerou a Arpachade, dois anos depois do dilúvio. Depois ainda viveu mais quinhentos anos, sendo pai de muitos filhos, chegando, portanto, a seiscentos anos de vida. Assim, pela biblia e pelos cálculos aritiméticos, Sem teria alcançado até a décima geração de sua desdendência, isto é, o patriarca Jacó.
Através da descendência de Sem surgiram Abraão e Ló. E também seria através de Sem que Abraão é dito que o patriarca hebreu teria herdado o Sacerdócio e a terra da Palestina, confirmando que havia sido dito por Noé, quando este disse que Canaã seria escravo de Sem. E também foi a linhagem de Sem que foi preservada para avinda do messias ao mundo...
Cinco dos filhos de Sem foram Elão, Assur, Arpachade, Lude e Arã.
De Elão vieram os Elamitas, os habitantes originais do Irã, e também da Arábia, os persas
Do povo Assur veio a Assíria.Ele construiu a cidade de Ninive.
De Lude vieram os Lidianitas, que fundaram Anatólia, que se tornou a Turquia.
De Arã veio o povo Aramaico, Armênia, Mesopotâmia e Síria. mbora pouco se sabe a respeitop de Arã, diz o texto bíblico que ele foi pai de Uz, Hul, Geter e Más (Gênesis 10:23)
Arpachade que se acredita ser um dos antepassados de Abraão, era o pai dos Acádios que viveram no Iraque e construíram o primeiro Império pós-Babel. Hoje são os caldeus.
Arpachade foi pai de Salá, e Salá foi pai de Heber, que teve por filho Joctã, e Pelegue. e Joctã teve numerosos filhos, os quais seriam: Almodá, Selefe, Hazar-Mavé, Jerá, Hadorão, Uzal, Dicla, Obal, Abimael, Sabá, Ofir, Havilá e Jobade, que se espalharam desde o rio Confem que esta na India, até a Assiria. Já Pelegue, teve por filho Réu, que foi pai de Serugue, que foi pai de Naor, e q teve terá, q foi o pai de Abraão.
Os hebreus são descendentes de Sem, conhecidos pelo termo "hebreus" apartir de Héber.
A sua pátria era Canaã ou Palestina. Mas foram dominados pelos caldeus, persas, gregos e romanos. Como foram rebeldes, foram dispersos pelo mundo despatriadamente. Em 1948 d.C foi criado o estado de Israel. Muitos judeus deixaram os países onde moravam e voltaram à pátria dos seus ancestrais, Israel, cuja capital é Jerusalém; e ainda estão voltando nos dias de hoje..
A sua pátria era Canaã ou Palestina. Mas foram dominados pelos caldeus, persas, gregos e romanos. Como foram rebeldes, foram dispersos pelo mundo despatriadamente. Em 1948 d.C foi criado o estado de Israel. Muitos judeus deixaram os países onde moravam e voltaram à pátria dos seus ancestrais, Israel, cuja capital é Jerusalém; e ainda estão voltando nos dias de hoje..
Jafé seria o pai dos europeus
Foi o terceiro filho de Noé, é conhecido pela sua contribuição intelectual para o mundo. Jafé teve, no total, sete filhos, Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras. De Gomer vieram os Sumerianos, que residiram onde hoje é a Rússia, até que os Scitianos, que eram descendentes de Magogue(outro filho de Jafé) , os expulsaram. Também vieram da linha de Magogue os Eslavos, os Russos, os Búlgaros, os Boêmios, os Poles os Eslovacos e os Croatas. Madai, o terceiro filho de Jafé, é antepassado dos Medos, Persas, Afegãos e Curdos. Tubal deu seu nome aos tubalinos, que foram os iberos e que hoje são os espanhois. Javã e seus quatro filhos, Elisá, Tarsis, Quitim e Dodanim, são conhecidos como os antepassados do povo Mediterrâneo. Presume-se que dos filhos de Javã veio Grécia, Chipre, os Tarsos, Cilícia, Itália e Rodes (ilha grega). Vivendo ao Sul do Mar Negro os primeiros descendentes de Tiras foram os Trácios, uma raça atualmente extinta. Os Trácios foram também os predecessores dos Albaneses. De Tiras vem a linha dos Georgianos, Armênios e Caldeus, todos da Capadócia ou do Leste da Turquia. Meseque foi o pai dos Prigianos, que habitaram a Turquia.os Semiticos tenderam a pôr ênfase na procura pela retidão, buscavam encontrar um caminho que os conduzissem a Deus; os Jaféticos ou o povo indo-europeu pôs ênfase na procura do entendimento, originando a filosofia; e os Hamíticos procuraram o poder, riquezas...
É incrível perceber quantas diferentes raças e culturas foram trazidas ao mundo! Os três filhos, Sem, Cam e Jafé, todos trouxeram características específicas, planejadas por Deus, para encher a terra. Embora tenha havido erros durante o caminho, a vontade de Deus foi feita em tudo.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
as sete igrejas
5. As Sete Igrejas de Deus
A maioria dos livros do Novo Testamento são cartas que foram escritas pelos apóstolos a várias congregações, e que o
cristianismo aceita como Palavra autorizada de Deus para nossa época. Mas existe algo que faz do Apocalipse um livro
sagrado realmente singular. E a revelação de Jesus Cristo, expressa em cartas enviadas a sete igrejas situadas na Ásia com
instrução para elas e com mensagens proféticas aplicadas aos sete períodos específicos da história da igreja.
