segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dispensação da consciência

A DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

“Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência”. Ef 2.2


 A segunda Dispensação da Consciência. Pela sua desobediência, o homem chegou a ter um conhecimento pessoal e experimental do bem e do mal – “do bem” como a obediência e “do mal” como a desobediência à conhecida vontade de Deus.
 Mediante esse conhecimento, a sua consciência acordou. Expelido de Éden, e posto sob a segunda Aliança, a Adâmica, o homem era responsável para fazer todo o bem que conhecia abster-se de todo o conhecimento do mal, e aproximar-se de Deus mediante o sacrifício.




 A DISPENSAÇÃO DA CONSCIÊNCIA.

• A duração.
 Esta dispensação durou cerca de 1.656 anos, abrangendo o período desde a queda do homem até o Dilúvio. ( ).
 Havendo perdido a filiação de Deus e estando separado daquela vida que vem do Criador, e tendo recebido em seu ser o veneno do pecado, estando sujeito a Satanás, o homem partiu do Éden em condições bem diferentes das anteriores. Agora o mundo esta sob a maldição.


• A gerações de Adão.
 A história de Adão – Aprender sobre nossos ancestrais costuma ajudar-nos a compreender a nós mesmo. Adão e Eva, nosso primeiros ancestrais, eram o destaque da criação de Deus, o verdadeiro motivo pelo qual Ele criara o mundo. Porém, nem sempre eles viveram segundo a vontade de Deus. ( )


 A história de Caim – Primeira criança humana. Caim ficou furioso. Tanto ele quanto seu irmão, Abel, haviam oferecido sacrifícios a Deus, mas os seus foram rejeitados.
 Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de Deus, pois afastou-se do Senhor e procurou viver sem a sua ajuda.
 Caim tinha uma escolha a fazer. Ele podia corrigir sua atitude quanto à oferta a Deus ou descontar a raiva em seu irmão. Sua decisão é um claro lembrete de como estamos cientes das escolhas opostas, e mesmo assim optamos por fazer a que é errada, exatamente como procedeu Caim.
 Caim foi o primeiro assassino. As conseqüências do pecado podem durar toda a vida. Caim não sofreu pena de morte nesse tempo. Posteriormente, quando a iniqüidade e a violência da raça humana tornou-se extrema na terra, a pena da morte foi instituída.
 Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus.
 Os familiares ímpios de Caim organizaram e dirigiram suas vidas em torno das artes e empreendimentos seculares, e instituíram um modo de vida voltado para a altivez e a arrogância.


 A história de Abel – Abel foi a segunda criança trazida ao mundo, mas a primeira a obedecer a Deus.
 Tudo que se sabe a respeito deste homem é que era filho de Adão e Eva, pastor de ovelhas, apresentou sacrifícios agradáveis a Deus e teve sua breve vida interrompida pelas mãos do irmão mais velho enciumado, Caim.
 A Bíblia não mencionada por que Deus gostava dos sacrifícios de Abel e não aceitava os de Caim. Mas tanto Caim quanto Abel sabiam a “vontade de Deus”.
 Apenas Abel obedeceu. Por toda a história, Abel é lembrado por sua obediência e fé (Hb 11.4), e é chamado “justo” (Mt 23.35).

“Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala”. Hb 11.4 ( )


 A história de Sete – A família de Sete, ao contrário invocava “o nome do Senhor”, expressando assim a sua dependência dEle.
 Sob o incentivo de Enos, tiveram começo as orações e o culto público ao Senhor, onde invocar o nome do Senhor refere-se ao culto público.
 Dessa forma, duas descendências totalmente diferentes foram ocupando a terra – a dos “justos” e a dos “ímpios”.


“E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e chamou o seu nome de Sete”. Gn 5.3


 Adão viveu novecentos e trinta anos.
 A razão de uma tão longa vida naquele tempo pode ser porque o pecado apenas iniciara seus efeitos destruidores sobre o meio ambiente e no corpo físico. Já nos tempos de Abraão, a duração da vida estava reduzida a menos de duzentos anos.
 Nada há de definitivo que conteste a existência real e histórica de Adão e Eva. Todas as objeções em aceitar esta verdade se baseiam em conceitos subjetivos de improbabilidades. ( )
 Jesus citou o fato da existência de Adão e Eva como real historicamente sem qualquer nuance de dúvidas (Mt 19.4-6).
 A raça humana é oriunda de um único ser, Adão (Rm 5.12). Só deveríamos aceitar a não existência histórica de Adão se Jesus também não fosse real, fato que a maioria comprova, exceto os céticos.
 O apostolo Paulo não poderia ter relatado os fatos importantes de gênesis 2 e 3 se não fosse reais e se ele não acreditasse nisso ( 1 Tm 2.13,14; 2 Co 11.3).
 Somente seres humanos incrédulos e destituídos da graça de Deus conseguem rejeitar este fato como sendo real e histórico.


“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea ”. MT 19.4

 A LINHAGEM ÍMPIA E SUA CIVILIZAÇÃO.

• A aliança edênica (Gn 2.16,17).
 Por essa aliança Deus concedeu ao homem plena inteligência, intuição e capacidade administrativa, pelas quais regeria toda a criação na qualidade de responsável perante Deus.