Ao mesmo tempo contém mensagens universais que produzem a edificação espiritual do crente.
Graças a Deus porque neste estudo hoje temos a oportunidade de lê-las, estuda-las e ser abençoados com suas orientações.
Mas lembremos que, além de penetrar em seu conteúdo, devemos obedecer a ele ( Apocalipse 1:3 ), e seremos bemaventurados.
3 MENSAGENS EM COMUM
Há alguma coisa em comum nas cartas escritas às sete igrejas: escreve-se ao anjo ou mensageiro de cada uma delas. Em
cada caso, o Senhor Jesus Se apresenta com uma identificação especial adequada às necessidades desse período da igreja.
Por exemplo, ao escrever a Esmirna (era de perseguição e martírio), apresenta-Se como "o que esteve morto e tornou a
viver" ( Apocalipse 2:8 ). Há um elogio que reflete as virtudes de cada período (menos no caso de Laodicéia, devido a sua
mornidão espiritual). Há uma reprovação destinada a ajudar a crescer em áreas débeis da igreja, com exceção do período de
Esmirna (era das perseguições e martírio) e Filadélfia (era do reavivamento). Também se inclui uma admoestação e uma
promessa. As promessas nós as veremos no estudo número 8.
1. Há três declarações de Jesus que aparecem em Suas mensagens a todas as igrejas e que
é muito importante para os cristãos de todas as eras. Quais são essas três mensagens universais?
A. "Conheço as tuas . . . . . ..." ( Apocalipse 2:2, 9,13,19; 3:1, 8, 15 ).
B. "Ao que . . . . . . ..." ( Apocalipse 2:7,11,17, 26; 3:5,12, 21 ).
C. “Quem tem ouvidos, ouça o que o . . . . . . . . diz às igrejas ..." ( Apocalipse 2:7, 11,17, 29; 3:6,
13.22 ).
Nota: Dessas três declarações, surgem nitidamente três mensagens de Deus para toda pessoa de nosso século: (1) Deus me
conhece totalmente, não posso enganá-Lo. (2) É imperativo vencer; O apóstolo Paulo nos dá a chave: "Tudo posso nAquele
que me fortalece" ( Filipenses 4:13 ). (3) Devo sempre obedecer à voz do Espírito Santo de Deus.
ANALISANDO AS SETE IGREJAS
Veremos os pontos mais destacados da mensagem às sete igrejas, as quais estavam localizadas na província romana da
Ásia, conhecida como Ásia Menor, na atual Turquia. Veja desenho ao final do estudo.
As sete igrejas são a primeira das séries de sete em Apocalipse (7 igrejas, 7 selos, 7 trombetas, etc.). A repetição abundante
do número sete nos sugere um uso simbólico. O fato de que nessa região havia mais de sete igrejas, sugere a idéia de que
foram escolhidas devido a suas características como símbolos proféticos, de sete períodos específicos da igreja cristã. O
estudo da história confirma esta idéia.
ÉFESO: ERA DA PUREZA APOSTÓLICA
2. Quais seriam as características mais destacadas da igreja durante o período profético de
Éfeso? Apocalipse 2:1-7.
A. Elogio: "Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua . . . . . . . . . . . . ; sei que não podes
suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem ser . . . . . . . . . e não o são, e os achaste
mentirosos;”
B. Reprovação: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro . . . . .”
As Sete Igrejas de Deus
2
Nota: É a época dos apóstolos, durante o século 1. Foi um tempo de grande crescimento. O historiador Gibbons diz que os
cristãos chegaram a ser nessa época uns 6.000.000. Os apóstolos deixaram bem claro, na Santa Bíblia, a pura doutrina de
Cristo.
ESMIRNA: ERA DE PERSEGUIÇÃO E MARTÍRIO
3. Quais seriam as características mais notáveis da época da igreja simbolizada por
Esmirna?
Apocalipse 2:8-11.
A. Elogio: Verso 9 “Conheço a tua . . . . . . . . . e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia
dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás.”
Nota: Esmirna representa a igreja desde o ano 100 até o ano 313. Foi o período de horrendas perseguições do Império
Romano contra os cristãos que foram queimados vivos, decapitados, entregues às feras no circo romano, etc. Para esses
fiéis mártires o Senhor não tem reprovação. O período termina com o edito de tolerância de Milão, assinado por Constantino
no ano 313.
PÉRGAMO: ERA DE COMPROMISSOS
4. Quais seriam os principais traços do cristianismo durante a época representada por
Pérgamo? Apocalipse 2:12-17.
A. Elogio: "... conservas o Meu . . . . e não negaste a Minha . . ..." ( Apocalipse 2:13 ).
B. Reprovação: "14 entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a
doutrina de . . . . . . , o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel,
introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem. 15 Assim tens também
alguns que de igual modo seguem a doutrina dos nicolaítas. 16 . . . . . . . . . . . ., pois; ou se não, virei a ti
em breve, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.”
Nota: Pérgamo cobre os séculos IV, V e a primeira metade do VI. Como Satanás não pode destruir a igreja com as
perseguições, tratou de corrompê-la e colocá-la em compromisso com o Estado, introduzindo na igreja pagãos nãoconvertidos
e que conservaram parte de suas idéias. Foi neste período que entraram na igreja os dogmas da: imortalidade
da alma, batismo por aspersão, trindade, guarda do domingo, autoridade da igreja e etc. Esse paganismo todo introduzido
na igreja, foi tirando sua força espiritual, produzindo seus efeitos até os nossos dias.
TIATIRA: ERA DE APOSTASIA
5. Quais seriam os pontos principais da mensagem à época representada por Tiatira?
Apocalipse 2:18-29.
A. Elogio: Verso 19 "Conheço as tuas obras, e o teu . . . . , e a tua . . , e o teu . . . . . . . , e a tua .
. . . . . . . . . . . , e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.
B. Reprovação: Verso 20 "Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa;
ela ensina e . . . . . os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a . . . . . . ;”
Nota: Tiatira representa o período que vai desde o século VI ao XV. É a Idade Média. Jezabel, filha de um rei sidônio,
adoradora de Baal, a qual introduziu a idolatria e corrupção religiosa em Israel, é aqui o símbolo da apostasia e corrupção
religiosa aberta. A igreja se paganizara.
6. Que palavras indicam que ainda ficava um pequeno remanescente? Apocalipse 2:24.
"Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos . . . têm esta doutrina, e
não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei;”
SARDES: ERA DA REFORMA
7. Quais seriam as características mais destacadas da igreja durante o período
representado por Sardes? Apocalipse 3:1-6.
As Sete Igrejas de Deus
3
A. Reprovação: Verso 1 "... Conheço as tuas obras, que tens nome de que estás . . . . . e estás . . .
. . .”
B. Elogio: Verso 4 “Mas também tens em Sardes algumas poucas . . . . . . . que não contaminaram
as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas."
Nota: Sardes corresponde à igreja no século XVII e primeira parte do século XVIII, quando a verdade bíblica começou a abrir
caminho por meio da pregação dos reformadores. Apocalipse 3:2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a
morte de seus fundadores, deixaram morrer grande parte das verdades descobertas e pregadas pelos reformadores.
FILADÉLFIA: ERA DO REAVIVAMENTO
8. Quais são os traços preeminentes do período da igreja profetizado por Filadélfia?
Apocalipse 3:7-13.
A. Elogio: Verso 8 "Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que
ninguém pode fechar), que tens pouca força, entretanto . . . . . . . . . a minha palavra e não negaste o
meu nome”
Nota: Filadélfia, que quer dizer amor fraternal, representa a última parte do século XVIII e a primeira do século XIX, com o
nascimento da expansão missionária e a organização das Sociedades Bíblicas Mundiais. Começa a estudar-se o livro de
Daniel e Apocalipse e surgem os maiores reavivamentos da História.
LAODICÉIA: A ERA PRESENTE
9. Quais são as características profetizadas para nosso tempo, representado por Laodicéia?
Apocalipse 3:14-22.
A. Elogio: Não há.
B. Repreensão: Verso 15 e 16 “Conheço as tuas obras, que nem és . . . . nem . . . . . . ... assim
porque és morno, . . . . . . . . . . da minha . . . . “
C. Conselho: Verso 18 "Aconselho-te que de Mim compres . . . . . provado no fogo, e vestiduras
. . . . . . ... e . . . . . . . para ungires os teus olhos..."
10. Qual é a conduta que deveria seguir a orgulhosa e auto-suficiente Laodicéia?
Apocalipse 3:19.
"Eu repreendo e disciplino a todos quantos amo. Sê, pois, zeloso e . . . . . . . . . . . . ."
Nota: A triste condição de auto-suficiência e miséria espiritual de Laodicéia, levaria ao ato de Deus vomitá-la Apocalipse
3:16. Ele ainda faz o último convite ao remanescente, e individualmente apela aos sinceros. Não tolera porém seus erros, e
lhes dirige os mais sérios conselhos Apocalipse 3:17. Todavia, se Lhe abrirmos o coração, e a
A maioria dos livros do Novo Testamento são cartas que foram escritas pelos apóstolos a várias congregações, e que o
cristianismo aceita como Palavra autorizada de Deus para nossa época. Mas existe algo que faz do Apocalipse um livro
sagrado realmente singular. E a revelação de Jesus Cristo, expressa em cartas enviadas a sete igrejas situadas na Ásia com
instrução para elas e com mensagens proféticas aplicadas aos sete períodos específicos da história da igreja.
Ao mesmo tempo contém mensagens universais que produzem a edificação espiritual do crente.
Graças a Deus porque neste estudo hoje temos a oportunidade de lê-las, estuda-las e ser abençoados com suas orientações.
Mas lembremos que, além de penetrar em seu conteúdo, devemos obedecer a ele ( Apocalipse 1:3 ), e seremos bemaventurados.
3 MENSAGENS EM COMUM
Há alguma coisa em comum nas cartas escritas às sete igrejas: escreve-se ao anjo ou mensageiro de cada uma delas. Em
cada caso, o Senhor Jesus Se apresenta com uma identificação especial adequada às necessidades desse período da igreja.
Por exemplo, ao escrever a Esmirna (era de perseguição e martírio), apresenta-Se como "o que esteve morto e tornou a
viver" ( Apocalipse 2:8 ). Há um elogio que reflete as virtudes de cada período (menos no caso de Laodicéia, devido a sua
mornidão espiritual). Há uma reprovação destinada a ajudar a crescer em áreas débeis da igreja, com exceção do período de
Esmirna (era das perseguições e martírio) e Filadélfia (era do reavivamento). Também se inclui uma admoestação e uma
promessa. As promessas nós as veremos no estudo número 8.