 A linhagem ímpia – Caim foi o primeiro a construir cidades e o primeiro a glorificar o homem (Gn 4.17). ( )
 Ele fundou uma civilização e seus descendentes ocuparam-se em desenvolver os recursos naturais, as utilidades e as artes estéticas.
 Jabal – Um dos filhos de Lameque, distinguiu-se como o primeiro homem a ocupar-se da pecuária e a adotar uma vida nômade, habitando em tendas. Talvez em desafio ao mandamento de Deus, teria introduzido na dieta o uso de carne e de leite, com a intenção de escapar ao duro trabalho de lavrar a terra.
 Jubal – Outro filho de Lameque, foi o inventor de instrumentos musicais. A música é do Senhor e haverá maravilhosas harmonias no céu, mas no capítulo 4 de gênesis trata-se da linhagem ímpia de Caim. Esses homens, Jabal, Jubal e Tubalcaim eram todos homens ímpios.
“E tomou para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá. E Ada teve a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado. E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão. E Zilá também teve Tubalcaim, mestre de toda obra de cobre e de ferro; e a irmã de Tubalcaim foi Naamá”. Gn 4.19-22


• A linhagem piedosa de Sete (Gn 4.25 a 5.32).
 A linhagem piedosa – Sete e seus descendentes eram homens de Deus (Gn 4.26). ( )
 Enoque, o sétimo depois de Adão, é focalizado como um homem de Deus e, por seu fiel andar com Deus, foi arrebatado do meio da impiedade prevalecente nos dias anteriores ao Dilúvio. Ele entrou na história como o tipo dos vencedores dos últimos dias, que escaparão aos juízos e à Grande Tribulação que sobrevirão à terra.
 Como a posteridade de Sete é diferente da de Caim! Não se notam aquelas invejas, brigas, licenciosidade e violência tão generalizadas na outra linhagem.
 Enoque foi um homem que não passou pela morte, por andar em comunhão com Deus, foi “tomado” deste mundo para os braços do Criador. As escrituras citam apenas mais um homem que “andou com Deus”, Noé (Gn 6.9), e um outro que não passou pela morte para estar com Deus, Elias (II Rs 2.11).
 Muito ao contrário, vemos um povo pobre e pacato, trabalhando diariamente na lavoura, conforme a ordem do Senhor, e pacientemente esperando a sua misericórdia.

“Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. Hb 11.5


• O dilúvio (Gn 6.13 – 10.32).
 A corrupção da humanidade – A razão para o acontecimento do dilúvio foi, sem dúvida, a corrupção da humanidade. ( )
 A linhagem piedosa de Sete se misturou com a linhagem ímpia de Caim.
 Deus determinou que aquela geração ímpia seria dizimada. Então, depois constantes avisos, por meio das pregações de Noé, ordenou-o que construísse uma arca cujo propósito seria a salvação para os que nela entrassem.



 Deus anuncia o dilúvio a Noé – Em meio a iniqüidade e maldade generalizada daqueles dias, Deus achou em Noé um homem que ainda buscava comunhão com Ele e que era “varão justo”.
 Por ser justo e temer a Deus e resistir à opinião e conduta condenáveis do público, Noé achou favor aos olhos de Deus. Essa retidão de Noé era fruto da graça de Deus nele, por meio da sua fé e do seu andar com Deus.

“Então, disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra”. Gn 6.13

 A estrutura da arca de Noé – A estrutura da arca de Noé era a seguinte: Comprimento – 135 metros; Largura – 22 metros; e 13 metros de Altura.
 A arca possuía três pisos divididos em vários cômodos. Segundo os estudiosos, a arca comportava cerca de 7.000 espécies de animais.
 Noé acreditou a palavra de Deus, de que iria destruir a terra, era verdadeira (Hb 11.7). A pregação de Noé foi ignorada pelos homens perversos de sua época.
 Sete dias antes do dilúvio, Deus ordenou a Noé que juntamente com a sua família entrasse na arca. Dentro da arca haveria de ter um casal de animais de cada espécie (Gn 6.19), e sete casais dos animais limpos (Gn 7.2).
 Então chegou o dia em que Deus derramou abundante chuva (Gn 7.11).


 Aprendemos a degradação do homem decaído, longe de evoluir para um estado cada vez melhor, degenera-se, até Deus resolver destruí-lo da face da terra. Sua degeneração é marcada por uma inclinação carnal e sensual (Mt 24.38), uma completa depravação e impenitência obstinada (1 Pe 3.20).
 Não havemos de supor que Deus não previu o que ia acontecer, porque presciência é essencial à perfeição da sua natureza.
 Nem havemos de supor que a sua felicidade foi realmente interrompida por aquilo que viu nas suas criaturas, pois Ele é imutável na sua felicidade como na sua natureza.
 A história da salvação de Noé na arca é resumida em Hebreus 11.7. O meio de salvação, a arca, era uma simples e clara figura de Cristo: passando pelas águas da morte, saiu a salvo numa criação – um mundo além do juízo. Os refugiados na arca escaparam da sorte dos ímpios. Assim Cristo nos salva pela sua morte e ressurreição, se somos achados nele (Fp 3.9); “não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1), e “se alguém está em Cristo é uma nova criação” (2 Co 5.17).
 Noé, movido pelo temor, construiu a arca: não esperou para ver o começo do juízo antes de a construir. Alguns pensam que jamais tinha chovido antes. Contudo, Noé obedeceu e agiu, construindo a arca. O resultado foi salvar a sua família e condenar o mundo, que não fez caso do meio da salvação.
 O incidente do Dilúvio é, sem duvida, o exemplo clássico de juízo divino e, para isso, deve ser aceito como o tipo e ensino do Espírito Santo sobre o assunto.

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