1. Há três declarações de Jesus que aparecem em Suas mensagens a todas as igrejas e que
é muito importante para os cristãos de todas as eras. Quais são essas três mensagens universais?
A. "Conheço as tuas . . . . . ..." ( Apocalipse 2:2, 9,13,19; 3:1, 8, 15 ).
B. "Ao que . . . . . . ..." ( Apocalipse 2:7,11,17, 26; 3:5,12, 21 ).
C. “Quem tem ouvidos, ouça o que o . . . . . . . . diz às igrejas ..." ( Apocalipse 2:7, 11,17, 29; 3:6,
13.22 ).
Nota: Dessas três declarações, surgem nitidamente três mensagens de Deus para toda pessoa de nosso século: (1) Deus me
conhece totalmente, não posso enganá-Lo. (2) É imperativo vencer; O apóstolo Paulo nos dá a chave: "Tudo posso nAquele
que me fortalece" ( Filipenses 4:13 ). (3) Devo sempre obedecer à voz do Espírito Santo de Deus.
ANALISANDO AS SETE IGREJAS
Veremos os pontos mais destacados da mensagem às sete igrejas, as quais estavam localizadas na província romana da
Ásia, conhecida como Ásia Menor, na atual Turquia. Veja desenho ao final do estudo.
As sete igrejas são a primeira das séries de sete em Apocalipse (7 igrejas, 7 selos, 7 trombetas, etc.). A repetição abundante
do número sete nos sugere um uso simbólico. O fato de que nessa região havia mais de sete igrejas, sugere a idéia de que
foram escolhidas devido a suas características como símbolos proféticos, de sete períodos específicos da igreja cristã. O
estudo da história confirma esta idéia.
ÉFESO: ERA DA PUREZA APOSTÓLICA
2. Quais seriam as características mais destacadas da igreja durante o período profético de
Éfeso? Apocalipse 2:1-7.
A. Elogio: "Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua . . . . . . . . . . . . ; sei que não podes
suportar os maus, e que puseste à prova os que se dizem ser . . . . . . . . . e não o são, e os achaste
mentirosos;”
B. Reprovação: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro . . . . .”
As Sete Igrejas de Deus
2
Nota: É a época dos apóstolos, durante o século 1. Foi um tempo de grande crescimento. O historiador Gibbons diz que os
cristãos chegaram a ser nessa época uns 6.000.000. Os apóstolos deixaram bem claro, na Santa Bíblia, a pura doutrina de
Cristo.
ESMIRNA: ERA DE PERSEGUIÇÃO E MARTÍRIO
3. Quais seriam as características mais notáveis da época da igreja simbolizada por
Esmirna?
Apocalipse 2:8-11.
A. Elogio: Verso 9 “Conheço a tua . . . . . . . . . e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia
dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás.”
Nota: Esmirna representa a igreja desde o ano 100 até o ano 313. Foi o período de horrendas perseguições do Império
Romano contra os cristãos que foram queimados vivos, decapitados, entregues às feras no circo romano, etc. Para esses
fiéis mártires o Senhor não tem reprovação. O período termina com o edito de tolerância de Milão, assinado por Constantino
no ano 313.
PÉRGAMO: ERA DE COMPROMISSOS
4. Quais seriam os principais traços do cristianismo durante a época representada por
Pérgamo? Apocalipse 2:12-17.
A. Elogio: "... conservas o Meu . . . . e não negaste a Minha . . ..." ( Apocalipse 2:13 ).
B. Reprovação: "14 entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a
doutrina de . . . . . . , o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel,
introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem. 15 Assim tens também
alguns que de igual modo seguem a doutrina dos nicolaítas. 16 . . . . . . . . . . . ., pois; ou se não, virei a ti
em breve, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.”
Nota: Pérgamo cobre os séculos IV, V e a primeira metade do VI. Como Satanás não pode destruir a igreja com as
perseguições, tratou de corrompê-la e colocá-la em compromisso com o Estado, introduzindo na igreja pagãos nãoconvertidos
e que conservaram parte de suas idéias. Foi neste período que entraram na igreja os dogmas da: imortalidade
da alma, batismo por aspersão, trindade, guarda do domingo, autoridade da igreja e etc. Esse paganismo todo introduzido
na igreja, foi tirando sua força espiritual, produzindo seus efeitos até os nossos dias.
TIATIRA: ERA DE APOSTASIA
5. Quais seriam os pontos principais da mensagem à época representada por Tiatira?
Apocalipse 2:18-29.
A. Elogio: Verso 19 "Conheço as tuas obras, e o teu . . . . , e a tua . . , e o teu . . . . . . . , e a tua .
. . . . . . . . . . . , e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.
B. Reprovação: Verso 20 "Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa;
ela ensina e . . . . . os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a . . . . . . ;”
Nota: Tiatira representa o período que vai desde o século VI ao XV. É a Idade Média. Jezabel, filha de um rei sidônio,
adoradora de Baal, a qual introduziu a idolatria e corrupção religiosa em Israel, é aqui o símbolo da apostasia e corrupção
religiosa aberta. A igreja se paganizara.
6. Que palavras indicam que ainda ficava um pequeno remanescente? Apocalipse 2:24.
"Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos . . . têm esta doutrina, e
não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei;”
SARDES: ERA DA REFORMA
7. Quais seriam as características mais destacadas da igreja durante o período
representado por Sardes? Apocalipse 3:1-6.
As Sete Igrejas de Deus
3
A. Reprovação: Verso 1 "... Conheço as tuas obras, que tens nome de que estás . . . . . e estás . . .
. . .”
B. Elogio: Verso 4 “Mas também tens em Sardes algumas poucas . . . . . . . que não contaminaram
as suas vestes e comigo andarão vestidas de branco, porquanto são dignas."
Nota: Sardes corresponde à igreja no século XVII e primeira parte do século XVIII, quando a verdade bíblica começou a abrir
caminho por meio da pregação dos reformadores. Apocalipse 3:2 profetiza a tragédia vivida pelas igrejas que, após a
morte de seus fundadores, deixaram morrer grande parte das verdades descobertas e pregadas pelos reformadores.
FILADÉLFIA: ERA DO REAVIVAMENTO
8. Quais são os traços preeminentes do período da igreja profetizado por Filadélfia?
Apocalipse 3:7-13.
A. Elogio: Verso 8 "Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que
ninguém pode fechar), que tens pouca força, entretanto . . . . . . . . . a minha palavra e não negaste o
meu nome”
Nota: Filadélfia, que quer dizer amor fraternal, representa a última parte do século XVIII e a primeira do século XIX, com o
nascimento da expansão missionária e a organização das Sociedades Bíblicas Mundiais. Começa a estudar-se o livro de
Daniel e Apocalipse e surgem os maiores reavivamentos da História.
LAODICÉIA: A ERA PRESENTE
9. Quais são as características profetizadas para nosso tempo, representado por Laodicéia?
Apocalipse 3:14-22.
A. Elogio: Não há.
B. Repreensão: Verso 15 e 16 “Conheço as tuas obras, que nem és . . . . nem . . . . . . ... assim
porque és morno, . . . . . . . . . . da minha . . . . “
C. Conselho: Verso 18 "Aconselho-te que de Mim compres . . . . . provado no fogo, e vestiduras
. . . . . . ... e . . . . . . . para ungires os teus olhos..."
10. Qual é a conduta que deveria seguir a orgulhosa e auto-suficiente Laodicéia?
Apocalipse 3:19.
"Eu repreendo e disciplino a todos quantos amo. Sê, pois, zeloso e . . . . . . . . . . . . ."
Nota: A triste condição de auto-suficiência e miséria espiritual de Laodicéia, levaria ao ato de Deus vomitá-la Apocalipse
3:16. Ele ainda faz o último convite ao remanescente, e individualmente apela aos sinceros. Não tolera porém seus erros, e
lhes dirige os mais sérios conselhos Apocalipse 3:17. Todavia, se Lhe abrirmos o coração, e a
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O espírito Santo e os Dons
Texto base: I Co. 12.1ss
Introdução: Os dons do Espírito säo de suma importância para a igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus, pois os mesmo tem como objetivo equipar a igreja do Mestre para a obra que lhe foi confiada.
1. Definindo o dom
A palavra dom provem da palavra grega CHARISMA, e significa um dom pela graça, um dom livre, gratificação divina, dote espiritual, capacidade milagrosa. Esta palavra e usada especialmente para designar os dons do Espírito. Cf. 1 Co. 12.4-10
2. Existe três tipos de dons
2.1. dons naturais
2.2. dons ministeriais – Ef. 4.11
2.3. dons espirituais – I Co. 12.1ss
2.3.1. existe o dom do Pai – é o Filho – Jô. 3.16
2.3.2. existe o dom do Filho – é o Espírito Santo – At. 2.1ss
2.3.3. existe o dom do Espírito Santo – são nove distribuídos a igreja de Cristo – I Co . 12.1-11
3. A finalidade dos dons
3.1. A edificação da igreja – Ef. 4.7-16; I Ped. 2.5; I Co. 2.9-12
3.2. A glorificação do nome de Jesus – I Co. 10.4
3.3. Adornar a igreja – Gn. 24.15-22
3.4. Equipar a igreja – Ef. 6.10ss
4. Impedimentos a manifestacao dos dons
4.1. Incredulidade – Ef. 2.8; Rm. 8.32; At. 2.17
4.2. Falta de interesse – II Tm. 1.6
4.3. Falta de temor, adoração e santidade – Pv. 8.13; Js. 3.5; At. 2.43
5. A utilidade dos dons
5.1. Útil para nos ensinar verdades espirituais
5.2. Útil para o incremento da evangelização
5.3. Útil para o crescimento da igreja
6. Teorias a respeito dos dons
6.1. Os dons são naturais
6.2. Os dons são totalmente sobrenaturais – essa teoria nega o envolvimento humano, afirmando que o Espírito ignora a mente do homem.
6.3. Os dons são encarnacionais – Isto e Deus opera através de seres humanos. O espírito capacita o crente a ministrar de modo sobrenatural acima de suas capacidade humanas.
7. Falsos conceitos em relação aos dons
7.1. Os dons nos são dados não para a nossa exaltação – Lc. 9.46
7.2. Os dons nos são dados não para demonstrar o nosso egoísmo – Lc. 9.49-50
7.3. Os dons nos são dados não para fazermos o que queremos – Lc. 9.52-54
8. A classificação geral dos dons
8.1. Dons de Revelação
• Palavra da sabedoria
• Palavra do conhecimento (ciência)
• Discernimento dos espíritos
8.2. Dons de Poder
• Dom da fé
• Dons de curar
• Dons de operação de milagres
8.3. Dons de Elocução
• Profecia
• Variedade de línguas
• Interpretação de línguas
9. Uma vista geral dos dons
9.1. Aqueles que concedem poder para saber sobrenaturamente – (dons de revelação) Mt. 13.11; I Co. 2.10
9.2. aqueles que concedem poder para agir sobrenaturalmente – (dons de poder)
At. 6.8; 19.11,12; II Co. 10.3-5
9.3. Aqueles que conceder poder para falar sobrenaturalmente – (dons de elocução)
At. 13.9-12; II Ped. 1.21
10. Dons de Revelação
10.1 – A palavra de Conhecimento
Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstancias ou de verdades bíblicas.- cf. At. 5.1-10; 10.47,48; 13.2; 15.7-11; II Rs 6.8-17; 8.7-15; Jô. 2.25; 1.46,47; 4.17,18; 11.4-11; Mt. 21.2; Lc. 22.8-13; 22.34; At. 27.10
• A palavra do conhecimento não e conhecimento natural
• A palavra do conhecimento não e um profundo conhecimento da Bíblia
• A palavra do conhecimento não e conhecer a Deus mediante comunhão com Ele.
10.2 – Manifestação do dom da palavra do conhecimento. No ministério de :
• Jesus – Jô. 2.25; 4.1ss; 11.4-11; Mt. 21.2
• Pedro – At. 10.9-19
• Ananias – At. 9.10ss
• Eliseu – II Rs. 5.21-24
10.2 A palavra de Sabedoria
Trata-se de uma enunciação do Espírito Santo aplicando a palavra de Deus, ou a sua sabedoria, a uma determinada situação – At. 6.3,10; 15.13-21; 27.10, 23-24.
Existem três tipos de sabedoria:
a) Satânica – Ez. 28.12-17; Tg. 3.14-16
b) Humana – Lc. 14.28-32
c) Divina – I Co. 2.6
A palavra da sabedoria no ministério de Jesus:
a) Em sua resposta ao homem avarento – Lc. 12.13ss
b) Nas respostas aos seus inimigos – Mt. 21.25; 22.21,32
c) Nos acusadores da mulher adultera – Jô. 8.1ss
10.3 O discernimento dos espíritos
a) Capacidade especial para julgasse profecias e enunciações proféticas, provem do Espírito de Deus.
b) Poder sobrenatural para detectar o domínio dos espíritos e suas atividades
c) Implica o poder do discernimento espiritual, revelação sobrenatural dos planos e propósitos do inimigo e suas forças.
10.4 O que não é discernimento dos espíritos
a) Não é habilidade para descobrir falha dos outros
b) Não é leitura de pensamentos
c) Não tem relação com a psicologia.
Vide I Jo.4.1-3; At.8.10-13; Lc.13.11-16; Mc.9.25; I Tm.4.1; Ap. 13.14; Jr. 23.21-26
Lc. 8.29; Mt. 24.24.
11. O s Dons de Poder
11.1. FÉ
Fé sobrenatural comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus, para a realização de milagres.
Existe 3 tipos de Fé:
1. Fé natural;
2. Fé salvadora;
3. Fé como um dom do Espírito.
As dimensões da Fé
• Sem fé – Hb. 11.6
• Fé crescente – 2 Ts. 1.3
• Fé pequena – Mt. 14.28-31
• Fé Grande – Mt. 15.21-28
Exemplos específicos:
• O centurião de cafarnaum – Mt. 8.5-13
• Um leproso – Lc. 17.11-19
• Dois cegos – Mt. 9.27-29
• O pai do jovem lunático – Lc. 9.36-50
11.2. Dons de Curar
Restauração da saúde de alguém, por meios sobrenaturais divinos. – cf. Mt. 4.23,24; Jô. 6.2; Lc. 4.40,41, At. 4.30; 5.15,16; 9.32-34.
11.3. Dom de Operação de Maravilhas
Poder divino sobrenatural para alterar o curso da natureza. Consiste de dois plurais: dunamis (façanhas de grande poder sobrenatural) e energema (resultados eficazes). Esse dom pode estar relacionado à proteção, provisão, expulsão de demönios, alteração de circunstancias ou juízo.
11.3.1 Exemplos específicos:
• No ministério de Paulo – At. 13.4-12; 19.11
• No ministério de Pedro – At. 9.36-43
• No ministério de Elias – I Rs. 17.8-16-24; II Rs. 1.9-15
• No ministério de Eliseu – II Rs. 4.38-41,42-44; 6.1-7
• No ministério de Moisés – Ex.15.23-25; Nm. 16.1-21-33
• No ministério de Jesus – Jô. 6.5-14; Lc. 8.22-25
• Vide outros exemplos: Js. 10.12-15; Is. 38.1-8; Ex. 13.17-22
12. Dons de Elocução
12.1. Dom de profecia
A palavra mais usada no sentido de profeta, na língua hebraica, inclui a idéia de: BORBULHAR de uma fonte d’água, TRANSBORDAR de um caldeirão fervendo, ALEGRAR-SE com uma visão, e também, DESCOBRIR A VERADE POR OBSERVAÇAO. Portanto um profeta é aquele que fala em nome de alguém, predizendo a maneira pela qual Deus vai agir no meio de seu povo.
12.1.1 A finalidade da profecia
a) Exortar;
b) Consolar;
c) edificar a igreja.
12.1.2. Existe três tipos de profetas
a) profeta do obvio;
b) profeta da confusão;
c) profeta de Deus.
12.1.3. Exemplos específicos do dom da profecia
a) Agabo profetizou uma grande fome – At. 11.28-30
b) Na igreja de Antioquia havia crentes com esse dom – At. 13.1-3
c) Na igreja de Corinto – I Co. 14.1ss
12.2. Dom de variedades de línguas
Variedade é o mesmo que diversidade(subdivisões, baseadas em ligeiras diferenças) obedecendo sempre um mesmo principio ou fonte. Um exemplo deste dom vemos em At. 2.7-12. Este dom deve ser acompanhado por interpretação de línguas – cf. I Co. !4.5,13,23.
12.3. O dom de interpretação de línguas
Devemos ter em conta que o DOM é sobrenatural e não pode ser interpretado pelo fato de alguém ter aprendido algum idioma humano. Aqui vemos em foco o que é sobrenatural e não o que é natural.
Conclusão: Que Deus nos ajude a manter sempre acessa a chama do Espírito, para que possamos sempre desejar os seus dons e abundar neles para a glória de Deus Pai. Meu amado irmão, busque os dons do Espírito, pois eles te capacitarão de uma maneira gloriosa para o trabalho do Mestre. Amém!
Introdução: Os dons do Espírito säo de suma importância para a igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus, pois os mesmo tem como objetivo equipar a igreja do Mestre para a obra que lhe foi confiada.
1. Definindo o dom
A palavra dom provem da palavra grega CHARISMA, e significa um dom pela graça, um dom livre, gratificação divina, dote espiritual, capacidade milagrosa. Esta palavra e usada especialmente para designar os dons do Espírito. Cf. 1 Co. 12.4-10
2. Existe três tipos de dons
2.1. dons naturais
2.2. dons ministeriais – Ef. 4.11
2.3. dons espirituais – I Co. 12.1ss
2.3.1. existe o dom do Pai – é o Filho – Jô. 3.16
2.3.2. existe o dom do Filho – é o Espírito Santo – At. 2.1ss
2.3.3. existe o dom do Espírito Santo – são nove distribuídos a igreja de Cristo – I Co . 12.1-11
3. A finalidade dos dons
3.1. A edificação da igreja – Ef. 4.7-16; I Ped. 2.5; I Co. 2.9-12
3.2. A glorificação do nome de Jesus – I Co. 10.4
3.3. Adornar a igreja – Gn. 24.15-22
3.4. Equipar a igreja – Ef. 6.10ss
4. Impedimentos a manifestacao dos dons
4.1. Incredulidade – Ef. 2.8; Rm. 8.32; At. 2.17
4.2. Falta de interesse – II Tm. 1.6
4.3. Falta de temor, adoração e santidade – Pv. 8.13; Js. 3.5; At. 2.43
5. A utilidade dos dons
5.1. Útil para nos ensinar verdades espirituais
5.2. Útil para o incremento da evangelização
5.3. Útil para o crescimento da igreja
6. Teorias a respeito dos dons
6.1. Os dons são naturais
6.2. Os dons são totalmente sobrenaturais – essa teoria nega o envolvimento humano, afirmando que o Espírito ignora a mente do homem.
6.3. Os dons são encarnacionais – Isto e Deus opera através de seres humanos. O espírito capacita o crente a ministrar de modo sobrenatural acima de suas capacidade humanas.
7. Falsos conceitos em relação aos dons
7.1. Os dons nos são dados não para a nossa exaltação – Lc. 9.46
7.2. Os dons nos são dados não para demonstrar o nosso egoísmo – Lc. 9.49-50
7.3. Os dons nos são dados não para fazermos o que queremos – Lc. 9.52-54
8. A classificação geral dos dons
8.1. Dons de Revelação
• Palavra da sabedoria
• Palavra do conhecimento (ciência)
• Discernimento dos espíritos
8.2. Dons de Poder
• Dom da fé
• Dons de curar
• Dons de operação de milagres
8.3. Dons de Elocução
• Profecia
• Variedade de línguas
• Interpretação de línguas
9. Uma vista geral dos dons
9.1. Aqueles que concedem poder para saber sobrenaturamente – (dons de revelação) Mt. 13.11; I Co. 2.10
9.2. aqueles que concedem poder para agir sobrenaturalmente – (dons de poder)
At. 6.8; 19.11,12; II Co. 10.3-5
9.3. Aqueles que conceder poder para falar sobrenaturalmente – (dons de elocução)
At. 13.9-12; II Ped. 1.21
10. Dons de Revelação
10.1 – A palavra de Conhecimento
Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstancias ou de verdades bíblicas.- cf. At. 5.1-10; 10.47,48; 13.2; 15.7-11; II Rs 6.8-17; 8.7-15; Jô. 2.25; 1.46,47; 4.17,18; 11.4-11; Mt. 21.2; Lc. 22.8-13; 22.34; At. 27.10
• A palavra do conhecimento não e conhecimento natural
• A palavra do conhecimento não e um profundo conhecimento da Bíblia
• A palavra do conhecimento não e conhecer a Deus mediante comunhão com Ele.
10.2 – Manifestação do dom da palavra do conhecimento. No ministério de :
• Jesus – Jô. 2.25; 4.1ss; 11.4-11; Mt. 21.2
• Pedro – At. 10.9-19
• Ananias – At. 9.10ss
• Eliseu – II Rs. 5.21-24
10.2 A palavra de Sabedoria
Trata-se de uma enunciação do Espírito Santo aplicando a palavra de Deus, ou a sua sabedoria, a uma determinada situação – At. 6.3,10; 15.13-21; 27.10, 23-24.
Existem três tipos de sabedoria:
a) Satânica – Ez. 28.12-17; Tg. 3.14-16
b) Humana – Lc. 14.28-32
c) Divina – I Co. 2.6
A palavra da sabedoria no ministério de Jesus:
a) Em sua resposta ao homem avarento – Lc. 12.13ss
b) Nas respostas aos seus inimigos – Mt. 21.25; 22.21,32
c) Nos acusadores da mulher adultera – Jô. 8.1ss
10.3 O discernimento dos espíritos
a) Capacidade especial para julgasse profecias e enunciações proféticas, provem do Espírito de Deus.
b) Poder sobrenatural para detectar o domínio dos espíritos e suas atividades
c) Implica o poder do discernimento espiritual, revelação sobrenatural dos planos e propósitos do inimigo e suas forças.
10.4 O que não é discernimento dos espíritos
a) Não é habilidade para descobrir falha dos outros
b) Não é leitura de pensamentos
c) Não tem relação com a psicologia.
Vide I Jo.4.1-3; At.8.10-13; Lc.13.11-16; Mc.9.25; I Tm.4.1; Ap. 13.14; Jr. 23.21-26
Lc. 8.29; Mt. 24.24.
11. O s Dons de Poder
11.1. FÉ
Fé sobrenatural comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus, para a realização de milagres.
Existe 3 tipos de Fé:
1. Fé natural;
2. Fé salvadora;
3. Fé como um dom do Espírito.
As dimensões da Fé
• Sem fé – Hb. 11.6
• Fé crescente – 2 Ts. 1.3
• Fé pequena – Mt. 14.28-31
• Fé Grande – Mt. 15.21-28
Exemplos específicos:
• O centurião de cafarnaum – Mt. 8.5-13
• Um leproso – Lc. 17.11-19
• Dois cegos – Mt. 9.27-29
• O pai do jovem lunático – Lc. 9.36-50
11.2. Dons de Curar
Restauração da saúde de alguém, por meios sobrenaturais divinos. – cf. Mt. 4.23,24; Jô. 6.2; Lc. 4.40,41, At. 4.30; 5.15,16; 9.32-34.
11.3. Dom de Operação de Maravilhas
Poder divino sobrenatural para alterar o curso da natureza. Consiste de dois plurais: dunamis (façanhas de grande poder sobrenatural) e energema (resultados eficazes). Esse dom pode estar relacionado à proteção, provisão, expulsão de demönios, alteração de circunstancias ou juízo.
11.3.1 Exemplos específicos:
• No ministério de Paulo – At. 13.4-12; 19.11
• No ministério de Pedro – At. 9.36-43
• No ministério de Elias – I Rs. 17.8-16-24; II Rs. 1.9-15
• No ministério de Eliseu – II Rs. 4.38-41,42-44; 6.1-7
• No ministério de Moisés – Ex.15.23-25; Nm. 16.1-21-33
• No ministério de Jesus – Jô. 6.5-14; Lc. 8.22-25
• Vide outros exemplos: Js. 10.12-15; Is. 38.1-8; Ex. 13.17-22
12. Dons de Elocução
12.1. Dom de profecia
A palavra mais usada no sentido de profeta, na língua hebraica, inclui a idéia de: BORBULHAR de uma fonte d’água, TRANSBORDAR de um caldeirão fervendo, ALEGRAR-SE com uma visão, e também, DESCOBRIR A VERADE POR OBSERVAÇAO. Portanto um profeta é aquele que fala em nome de alguém, predizendo a maneira pela qual Deus vai agir no meio de seu povo.
12.1.1 A finalidade da profecia
a) Exortar;
b) Consolar;
c) edificar a igreja.
12.1.2. Existe três tipos de profetas
a) profeta do obvio;
b) profeta da confusão;
c) profeta de Deus.
12.1.3. Exemplos específicos do dom da profecia
a) Agabo profetizou uma grande fome – At. 11.28-30
b) Na igreja de Antioquia havia crentes com esse dom – At. 13.1-3
c) Na igreja de Corinto – I Co. 14.1ss
12.2. Dom de variedades de línguas
Variedade é o mesmo que diversidade(subdivisões, baseadas em ligeiras diferenças) obedecendo sempre um mesmo principio ou fonte. Um exemplo deste dom vemos em At. 2.7-12. Este dom deve ser acompanhado por interpretação de línguas – cf. I Co. !4.5,13,23.
12.3. O dom de interpretação de línguas
Devemos ter em conta que o DOM é sobrenatural e não pode ser interpretado pelo fato de alguém ter aprendido algum idioma humano. Aqui vemos em foco o que é sobrenatural e não o que é natural.
Conclusão: Que Deus nos ajude a manter sempre acessa a chama do Espírito, para que possamos sempre desejar os seus dons e abundar neles para a glória de Deus Pai. Meu amado irmão, busque os dons do Espírito, pois eles te capacitarão de uma maneira gloriosa para o trabalho do Mestre. Amém!
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